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Alpha Blondy & The Solar System | foto: Alan Alves

Brasil e África numa noite de celebração à música da Jamaica!

Em pouco menos de um ano de projeto, já virou rotina: se é um grande show, o Jamaica Experience marca presença! E assim foi mais uma vez, com a recente passagem de Alpha Blondy pelo Brasil. Acompanhado de sua espetacular banda The Solar System, este ícone africano do reggae conquistou a plateia que lotou a Audio Club, em São Paulo, com um repertório cheio de grandes hits e seu carisma habitual.

A OBMJ botou todo mundo pra dançar ao som de vários clássicos brasileiros, tocados em ritmo jamaicano! | foto: Alan Alves

A OBMJ botou todo mundo pra dançar ao som de vários clássicos brasileiros, tocados em ritmo jamaicano!

Para quem já conhecia o show, uma ótima oportunidade de relembrar os clássicos e conhecer as músicas de seu novo álbum, “Positive Energy”. Para os que ainda não conheciam, a alegria de estar pela primeira vez à frente daquele grande artista e de músicos impecáveis, que transbordaram vibrações positivas e transformaram aquela noite em uma grande e inesquecível festa. Um show para ver, rever e deixar registrado para sempre na memória! Clique aqui e confira um álbum de fotos do show em nossa fanpage no Facebook!

A festa também contou com os cariocas do Dub Ataque, com o folk do britânico Marky Kelly e com aquela que, para os verdadeiros amantes da música jamaicana de raiz, era a grande sensação da noite: a Orquestra Brasileira de Música Jamaicana. Um timaço de músicos instrumentistas, liderados por Felippe Pipeta e Sergio Soffiatti, que botam todo mundo pra dançar num baile ao mesmo tempo “divertido e educativo”, nas palavras dos próprios idealizadores.

E o Jamaica Experience aproveitou o momento para saber mais sobre esse projeto incrível! Nesta entrevista exclusiva para a nossa apresentadora Magá Moura, Felippe Pipeta e Sergio Soffiatti, os criadores da OBMJ, contam como surgiu a banda, falam das suas principais referências sonoras e traçam paralelos bem interessantes entre a música brasileira e a jamaicana, com suas similaridades de raiz e de ritmos. Uma pequena aula, à qual todo apreciador de música jamaicana deveria assistir.

Este é mais um conteúdo inédito e com o selo de qualidade Jamaica Experience. Assista, comente, compartilhe com seus amigos e nos ajude a fortalecer esta rede em prol da legítima cultura jamaicana em nosso país.

Por aqui, seguimos na missão! Mais novidades em breve…

Assista à cobertura do show + entrevista exclusiva para o Jamaica Experience:

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Blue Mountains são agora Patrimônio Mundial da Humanidade

O mundo é muito vasto, repleto de lugares não apenas bonitos mas significativos, quer em termos naturais ou culturais. As pirâmides do Egito, a catedral de Notre Dame, na França, os Alpes Suíços e o Parque Yellowstone, nos EUA, são alguns exemplos. No Brasil, locais como os centros históricos de Ouro Preto e Olinda, ou áreas de pura natureza, como o Pantanal e Fernando de Noronha.

As Blue Mountains ficam entre Kingston e Port Antonio.  |  foto: reprodução internet

As Blue Mountains ficam entre Kingston e Port Antonio.

Não é por acaso que todos os lugares citados fazem parte de um grupo, denominado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Patrimônio Mundial da Humanidade. Há mais de 40 anos – mais precisamente desde 1972, quando foi assinado o tratado internacional sobre o assunto – a  UNESCO vem buscando identificar, proteger e preservar locais considerados de valor excepcional para a humanidade.

Além de incentivar governos e populações a cuidar desse patrimônio, a iniciativa da UNESCO acaba por aguçar a curiosidade em conhecê-lo. Anualmente, novas localidades passam a fazer parte dessa lista e a Jamaica, com suas Blue Mountains e John Crow, acaba de entrar no grupo.

Os dois conjuntos de montanhas, com cerca de 26.000 hectares, fazem parte de um parque de mesmo nome e com área total de 48.000 hectares. O terreno acidentado, porém cercado de vegetação exuberante, fontes e cascatas foi o cenário perfeito para que lá se instalasse, no século XVIII, um grande número de escravos fugidos, os Maroons. Aproveitando-se da mudança de colonizador, uma vez que a Inglaterra tomou a ilha das mãos da Espanha, rumaram para as montanhas e criaram vilas e cidades, passando a viver em liberdade.

Especificamente nesta área agora nomeada Patrimônio Mundial da Humanidade, viveu a tribo dos Windward Maroons. Guerreiros e bastante organizados, lutaram com os britânicos até que, em 1739, conseguiram um tratado de paz, garantindo sua liberdade e soberania na região.

Os Maroons vivem hoje em cidades como Charles Town, Scots Hall e Moore Town, desceram do topo das montanhas em direção ao vale do Rio Grande. Preservam, contudo, suas tradições na forma de governo, na música, na dança, no batuque e também na culinária e no uso de ervas medicinais. Tudo isso, somado aos resquícios das primeiras vilas e cidades no alto das montanhas é o que se pretende preservar em termos culturais.

