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SENAI-MG ajuda a formar profissionais na Jamaica

O mundo fica muito melhor quando existe cooperação, quando pessoas, organizações ou países se unem para um bem maior. São muitas as notícias desagradáveis a respeito do Brasil, notícias que ferem nosso orgulho e nos envergonham. Para, de certa forma, resgatar um pouco da nossa dignidade de cidadãos brasileiros, vale mostrar algo que nosso país tem feito em benefício de outros.

A Jamaica é um país em desenvolvimento. Mais do que isso, é uma pequena ilha com grandes carências, inclusive no que se refere à formação profissional. A HEART (Human Employment and Resource Training Trust, National Training Agency) é uma organização focada nessa área, operando cerca de 30 centros de treinamento e educação vocacional na Jamaica.

Autoridades brasileiras e jamaicanas na inauguração do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica.  |  foto: reprodução internet

Autoridades brasileiras e jamaicanas na inauguração do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica.

No Brasil, também há deficiências na formação profissional e uma das instituições que trabalham para minimizar o problema é o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), que tem como um de seus principais objetivos a formação profissional de recursos humanos para a indústria.

Assim, unindo necessidades e capacidades, por iniciativa da ABC (Agência Brasileira de Cooperação) – que faz parte do Ministério das Relações Exteriores – foi possível ao SENAI-MG, em parceria com a HEART, desenvolver o Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica, inaugurado em Kingston, em fevereiro de 2014.

O governo brasileiro, através da ABC, investiu U$4,9 milhões no projeto. Já o SENAI-MG utilizou sua expertise para montar a estrutura necessária para os cursos, adquiriu os equipamentos necessários e cuidou da capacitação dos profissionais. Ao todo, são 40 pessoas, entre gestores, professores e instrutores jamaicanos.

A unidade tem laboratórios de eletrônica, telecomunicações e redes, informática e controle lógico e programável, além de oficinas de refrigeração, eletricidade predial e industrial, marcenaria, serralheria e soldagem, instalações hidráulicas e construção civil. A perspectiva é de que sejam formados pelo menos mil jamaicanos por ano.

É no mínimo gratificante saber que o Brasil será corresponsável pela formação profissional de tantos jamaicanos. Tomara que o SENAI e outras instituições brasileiras avancem nesse tipo de trabalho. O benefício é mútuo e faz muito bem ao nosso maltratado ego.

Ouça o depoimento de Frederico Lamego, gerente-executivo de RI do SENAI:

Instalações do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica, em Kingston, Jamaica.  |  foto: reprodução internet

Instalações do Centro de Formação Profissional Brasil-Jamaica, em Kingston, capital do país.