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foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Jamaica para todos os gostos: escolha a melhor opção

Se você segue nosso site, o www.jamaicaexperience.com.br, sabe que turismo é uma de nossas áreas de interesse, assim como música, gastronomia e lifestyle. Afinal, um projeto que tem por objetivo fomentar o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Jamaica, passa obrigatoriamente pelo turismo, por conhecer e explorar tudo que a ilha tem de mais bonito e interessante.

Através dos textos que temos publicado, você pôde ter contato com um pouco da história, da cultura, das personalidades e peculiaridades da Jamaica. Continuaremos com esse trabalho, mas, além disso, a partir de agora, será possível, também, escolher e comprar seu pacote de viagem para a Jamaica, através do site. Para isso, fechamos uma parceria com a ADVtour, uma empresa especializada em Caribe, que passará a oferecer cinco diferentes pacotes turísticos, de acordo com seu perfil e objetivos.

A ADVtour é uma operadora brasileira que atua há mais de 15 anos no mercado de turismo, com roteiros de viagens internacionais personalizados. Além de ser especialista em Caribe, a empresa também conta com parceiros em companhias aéreas, cruzeiros, hotéis, resorts e pousadas de luxo na América do Sul, América do Norte, América Central, Europa e Oriente Médio. Com sede na cidade de São Paulo, a ADVtour possui agências de viagens representantes em Brasília, Porto Alegre e Vitória, e também áreas comerciais para atender no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e região.

Os cinco pacotes turísticos que elaboramos em conjunto com a ADVtour visam atender pessoas que estão em momentos de vida distintos e que, portanto, têm diferentes expectativas com relação a uma viagem à Jamaica. São eles:

 

foto: Laerte Brasil | Jamaica Experience

1. Take me to Jamaica: começando pela capital, Kingston, esta é a opção para quem quer conhecer belas praias, rios e cachoeiras, além de saber mais sobre Bob Marley. O pacote inclui visitas ao Bob Marley Museum, em Kingston, e ao Bob Marley Mausoleum, em Nine Miles, local onde ele nasceu e está enterrado.

 

foto: reprodução internet

2. Jamaican Music Vibes: se o seu maior interesse na Jamaica é a música, este é o pacote ideal para você. Visitar alguns estúdios, como o lendário Tuff Gong, pertencente à família Marley, dançar ao som do Dub, em algum dos muitos e potentes Sound Systems espalhados pela ilha, ou ir a uma autêntica festa de Dancehall, são algumas das atrações propostas.

 

foto: Shutterstock

3. Family Time: o nome já diz tudo, é para curtir com a família. Além de praias mais tranquilas, passeios a cavalo por lindas paisagens e mergulho com golfinhos em pleno mar do Caribe. Hotéis com ótima infraestrutura e, é claro, toda hospitalidade do povo jamaicano!

 

foto: reprodução internet

4. A Mystic Land: um passeio por locais menos explorados e que fascinam os visitantes, como a Blue Lagoon, cenário do clássico “A Lagoa Azul”, e as Blue Mountains, onde é produzido um dos mais renomados cafés do mundo.

 

foto: Shutterstock

5. Relax Inna Paradise: se você está à procura de um paraíso para relaxar e viver momentos inesquecíveis a dois, esta é a opção para você. Clima perfeito, praias de beleza inigualável, hotéis e resorts que são um verdadeiro convite à paixão e atmosfera envolvente são alguns dos motivos que levam muitos casais de turistas à ilha. Cerimônias de casamento ou bodas, também são uma das especialidades dos resorts jamaicanos.

Para saber todos os detalhes sobre cada pacote, clique aqui. Escolha o seu preferido e boa viagem!

 

foto: reprodução jamaica

A Jamaica também é um pouco chinesa

Há coisas na vida que a gente nem imagina, como por exemplo, que existe na Jamaica uma grande comunidade de ascendência chinesa. A exemplo do que ocorreu no Brasil, com o fim da escravidão, na Jamaica, também houve dificuldades para substituir a mão de obra nas lavouras. Então, o governo resolveu recrutar trabalhadores na China e também na Índia.