No que tange aos aspectos naturais, a área possui um dos habitats considerados raros nas montanhas tropicais, denominado floresta nublada (devido a ocorrência frequente de neblina baixa, na altura das copas das árvores). Além de inúmeras árvores e plantas nativas, as montanhas são refúgio para espécies como a borboleta rabo-de-andorinha e pássaros como o Jamaican Blackbird e o Jamaican Tody. Finalmente, as cadeias montanhosas fornecem mais de 40% da água consumida pela população da Jamaica, além de água para uso na agricultura, indústria e comércio.

As paisagens encantadoras da Jamaica, muitas delas captadas do alto das montanhas, podem ser vistas em “Beneath Jamaican Skies”. O filme foi produzido pelo canadense Levi Allen, que utilizou o processo cinematográfico de time-lapse, aquele em que o tempo parece correr mais depressa. É uma boa maneira de traduzir em imagens um pouco da exuberante natureza da ilha.

Certamente, a denominação atribuída pela UNESCO às montanhas jamaicanas é mais do que justa. Esperamos que o fato sirva de inspiração para conhecer não apenas as Blue Mountains mas também outros belíssimos e importantes locais na Jamaica que futuramente, quem sabe, também possam integrar esse grupo.

Assista ao vídeo “Beneath Jamaican Skies”, de Levi Allen:

foto: reprodução internet

SENAI-MG ajuda a formar profissionais na Jamaica

O mundo fica muito melhor quando existe cooperação, quando pessoas, organizações ou países se unem para um bem maior. São muitas as notícias desagradáveis a respeito do Brasil, notícias que ferem nosso orgulho e nos envergonham. Para, de certa forma, resgatar um pouco da nossa dignidade de cidadãos brasileiros, vale mostrar algo que nosso país tem feito em benefício de outros.

A Jamaica é um país em desenvolvimento. Mais do que isso, é uma pequena ilha com grandes carências, inclusive no que se refere à formação profissional. A HEART (Human Employment and Resource Training Trust, National Training Agency) é uma organização focada nessa área, operando cerca de 30 centros de treinamento e educação vocacional na Jamaica.

Autoridades brasileiras e jamaicanas na inauguração do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica.  |  foto: reprodução internet

Autoridades brasileiras e jamaicanas na inauguração do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica.

No Brasil, também há deficiências na formação profissional e uma das instituições que trabalham para minimizar o problema é o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que tem como um de seus principais objetivos a formação profissional de recursos humanos para a indústria.

Assim, unindo necessidades e capacidades, por iniciativa da ABC (Agência Brasileira de Cooperação) – que faz parte do Ministério das Relações Exteriores – foi possível ao SENAI-MG, em parceria com a HEART, desenvolver o Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica, inaugurado em Kingston, em fevereiro de 2014.

O governo brasileiro, através da ABC, investiu U$4,9 milhões no projeto. Já o SENAI-MG utilizou sua expertise para montar a estrutura necessária para os cursos, adquiriu os equipamentos necessários e cuidou da capacitação dos profissionais. Ao todo, são 40 pessoas, entre gestores, professores e instrutores jamaicanos.

A unidade tem laboratórios de eletrônica, telecomunicações e redes, informática e controle lógico e programável, além de oficinas de refrigeração, eletricidade predial e industrial, marcenaria, serralheria e soldagem, instalações hidráulicas e construção civil. A perspectiva é de que sejam formados pelo menos mil jamaicanos por ano.

É no mínimo gratificante saber que o Brasil será corresponsável pela formação profissional de tantos jamaicanos. Tomara que o SENAI e outras instituições brasileiras avancem nesse tipo de trabalho. O benefício é mútuo e faz muito bem ao nosso maltratado ego.

Ouça o depoimento de Frederico Lamego, gerente-executivo de RI do SENAI:

Instalações do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica, em Kingston, Jamaica.  |  foto: reprodução internet

Instalações do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica, em Kingston, capital do país.

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O paraíso, segundo Lee Perry

Lee “Scratch” Perry é uma figura lendária da Jamaica. Músico e produtor, teve uma carreira intensa e conturbada até o início dos anos 1980, quando mudou-se para a Inglaterra e retirou-se da cena musical. Um pouco mais tarde, transferiu-se para a Suíça, onde vive até hoje, e teve algumas passagens pelo showbiz, como uma turnê solo, em 2006 e um documentário a seu respeito, lançado em 2011.

Porém, ao que tudo indica, Lee Perry quer voltar para a Jamaica. E em grande estilo. Agora, nada de espetáculos, nada ligado diretamente a sua vida artística. Lee Perry quer criar na Jamaica uma comunidade autossustentável, com casas ecoamigáveis, energia solar e agricultura baseada na permacultura. Um projeto inovador e audacioso, bem ao estilo de seu criador.

foto: reprodução internet

O projeto chamado LSP Paradise Island (Eyeland) Community está em fase inicial. Primeiramente, estão buscando uma propriedade nos arredores de Westmoreland ou Hannover, local onde Perry nasceu. Os fundos necessários para a aquisição da propriedade dependem de doações e investimentos de futuros interessados.