Algumas mulheres jamaicanas de origem chinesa nos anos 30  |  foto: reprodução internet

Algumas mulheres jamaicanas de origem chinesa nos anos 30 | foto: reprodução internet

Os chineses chegaram em grupos, a partir de 1850. Muitos, vinham de passagens por outras ilhas caribenhas e somente o último grupo, de 1884, veio diretamente da China. No total, imigraram inicialmente para a ilha cerca de 1.400 chineses. Em 1905, o governo instituiu medidas para controlar a imigração chinesa e, em 1930, quando já havia cerca de 4.000 pessoas vindas daquele país, dificultou ainda mais.

A medida que seus contratos e trabalho expiravam, os chineses buscavam maneiras de se estabelecer na Jamaica, pois não queriam retornar ao seu país, de onde vieram fugindo da superpopulação, da fome, de secas ou inundações. Assim, começaram a abrir pequenas quitandas em Kingston. Comerciantes natos, conquistaram clientes vendendo em pequenas quantidades, facilitando o pagamento e fazendo permutas. Graças às importações feitas pelos chineses, produtos como arroz, bacalhau, carnes salgadas e farinha de milho passaram integrar a base da dieta jamaicana.

Um dos imigrantes que chegaram nas primeiras levas foi Chin Tung-Kao, que, em 1891, fundou a Sociedade Benevolente Chinesa, a fim de oferecer ajuda social e humanitária aos imigrantes, além de proteger os hábitos e preservar a cultura de seu país natal. A entidade continua em atividade até hoje.

O popular jogo chinês Cash Pot é proibido na Jamaica  |  foto: reprodução internet

O popular jogo chinês Cash Pot é proibido na Jamaica | foto: reprodução internet

Além das quitandas ou mercearias, os imigrantes chineses também abriram lavanderias, padarias e restaurantes. Porém, em 1940, a segunda geração, agora de jamaicanos-chineses, rebelou-se contra seus pais, não queriam ficar restritos ao comércio, nem ao desejo da família, de permanecer ligados à cultura chinesa. Buscaram outros tipos de trabalho e se integraram a alguns aspectos da cultura jamaicana. Um dos exemplos dessa mistura é a popularidade de um jogo chinês chamado Drop Pan (atualmente mais conhecido como Cash Pot). No jogo, aposta-se em números de 1 a 36, que são sorteados, sendo que cada número está associado a um significado. Por exemplo, o número 11 significa cachorro, o número 12, cabeça. Apesar de popular, esse jogo é ilegal, na Jamaica.

Os descendentes de chineses controlam, na Jamaica, redes de supermercado como a Island Grille, Purity e SuperPlus, além de várias padarias e restaurantes. Já tiveram representantes em concursos de Miss Jamaica e, mais recentemente, a ganhadora do The Voice nos EUA (5ª temporada), foi Tessanne Chin, uma jamaicana, filha de pai descendente de chineses e mãe descendente de ingleses e africanos. A etnia chinesa corresponde a cerca de 1,2% da população atual da Jamaica, ou, aproximadamente 34.000 pessoas.

A jamaicana Tessanne Chin é uma das mais famosas representantes da colônia chinesa na ilha. | foto: reprodução internet

A jamaicana Tessanne Chin é uma das mais famosas representantes da colônia chinesa na ilha. | foto: reprodução internet

foto: reprodução internet

Clima ideal para viver ao ar livre

O clima na Jamaica é um convite aos passeios ao ar livre.  |  foto: reprodução internet

O clima na Jamaica é um convite aos passeios ao ar livre. | foto: reprodução internet

A Jamaica é um país de clima quente tropical e, ao longo do ano, as temperaturas variam entre 23 e 30 graus. Mesmo nos meses mais frios, de janeiro a março, a temperatura da água do mar fica ao redor dos 26 graus. Não há época ruim para ir à Jamaica, porém os meses entre maio e outubro são mais úmidos e chuvosos. Curiosamente, a baixa temporada, quando tudo fica mais tranquilo, coincide com os meses mais quentes, entre maio e novembro.