Pôster de Lee Perry à venda no site www.lspparadiseshop.com | foto: reprodução internet

Pôster de Lee Perry à venda no site www.lspparadiseshop.com

Apesar de um tanto utópico, os ideais do projeto são bastante interessantes e modernos no que tange às relações entre o homem e a natureza. Além do sistema construtivo e do aproveitamento da energia solar, haverá, também, um sistema próprio de captação de água. As casas, de 1, 2 ou 3 dormitórios, serão destinadas aos que quiserem residir na comunidade, mas também haverá casas para alugar e para receber convidados dos seminários que lá serão realizados. Sim, porque está prevista a instalação de um centro holístico, cujo objetivo será promover a cura integrada do espírito, da mente e do corpo.

As artes, o artesanato e a aprendizagem são áreas a serem trabalhadas e incentivadas pela comunidade. O site www.lspparadise.com está em busca de pessoas interessadas em colaborar para que o sonho se torne realidade. Artesãos, inventores, especialistas em energias alternativas, pessoas criativas e visionárias, todos estão convidados a participar.

Mais do que um projeto no melhor estilo hippie, a comunidade idealizada por Lee Perry tem ingredientes do ideário rastafári: viver com vibrações positivas para que todos, juntos, possam celebrar a abundância que a vida nos dá e pensar nas coisas que realmente farão com que nossos descendentes, daqui a muitos anos, nos sejam gratos. Esse paraíso tropical é o lugar para aqueles de espírito livre, que querem viver em harmonia com a natureza e de forma saudável, cooperativa e genuinamente feliz.

Ouça abaixo “Back On The Controls”, de Lee “Scratch” Perry, na íntegra:

Lloyd "King Jammy" James é um dos mais aclamados produtores jamaicanos | foto: divulgação

A Jamaica e seus “templos” musicais

Studio One, Tuff Gong, Black Ark, Channel One. Se você é apreciador de reggae e música Jamaicana em geral, já deve ter ouvido falar destes estúdios, famosos por terem dado vida a alguns dos maiores clássicos musicais produzidos na ilha. De fato, na Jamaica, engenheiros de som, técnicas e equipamentos utilizados nas gravações são considerados elementos tão importantes quanto a própria obra musical a ser trabalhada. E por vezes mais importantes até que o próprio artista!

Os produtores Syrix e Professa com Dean Fraser, um dos mais aclamados músicos e produtores da Jamaica, ao centro. | Foto: reprodução Internet

Os produtores Syrix e Professa com Dean Fraser, um dos mais aclamados músicos e produtores da Jamaica, ao centro.

A relação dos músicos na Jamaica com os estúdios é tão visceral que é quase impossível dissociar a imagem de alguns artistas dos locais que ajudaram a eternizar suas obras. Como bons exemplos disso temos o Tuff Gong, estúdio que pertenceu a Bob Marley e hoje continua sob a administração de sua família, e o lendário Black Ark, do genial produtor Lee “Scratch” Perry.

A explicação para isto está na maneira como músicos e produtores locais sempre entenderam a música e seus processos de construção, reconstrução e desconstrução. E isso é a própria essência da música jamaicana, especialmente em gêneros como o dub e o dancehall, que usam e abusam dos recursos digitais para criarem atmosferas sonoras que ao mesmo tempo intrigam e seduzem, especialmente os jovens.

No início da década de 70, Lee Perry e King Tubby definiram as bases sobre as quais a indústria da música pop viria a se apoiar mais tarde ao criarem o dub, com suas formas de agenciamento de sons. Na metade dos anos 80, foi a vez de Lloyd “King Jammy” James e Wayne Smith darem vida àquela que viria a ser a primeira música totalmente computadorizada da história da música jamaicana, Under Mi Sleng Teng (ouça abaixo).

Ao longo das últimas 5 décadas, a ilha que respira música 24 horas por dia foi ficando cada vez mais conhecida por sua capacidade de (re)criar estilos e antecipar tendências musicais ao mundo, influenciando gerações de jovens como os produtores Syrix & Professa, da Dreama Studios e Irievibrations Entertainment, da Alemanha. Juntos, eles decidiram criar uma websérie sobre a história e cultura da indústria musical. E resolveram começar pela Jamaica!

“Studio Chronicles” traz curiosidades dos bastidores, entrevistas com produtores e engenheiros responsáveis pelas gravações, além é claro dos artistas. O resultado é uma saborosíssima viagem pela história da música jamaicana através de alguns dos seus mais emblemáticos estúdios. E por que não dizer “templos”?

Assista a seguir à playlist com a websérie completa em 5 episódios!