O clima e as paisagens da ilha convidam aos passeios ao ar livre. Praias, é claro, são inúmeras. Além delas, porém, existem tantas opções de atrações que torna-se difícil selecionar apenas algumas. Mas, como escolher é preciso, aqui vão três. Todas com muito contato com a natureza e diferentes níveis de emoção.

No vilarejo de Martha Brae, que fica na região de Montego Bay, noroeste da ilha, um passeio relaxante. O rafting, aqui, é feito em jangadas de bambu, conduzidas por guias experientes, que vão explicando tudo sobre o entorno. Cada jangada leva um ou dois passageiros e o tour dura 90 minutos. Depois de passar por túneis desenhados pela mata, que tal uma parada na Tarzan’s Corner, onde se pode nadar numa calma piscina natural?

Se preferir algo um pouco mais movimentado, experimente as YS Falls Cascades, em St. Elizabeth, costa oeste. Trata-se de uma região rural, onde há plantações de cana-de-açúcar. Chegando à propriedade, um trator leva os turistas até as cascatas que têm sete níveis, separados por piscinas naturais, algumas ótimas para nadar. Além de botes e boias (como as dos parques aquáticos), há também uma tirolesa, na qual se pode voar a 12 metros de altura, com orientação de guias especializados.

YS Falls Cascades, uma das belezas da Jamaica. Foto: reprodução internet

YS Falls Cascades, uma das belezas da Jamaica. Foto: reprodução internet

Por fim, um pouco de mundo animal. Cannoe Valley Wetland ou Alligator Hole, como é também conhecido, é uma reserva natural pertencente ao governo e que fica em Manchester, no sudoeste da Jamaica. Além dos crocodilos, como o nome sugere, lá habitam 3 peixes-bois fêmeas que foram encontradas por pescadores há alguns anos. Pode-se passear de barco pelo rio, que é ladeado por mangues. As peixes-boi, no entanto, são um pouco tímidas e nem sempre é possível vê-las. Às terças e quintas, entre 2 e 4 da tarde, elas são alimentadas e aí sim, a chance de encontrá-las será grande.

A Jamaica tem muito mais a oferecer. Basta escolher a melhor época do ano e o nível de adrenalina desejado.

foto: reprodução internet

A natureza como maior símbolo nacional

Todo país possui seus símbolos: bandeira, brasão, hino nacional. Porém, além desses, há outros ícones que possuem conexão imediata com uma certa cultura e que nos levam a conhecer mais dos costumes e tradições de um povo.

No caso da Jamaica, há alguns elementos bem interessantes. O primeiro deles é o ackee, conhecida como a fruta símbolo da ilha. Não se trata de uma espécie nativa, estima-se que tenha vindo a bordo de um navio de escravos, já que é originária da África Ocidental. O fato é que o ackee adaptou-se muito bem à Jamaica e é consumido em grandes proporções.

As três fases do ackee: fechado (amadurecendo), aberto (pronto para a colheita) e pronto para ser consumido.  |  fotos: reprodução internet

As três fases do ackee: fechado (amadurecendo), aberto (pronto para a colheita) e pronto para ser consumido. | fotos: reprodução internet

O ackee é uma fruta avermelhada, de cerca de 10 cm. Quando está madura, abre-se naturalmente e, em seu interior há uma polpa amarelada e sementes pretas e redondas. O ackee só pode ser colhido quando já se abriu, pois, até essa fase, a fruta contém toxinas.

Apesar de não ser natural da Jamaica, lá é o único lugar onde a fruta é cultivada como alimento. Pode ser consumida in natura ou cozida, como no caso do tradicional prato de café da manhã Ackee and Saltfish (bacalhau).

Espécie de beija-flor existente somente na Jamaica, o Doctor Bird é pássaro sagrado para os índios Taino. Fotos: reprodução internet

Espécie de beija-flor existente somente na Jamaica, o Doctor Bird é pássaro sagrado para os índios Taino. Fotos: reprodução internet

O Doctor Bird é uma espécie de beija-flor que existe apenas na Jamaica e é considerado o pássaro nacional. O Doctor Bird tem as penas verdes e pretas iridescentes e uma cauda bem longa, diferente das outras espécies. O nome Doctor tem duas explicações: pode ser pelo topete e a cauda, que formam uma silhueta que lembra a dos antigos médicos, ou pela forma de polinizar as flores com o longo bico, que remete a uma seringa. Para os índios Taino, os nativos da Jamaica, o Doctor Bird tinha um significado sagrado, acreditavam que ele fosse a reencarnação de uma alma. Além disso, achavam que matar um desses pássaros traria azar.