Assista à websérie “Studio Chronicles”, com trailer + 5 episódios:

foto: reprodução internet

World a Reggae – Rihanna: a diva pop e suas referências

Difícil imaginar uma combinação tão improvável quanto uma mistura de Mariah Carey, Beyoncé e Madonna, com influências de Bob Marley. Oi?? Então, de certa forma, Rihanna é o resultado dessa combinação inusitada. Vamos tentar explicar melhor tudo isso.

Rihanna fez sua primeira audição aos 15 anos de idade, em Barbados, onde nasceu. O produtor musical Evan Rogers gostou do que ouviu e, no ano seguinte, juntamente com seu sócio Carl Sturken, produziram doze canções que geraram as demos que acabariam por lançá-la como cantora. Em 2005, lançou seu primeiro álbum “Music of the Sun” e, no ano seguinte, o segundo, “A Girl Like Me”. Ambos ficaram entre os top ten da Billboard 200, com os sucessos Pon the Replay e SOS, respectivamente.

Voltando ao começo deste texto, nessa fase inicial da carreira Rihanna era a promessa de uma cantora na linha do dance e do pop, meio Madonna. Mas, em 2007, em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad”, mostrou que o R&B era o seu ritmo, aquele com o qual ela mais se identificava. E quem é uma das divas do R&B? Beyoncé, que, aliás, disse ter começado a cantar após ouvir Mariah Carey cantando Vision of Love.

Com Madonna, Mariah Carey, Beyoncé e Bob Marley. Rihanna é única, mas como toda estrela pop, ela tem as suas referências. | foto: reprodução internet

Com Madonna, Mariah Carey, Beyoncé e Bob Marley. Rihanna é única, mas como toda estrela pop, ela tem as suas referências.

“Good Girl Gone Bad” recebeu nove indicações para o Grammy 2008 e ganhou apenas o de melhor Rap/Sung Collaboration, com a canção Umbrella. Posteriormente, Rihanna receberia mais cinco Grammy, além de oito American Music Awards, vinte e dois Billboard Music Awards e dois BRIT Awards. Ela já vendeu mais de 30 milhões de álbuns e 120 milhões de singles, no mundo todo.

E onde entra Bob Marley nessa história toda? Barbados é uma das ilhas do Caribe, assim como a Jamaica. Assim, a associação de Rihanna com o reggae e Bob Marley parece até natural. Porém, há relações que vão além da proximidade geográfica. Admiradora confessa do rei do reggae – ela é vista com frequência usando roupas e adereços que remetem ao ídolo jamaicano – Rihanna não resiste a uma pitada jamaicana em suas produções. Tanto que seu primeiro álbum, “Music of the Sun”, chegou a ser recebido pela crítica como um disco de reggae, dada a origem caribenha da cantora e a nítida influência dos ritmos jamaicanos presentes no disco.

Participações como a do cantor jamaicano Sean Paul em Break It Off, no álbum “A Girl Like Me”, faixa produzida pelo produtor (também jamaicano) Donovan “Don Corleon” Bennett em seu renomado estúdio Hitmaker, em Kingston, também servem como exemplo. E há vários outros, como é possível ouvir nesta playlist especial abaixo.

Como se vê, não é nada difícil encontrar na obra de Rihanna forte influência de música jamaicana. Do reggae mais clássico ao dancehall moderno – incluindo boas doses de temas polêmicos – está tudo lá. Um outro exemplo, de 2010, acabou gerando mesmo muita polêmica. Como parte do álbum “Loud”, Rihanna gravou na Jamaica o clipe da música Man Down. O que, em princípio, seria positivo – uma forma de divulgação da ilha – não foi tão bem recebido, especialmente pelos jamaicanos. A música conta a história de uma garota (Rihanna) que é estuprada e resolve matar seu estuprador. Convenhamos, não é a melhor promoção que um destino pode querer.

Ao lado de Ziggy Marley e Bruno Mars, Rihanna participou de tributo ao rei do reggae, Bob Marley.  |  foto: reprodução internet

Ao lado de Ziggy Marley e Bruno Mars, Rihanna participou de tributo ao rei do reggae, Bob Marley.

Para quem não se lembra, Like a Prayer, Justify My Love e Live To Tell são apenas alguns dos clipes de Madonna que causaram grande polêmica. E, com enorme repercussão, geraram muita mídia. Não foi diferente com Rihanna e sua Man Down. O mundo da música e das celebridades tem dessas coisas…

Em compensação, em 2013, durante a premiação do Grammy, Rihanna teve uma participação bem legal no tributo a Bob Marley. Ao lado de Ziggy Marley, Damian Marley, Sting e Bruno Mars, cantou Could You Be Loved. De quebra, nessa edição do prêmio, Rihanna venceu na categoria de melhor clipe com We Found Love.

Diva e por vezes dramática, como Mariah Carey. Pop e representante do R&B, como Beyoncé. Sempre se reinventando, como Madonna. Caribenha e ligada às suas raízes, como Bob Marley. Prazer, essa é Rihanna!