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Blue Mahoe, a árvore nacional.

Outro símbolo nacional é a flor da Lignum Vitae. | foto: reprodução internet

Outro símbolo nacional é a flor da Lignum Vitae. | foto: reprodução internet

Ainda ligados à natureza, dois outros símbolos são a Blue Mahoe e a Lignum Vitae. A primeira, a árvore nacional, é da família do hibisco e costuma ser bastante alta, chegando a 20 m de altura. É a principal madeira da ilha, muito utilizada na fabricação de móveis. A Lignum Vitae, cuja flor é símbolo nacional, é uma árvore de madeira muito dura e que pode ser utilizada, entre outros, em relógios de parede, móveis para exterior e tábuas para corte de carne. Além disso, a madeira tem extrema lubrificação, sendo que a resina interna representa cerca de 30% do peso. Essa resina tem propriedades medicinais e é utilizada no tratamento de doenças como artrite, gota e sífilis. Devido à extração excessiva, a Lignum Vitae é hoje, uma espécie protegida para a preservação.

É muito bom saber que alguns dos símbolos mais importantes da Jamaica vêm da natureza, tão rica, bonita e especialmente valiosa para o povo jamaicano.

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Port Royal, a cidade perdida dos piratas

No século XVII, Port Royal era a cidade mais importante da Jamaica.  |  foto: reprodução internet

No século XVII, Port Royal era a cidade mais importante da Jamaica. | foto: reprodução internet

Era o ano de 1692. Port Royal, a capital da Jamaica, era uma cidade rica, mas sua população não era exatamente nobre. Seus habitantes eram, em sua maioria, piratas, promotores de jogos de azar e prostitutas. Com um público desses, não é de se admirar que a cidade tenha tido um bar para cada 10 habitantes!

A cidade era muito importante para os ingleses, pois ficava numa rota de navegação entre a Espanha e o Panamá. Porém, esses mesmos ingleses não enviavam guardas, para fazer a segurança, nem dinheiro. O governador geral resolveu, então, contratar piratas para proteger a cidade dos ataques espanhóis e franceses.

Com grande profundidade e muito espaço para ancorar, Port Royal tornou-se o paraíso dos piratas. Eles saqueavam os navios e vendiam as cargas a mercadores que lá foram se estabelecer. A cidade tornou-se a mais importante ocupação inglesa nas Américas, ao lado de Boston, nos Estados Unidos.

De repente, no dia 7 de junho, perto do meio dia, um grande terremoto abalou a cidade. De seus 10 mil habitantes, 2 mil morreram imediatamente e outros tantos nos dias seguintes, em virtude de graves lesões ou doenças. O solo sofreu liquefação, engolindo as construções por inteiro. Cerca de 2/3 da cidade afundou no mar.

Port Royal era conhecida como "a cidade mais rica e pervertida do mundo"  |  foto: reprodução internet

Port Royal era conhecida como “a cidade mais rica e pervertida do mundo” | foto: reprodução internet

Aos poucos, a cidade foi parcialmente reconstruída, mas enfrentou novos desastres: um grande incêndio, em 1704, alguns furacões e outro forte terremoto,  já no início do século XX.

Não se trata de ficção, nem roteiro de cinema – muito embora tenha sido cenário dos filmes “Piratas do Caribe 2 e 3”. Port Royal existe, há muito deixou de ser a capital do país, mas ganhou fama por ser um sítio arqueológico subaquático.

Port Royal é, hoje, uma pequena vila de pescadores, administrada pela capital do país, Kingston. Fort Charles é o único remanescente dos seis fortes que havia na cidade. Lá, há um pequeno museu, que conta a história da antiga Port Royal.

Sem dúvida, a maior atração da cidade está sob as águas. Desde 1950, mergulhadores têm explorado e catalogado a cidade submersa. Em 1969, Edwin Link encontrou um inusitado objeto: um relógio de pulso de 1686, parado na hora exata do terremoto, às 11h43.