Assista ao polêmico clipe de “Man Down”, de Rihanna, gravado na Jamaica:

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“Legalize it”: quando a profecia de uma canção torna-se realidade

Peter Tosh: militância a favor da descriminalização da maconha sempre foi uma marca do cantor.  |  foto: reprodução internet

Peter Tosh: militância a favor da descriminalização da maconha sempre foi uma marca do cantor.

Eram os anos 1970. Numa pequena ilha do Caribe, uma certa erva era cultuada por muitos, utilizada por muitos, desejada por outros tantos, mas era ilegal. Um de seus grandes talentos musicais, Peter Tosh, cantava que “era preciso legalizá-la e não criticá-la”, naquela que ficou conhecida como uma de suas principais canções: Legalize It (ouça a faixa abaixo).

Tão distante da Jamaica, lá na Europa, nos mesmos anos 1970, um pequeno país liberava o uso da erva para maiores de 18 anos, em certos coffee shops. E essa foi a história, por muitos e muitos anos. Peter Tosh continuou tentando, compôs outra canção, falando mais especificamente sobre os benefícios da erva para a saúde, mas de nada adiantou. A Jamaica ainda  conviveria com esse dilema por mais 40 anos.

Muito depois da Holanda, somente nos anos 1990, outros países começaram a mudar de opinião sobre a maconha. Num primeiro momento, passaram a tratá-la como questão de saúde pública. Ou seja, ao ser pego consumindo a erva, o indivíduo era encaminhado para tratamento médico e não mais preso. “Sem mais humilhação ilegal ou interrogatório policial”, como pedia o cantor, desta vez em Bush Doctor .

Lá pelos anos 2000, o assunto evoluiu ainda mais e a posse e o consumo pessoal de maconha passaram a ser aceitos em muitos países. Hoje, Espanha, Portugal, Grã-Bretanha, Itália e Alemanha, além da Austrália, têm leis mais modernas e, em certos casos, estabelecem quantidades e locais onde se pode consumir. “Não é mais necessário fumar e se esconder, quando você sabe que está fazendo um passeio ilegal”, continuava a letra de Bush Doctor.

Bob Marley: família do cantor anunciou a primeira marca global de Cannabis.  |  foto: reprodução internet

Bob Marley: família do cantor anunciou a primeira marca global de Cannabis.

Na América Latina, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e Venezuela também enxergam a maconha de maneira semelhante ao que acontece na Europa. O grande salto foi dado mesmo pelo Uruguai, onde a legislação é ainda mais abrangente. Lá, o cultivo para consumo próprio é permitido e a venda – apenas para usuários cadastrados – é controlada pelo governo, através de uma rede de farmácias.

Em Israel e no Canadá, a maconha é permitida apenas para fins medicinais, sendo que neste último é permitido o cultivo aos usuários que possuam receita médica. Já nos Estados Unidos, a legislação difere entre os estados, sendo que muitos permitem apenas o uso medicinal e outros aprovaram, também, o uso recreativo.

Uma tendência que deve seguir pelos Estados Unidos e pelo mundo e que recentemente fez com que a família do maior ícone jamaicano, Bob Marley (outro grande entusiasta e defensor do consumo de maconha, ou ganja, como é chamada na ilha), lançasse a Marley Natural, primeira marca global de Cannabis e produtos derivados da erva (leia mais em Família Marley anuncia a primeira marca global de Cannabis). Aqui no Brasil, a maconha continua sendo ilegal, porém, o canabidiol, derivado dela, foi recentemente liberado para uso medicinal e de forma controlada.

Finalmente, chegamos à Jamaica. Depois de anos de longas discussões, foi aprovada no último dia 14 de fevereiro uma lei para descriminalizar a posse de até 57 g de maconha. Além disso, os adeptos do movimento rastafári, para o qual a erva é considerada sagrada, poderão utilizá-la em seus rituais. O uso medicinal também será regulamentado e será permitido o cultivo de até 5 plantas.

Possivelmente, esse seja apenas o começo de uma abertura na maneira como a Jamaica passará a lidar com a maconha no futuro. Sábio ou visionário, Peter Tosh defendeu essa mudança com base em argumentos que, de fato, vêm se provando verdadeiros. Quem sabe ele estivesse certo também em relação ao aspecto econômico e então, daqui a alguns anos, veremos a pequena ilha onde a erva se desenvolveu tão bem, tornar-se um grande exportador e lucrar de forma legal com sua comercialização. Afinal, em se tratando de Jamaica, ela de fato “pode fortalecer a sua combalida economia e eliminar sua mentalidade servil”, já avisava o músico, novamente em Bush Doctor.

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Bob Marley e alguns de seus bons encontros

Quando pensamos em grandes astros da música, às vezes nos perguntamos se eles se encontraram com outros grandes astros e imaginamos como teriam sido esses encontros. O mundo nem sempre foi globalizado como hoje e muitos artistas, apesar de contemporâneos, nunca se cruzaram.

Ao longo da vida, Bob Marley teve alguns encontros bem interessantes e resolvemos contar, aqui, as história de alguns deles. Dois aconteceram em 1975, o primeiro em março, na Jamaica.

Um grupo já famoso na época chamado The Jackson Five foi convidado para abrir o show de Bob and The Wailers, no National Heroes Stadium. Michael Jackson era um adolescente de 16 anos e, embora muito talentoso, não era ainda nem sombra do ídolo pop que viria a ser.

Foto histórica: Bob Marley e Michael Jackson, os reis do reggae e do pop juntos!  |  foto: reprodução internet

Foto histórica: Bob Marley e Michael Jackson, os reis do reggae e do pop juntos!

O grupo vivia uma transição. Estavam deixando a gravadora Motown, responsável pelo sucesso de um grande número de artistas negros, nos anos 1960 e 1970. Bob Marley, por outro lado, alcançava sucesso internacional com No Woman No Cry, canção do álbum “The Natty Dread”.

Antes do show, os Jackson Five visitaram Marley em sua casa, em Kingston. Resultado de um mundo menos tecnológico e mais poético, não há registro do show em áudio ou vídeo, apenas fotos.

George Harrison e Bob Marley, respeito mútuo.  |  foto: reprodução internet

George Harrison e Marley, respeito mútuo.

O segundo encontro deu-se meses depois, na Califórnia. Na época, Bob Marley já pertencia à gravadora Island Records e excursionava pelos EUA. O presidente da Island, Charley Nuccio, ficou sabendo que George Harrison era fã de Marley e convidou-o para visitá-lo no camarim.

Ao saber da notícia, Marley ficou surpreso e disse: “Ras Beatle!” (algo como o príncipe Beatle). Foi uma visita rápida, cerca de 5 minutos, em que ambos demonstraram respeito e admiração mútuos. Apesar de nunca terem tocado juntos, após uma montagem feita com foto da época, circulou durante muito tempo um cartaz de show que teriam feito quando do encontro. Show esse que, infelizmente, nunca ocorreu!

Em 1980, Bob Marley fez sua única visita ao Brasil. A Island Records tinha se tornado um selo da gravadora alemã Ariola, que estava iniciando suas atividades no país. Marley, juntamente com Junior Marvin (guitarrista dos Wailers), Jacob Miller (vocalista do Inner Circle), Chris Blackwell (diretor da Island Records) e sua esposa vieram para a festa de inauguração.

Um time de estrelas comandado por Bob Marley, Chico Buarque, Toquinho e Paulo César Caju.  |  foto: reprodução internet

Um time de estrelas comandado por Bob Marley, Chico Buarque, Toquinho e Paulo César Caju.

Além de circular pela cidade e visitar a favela da Rocinha, o grupo seguiu para um importante compromisso: uma pelada de futebol. De um lado, Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho, Chico Buarque e Jacob Miller e do outro, Alceu Valença, Chicão (músico da banda de Jorge Ben) e mais quatro funcionários da gravadora. Os músicos brasileiros eram contratados da Ariola e Caju, ídolo da Copa de 1970, tinha em Bob Marley um fã.

Bob Marley disse a Paulo César: “Rivelino, Jairzinho, Pelé… o Brasil é o meu time. A Jamaica gosta de futebol por causa do Brasil”. Segundo Caju, Bob, além de canhoto, era habilidoso e bom de bola. Tanto que fez um dos 3 gols da vitória, os outros foram de Chico e Paulo César. A visita foi curta, mais o encontro foi marcante!

Inspirado no samba, que segundo ele era como o reggae (partilhando dos mesmos sentimentos das raízes africanas), Marley compôs na volta para casa a música Could You Be Loved (ouça a faixa abaixo). Repare na introdução da música e vai ouvir, de leve, o som da cuíca. Não é lenda, é verdade!

Stevie Wonder e Bob Marley encontraram-se algumas vezes. A primeira delas foi em 1975, no Wonder Dream Concert, em Kingston, num show beneficente para um instituto para cegos. Esse show ficou também conhecido como Wailers Reunion Show, pois foi a primeira e última vez que os integrantes originais (Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer) tocaram juntos, desde 1974. Durante o bis de Stevie, ele chamou Bob Marley ao palco e cantaram juntos I Shot The Sheriff e Superstition.

Bob Marley e Stevie Wonder, sintonia musical e positive vibes.  | foto: reprodução internet

Bob Marley e Stevie Wonder, sintonia musical e positive vibes.

Quatro anos depois, encontraram-se na Filadélfia, nos EUA. Era a convenção nacional da Black Music Association. Por ser um evento privado e num passado em que as pessoas não portavam celulares com câmera, não há registros gravados. Porém, há quem diga ter sido essa uma das melhores performances de Bob Marley, convidado como embaixador jamaicano do reggae.

O público, composto pela elite da indústria da música, ficou fascinado com seu carisma e sua energia no palco. Quando cantou Get Up Stand Up, na companhia de Stevie Wonder, muitas pessoas atenderam literalmente ao apelo, subindo e dançando sobre mesas e cadeiras. Esse encontro inspirou Stevie a compor Master Blaster (Jammin, do álbum “Hotter Than July”), em homenagem a Marley.