Em função da natureza do fenômeno, que deixou muitas das construções intactas, Port Royal já foi comparada à Pompeia, por suas maravilhas arqueológicas e, em 1999, foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade, pela UNESCO.

É preciso preservar o valor histórico das ruínas submersas. Assim, os mergulhos turísticos são permitidos, mediante uma autorização do governo. Contudo, muitos dos itens recuperados ao longo dos anos podem ser vistos no Museu de História e Etnografia, que fica no Institute of Jamaica, em Kingston.

A cidade perdida de Port Royal é uma das 10 maravilhas submersas do mundo  |  foto: reprodução internet

A cidade perdida de Port Royal é uma das 10 maravilhas submersas do mundo | foto: reprodução internet

Turistas no Rick's Café para ver o pôr do sol, em Negril

Inédito: 10 razões para conhecer a Jamaica!

Sim, você já leu algo assim em alguma revista ou site de turismo. É uma pauta tradicional. Mas, será que foi sobre a Jamaica?

Vamos direto ao ponto: neste post, vamos apenas listar 10 bons motivos para conhecer a Jamaica. Em breve, vamos explorar e detalhar cada um deles.

 

1. Clima

Localizada no Mar do Caribe, a Jamaica tem clima tropical e ao longo do ano a temperatura média é de 27 graus. Uma ótima opção mesmo no inverno.

 

2. Esportes radicais

Por ser uma ilha, a especialidade são os esportes aquáticos, como mergulho, canoagem, esqui aquático e cliff diving. Mas também é possível voar de parapente ou saltar de bungee jump.

 

3. Passeios ao ar livre

A natureza da Jamaica é exuberante: praias, montanhas, cachoeiras. E ainda dá para visitar crocodilos ou nadar com golfinhos.

 

4. Reggae

É onde tudo começou, a terra de Bob Marley. O reggae está por toda parte, nas ruas, nas festas, no povo.

 

5. É no Caribe

Aruba e Bahamas já são mais que um hit do turismo. A Jamaica é uma opção diferente.

 

6. Conhecer o cenário de Lagoa Azul

Um clássico da Sessão da Tarde, o filme, de 1980, foi gravado no paraíso real: a Blue Lagoon.

 

7. Conhecer tradições africanas sem cruzar o Atlântico

Dentre as ilhas do Mar do Caribe, é na Jamaica que a cultura africana se faz mais presente.

 

8. Atividades para crianças

Aulas de culinária, artesanato ou reggae, contato com a natureza e animais. A Jamaica é children friendly!

 

9. Uma viagem de 10 dias

Por ser relativamente pequena, em 10 dias dá para conhecer bem a Jamaica. Se tiver mais tempo, melhor!

 

10. Feel the good vibrations

Semelhante ao Brasil em muitos sentidos, a Jamaica tem um povo alegre e amigável. Além disso, o clima, a música, a cultura, tudo leva a relaxar e absorver energias positivas.

jamaica beach wallpaper

Jamaica: a terra da madeira e da água

Jamaica é um país insular situado no mar do Caribe, que compreende a terceira maior ilha das Grandes Antilhas. A ilha, que tem uma área de 10.990 km², fica a cerca de 145 km ao sul de Cuba e 191 km a oeste de Hispaniola, a ilha caribenha que é o lar dos Estados-nação do Haiti e da República Dominicana. Os povos indígenas da ilha, os taínos, chamavam-na de Xaymaca em aruaque, ou seja, a “terra da madeira e da água” ou a “terra dos mananciais”.

Depois de tornar uma possessão espanhola conhecida como Santiago, em 1655 a ilha passa ao domínio britânico e é nomeada como “Jamaica”. O país conseguiu sua completa independência do Reino Unido apenas em 6 de agosto de 1962. Com 2,8 milhões de pessoas, é o terceiro país anglófono mais populoso na América, depois dos Estados Unidos e do Canadá. Kingston é a maior cidade e a capital do país, com uma população que ronda um milhão de habitantes.