Durante um concerto, em Washington, em 1980, ambos encontraram-se no palco pela última vez. Enquanto Stevie cantava Master Blaster, Marley surgiu do nada e não cantou, apenas falou com o público. Havia amizade e sinergia entre os dois astros. Cogitaram fazer uma turnê juntos, mas isso não chegou a se concretizar.

Em 1980, Bob Marley and The Wailers estavam excursionando pelos EUA, divulgando o disco “Uprising”. O último show seria na Pensilvânia, porém, acabaram encaixando na programação dois shows em Nova Iorque. Na verdade, fariam a abertura de um show do The Commodores (cujo vocalista era Lionel Ritchie).

Bob Marley e The Commodores, mistura de soul e reggae para conquistar novos públicos.  |  foto: reprodução internet

Bob Marley e The Commodores, mistura de soul e reggae para conquistar novos públicos.

A carreira internacional de Bob Marley já estava consolidada. Era conhecido em todos os cantos do planeta. Porém, nos EUA, seu público era limitado a jovens brancos e I Shot The Sheriff, por exemplo, era mais identificada com a versão de Eric Clapton. Assim, Marley entendeu que participar de um show de um grupo negro de soul e funk seria uma forma de se aproximar do público afro-americano.

Os organizadores nem se preocuparam em colocar nos tickets o nome da banda de abertura. No Madison Square Garden, a apresentação dos jamaicanos foi diferente do usual. Usaram roupas mais urbanas, evitaram coreografias e levaram sua mensagem, repleta de conotações políticas e religiosas. Muitas pessoas deixaram o local depois da abertura, sinal de que já tinham cumprido seu propósito. Para os que ficaram, a apresentação de um Commodores já numa linha mais comercial e distante de seu projeto inicial foi um tanto decepcionante.

Antes de ir para a Pensilvânia, ainda em Nova Iorque, Bob Marley sentiu-se mal e caiu no Central Park, enquanto corria. Era o primeiro sinal do câncer que daria fim à sua vida, meses depois.

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Família Marley anuncia a primeira marca global de Cannabis

Bob Marley sempre foi visto por muitos como um visionário. Bem antes da chamada globalização mundial, Marley foi capaz de difundir sua música e seus ideais, influenciar gerações de músicos de diferentes estilos e, de fato, colocar a Jamaica no mapa. Agora, numa iniciativa inédita, sua família anuncia a primeira marca global de Cannabis e aposta no nome, na imagem e nas ideias do músico para desbravar um mercado milionário

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Campanha de lançamento da Marley Natural utiliza frases conhecidas de Bob Marley sobre o tema.

O nome Bob Marley é naturalmente associado ao reggae, ao movimento rastafári e à maconha. Essa última, tida pelos adeptos do movimento como uma erva sagrada, consumida para auxiliar na meditação, ampliar a criatividade e encorajar reflexões. Enfim, numa ação que se antecipa à legalização da maconha mundialmente, a família Marley acaba de anunciar o lançamento da primeira empresa voltada para a comercialização de maconha e produtos derivados: a Marley Natural.

O acelerador desse processo foi a crescente legalização da maconha em muitos países, especialmente nos EUA, onde, recentemente, mais dois estados – Alaska e Oregon –  legalizaram o uso, seguindo o exemplo de Washington e Colorado. A Marley Natural é uma associação da família Marley com uma empresa de fundos de participação chamada Privateer Holdings.

Além de novo, o tema é delicado. O que se sabe é que a família Marley tem tido grande êxito em todos os negócios criados a partir do ídolo jamaicano. Cafés, roupas e equipamentos de áudio são alguns dos exemplos de sucesso (leia mais em De café a vestuário: conheça os Marley empreendedores). Além de matérias-primas de qualidade e todo um cuidado com as marcas, as empresas da família sempre buscam oferecer contrapartidas no campo social, beneficiando especialmente crianças carentes.

Uma das questões levantadas é se o próprio Marley aprovaria o negócio. A filha Cedella acha natural que seu pai seja parte desse assunto. Já sua mãe, Rita, diz que Bob estaria feliz por ver seu sonho – da legalização – se concretizar. De fato, a ação em curso possui forte alinhamento com as ideias de Marley a respeito do tema (ouça acima a faixa “Kaya”, gíria usada na Jamaica para se referir à maconha). Algumas de suas conhecidas frases em defesa da “erva”, como gostava de chamá-la, têm sido amplamente utilizadas na campanha de lançamento da marca.

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Brendan Kennedy (à direita) e seus companheiros na Privateer Holdings: negócio milionário. | Foto: reprodução internet

Trata-se de um negócio milionário. O CEO da Privateer, Brendan Kennedy, estima que a indústria da maconha nos EUA seja algo em torno dos 50 milhões de dólares e que, mundialmente, alcançaria os 150 milhões. Kennedy é um entusiasta do assunto. Acredita na legalização em escala global em um período relativamente curto e, por consequência, no desenvolvimento de grandes empresas capazes de suprir a demanda. Não foi por outra razão que ele, um executivo com MBA em Yale, quis tomar parte na empresa pioneira no ramo. Para Kennedy, esta é “a” oportunidade de sua vida.

Nos EUA, a legalização da maconha tem sido amplamente discutida. Os opositores abordam questões também bastante interessantes. Apontam o risco de fazer da indústria da maconha a nova indústria do tabaco, hoje tão perseguida e regulada. Saem o caubói da Marlboro e as paisagens do deserto americano e entram as montanhas e florestas paradisíacas da Jamaica.

Outro ponto é a sedução dos mais jovens, a exemplo do que aconteceu com a venda do binômio prazer e glamour, associados ao cigarro. Como evitar que o uso recreativo se torne um vício? Alguns acreditam que ao dar a liberdade de consumo a muitos, também se estará permitindo o enriquecimento de um pequeno grupo.

Polêmicas à parte, a Marley Natural entrará em operação em 2015, com uma variada linha de produtos. Desde mudas da planta, óleos e loções, até vaporizadores (tipo cigarro eletrônico). Os itens serão comercializados de forma moderna, com o auxílio da mesma agência que atende New Balance e Starbucks. É aguardar e acreditar que, com a inspiração de Bob Marley e o profissionalismo de sua família o mundo esteja prestes a entrar numa nova era, de consumo legal e consciente.

Assista ao filme oficial de lançamento da campanha de “Marley Natural”:

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Jamaica para todos os gostos: escolha a melhor opção

Se você segue nosso site, o www.jamaicaexperience.com.br, sabe que turismo é uma de nossas áreas de interesse, assim como música, gastronomia e lifestyle. Afinal, um projeto que tem por objetivo fomentar o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Jamaica, passa obrigatoriamente pelo turismo, por conhecer e explorar tudo que a ilha tem de mais bonito e interessante.

Através dos textos que temos publicado, você pôde ter contato com um pouco da história, da cultura, das personalidades e peculiaridades da Jamaica. Continuaremos com esse trabalho, mas, além disso, a partir de agora, será possível, também, escolher e comprar seu pacote de viagem para a Jamaica, através do site. Para isso, fechamos uma parceria com a ADVtour, uma empresa especializada em Caribe, que passará a oferecer cinco diferentes pacotes turísticos, de acordo com seu perfil e objetivos.

A ADVtour é uma operadora brasileira que atua há mais de 15 anos no mercado de turismo, com roteiros de viagens internacionais personalizados. Além de ser especialista em Caribe, a empresa também conta com parceiros em companhias aéreas, cruzeiros, hotéis, resorts e pousadas de luxo na América do Sul, América do Norte, América Central, Europa e Oriente Médio. Com sede na cidade de São Paulo, a ADVtour possui agências de viagens representantes em Brasília, Porto Alegre e Vitória, e também áreas comerciais para atender no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e região.

Os cinco pacotes turísticos que elaboramos em conjunto com a ADVtour visam atender pessoas que estão em momentos de vida distintos e que, portanto, têm diferentes expectativas com relação a uma viagem à Jamaica. São eles:

 

foto: Laerte Brasil | Jamaica Experience

1. Take me to Jamaica: começando pela capital, Kingston, esta é a opção para quem quer conhecer belas praias, rios e cachoeiras, além de saber mais sobre Bob Marley. O pacote inclui visitas ao Bob Marley Museum, em Kingston, e ao Bob Marley Mausoleum, em Nine Miles, local onde ele nasceu e está enterrado.

 

foto: reprodução internet

2. Jamaican Music Vibes: se o seu maior interesse na Jamaica é a música, este é o pacote ideal para você. Visitar alguns estúdios, como o lendário Tuff Gong, pertencente à família Marley, dançar ao som do Dub, em algum dos muitos e potentes Sound Systems espalhados pela ilha, ou ir a uma autêntica festa de Dancehall, são algumas das atrações propostas.

 

foto: Shutterstock

3. Family Time: o nome já diz tudo, é para curtir com a família. Além de praias mais tranquilas, passeios a cavalo por lindas paisagens e mergulho com golfinhos em pleno mar do Caribe. Hotéis com ótima infraestrutura e, é claro, toda hospitalidade do povo jamaicano!

 

foto: reprodução internet

4. A Mystic Land: um passeio por locais menos explorados e que fascinam os visitantes, como a Blue Lagoon, cenário do clássico “A Lagoa Azul”, e as Blue Mountains, onde é produzido um dos mais renomados cafés do mundo.

 

foto: Shutterstock

5. Relax Inna Paradise: se você está à procura de um paraíso para relaxar e viver momentos inesquecíveis a dois, esta é a opção para você. Clima perfeito, praias de beleza inigualável, hotéis e resorts que são um verdadeiro convite à paixão e atmosfera envolvente são alguns dos motivos que levam muitos casais de turistas à ilha. Cerimônias de casamento ou bodas, também são uma das especialidades dos resorts jamaicanos.

Para saber todos os detalhes sobre cada pacote, clique aqui. Escolha o seu preferido e boa viagem!