O país é um reino da Commonwealth, com a rainha Elizabeth II como seu monarca e chefe de Estado. Seu representante designado no país é o governador-geral da Jamaica, atualmente Patrick Allen. O chefe de governo e primeiro-ministro da Jamaica é Portia Simpson-Miller. A Jamaica é uma monarquia constitucional parlamentar com o poder legislativo investido no parlamento bicameral nacional, que consiste de um senado e uma câmara composta por representantes eleitos pela população.

A cultura jamaicana é caracterizada pelo sincretismo resultante da mistura dos vários povos que habitam a ilha desde os primórdios de sua descoberta pelos espanhóis, no século XVII. Aos nativos aruaques (aruwak) juntaram-se os latinos espanhóis, os negros africanos, os ingleses, que dominaram a ilha posteriormente além imigrantes que para lá se transferiram após a extinção do regime escravista. Destes, os imigrantes hindus são os mais notáveis pela influência que exerceram sobre vários aspectos do comportamento local, em especial, no âmbito da religião. Isto porque as coisas que dizem respeito à religiosidade despertam profundo interesse naquela comunidade, essencialmente mística apesar de oficialmente ser majoritariamente anglicana. 

cultura_jamaica

 

O anglicanismo da ilha não pôde evitar a miscigenação das idéias e a teologia do jamaicano médio abriga tradições variadas que vão do cristianismo aos rituais tradicionais africanos, como o Vodoo, por exemplo. O país é berço do Rastafarianismo e da Reggae-music, duas expressões de subjetividade identitária que são intimamente ligadas. A religião rastafári representa uma reação original local contra os padrões de espiritualidade impostos pela religião européia. A população negra jamaicana é descendente de levas de escravos que foram aprisionados em diferentes regiões da África, mas sobretudo, a maioria pertencia a culturas refinadas do norte do continente que floresceram em países como Sudão, Somália e Etiópia. Nestas regiões, as populações negras do século XVII, há muitas gerações tinham contato com crenças variadas. As mais importantes eram: judaísmo, islamismo e cristianismo ortodoxo. Estes povos negros falavam línguas “exóticas” como o árabe e o aramaico, além das africana ioruba e kwa, entre outras.

Estas diferentes linhas de pensamento aparecem nas Congregações rastafári que se inclinam mais ou menos para o Cristianismo Ortodoxo, adotam mandamentos do Antigo Testamento (judaico) e costumes evidentemente islâmicos e também hindus. Os dread ou tranças-mechas dos rastafaris são idênticos aos cabelos dos saddhus da Índia bem como a idéia do uso da marijuana com finalidades rituais. Algumas congregações prescrevem conduta e indumentária femininas de inspiração muçulmana e as “liturgias” ou encontros místicos, incluem performances com tambores que resgatam ritmos africanos. O uso dos tambores em ofícios religiosos chegou a ser adotado por Igrejas Cristãs Jamaicanas de orientação Ortodoxa. Essa percussão está na raiz da criação do gênero de música denominado reggae-raiz, que combina a cadência hipnótica dos tambores com harmonias simples e arranjos que utilizam guitarras e outros instrumentos com sonoridades do blues e do rock norte americano. 

Além da música e da religião, a cena cultural da Jamaica se completa com a coexistência harmônica de produtos industriais com artesanais. Roupas e acessórios coloridos e objetos de arte em madeira são combinados com o plástico e o alumínio da pós-modernidade.

Rock House Hotel, em Negril

Jamaica: Once you go, you know

O slogan acima foi utilizado em uma campanha publicitária desenvolvida para o Jamaica Tourist Board, com o claro objetivo de incentivar o turismo àquela ilha do Caribe – famosa por sua música e por ter sido berço de Bob Marley, seu filho mais ilustre – porém, pouco conhecida por suas belezas naturais e sua excelente infra-estrutura turística.

Com cerca de 3 milhões de habitantes, a Jamaica é a terceira maior ilha do Caribe e tem no turismo sua principal fonte de receita. Estima-se que 1,3 milhões de turistas visitem a ilha anualmente.

Entre suas principais cidades estão a capital Kingston, na costa Sul, e Portmore, Spanish Town, Mandeville, Port Antonio, Ocho Rios, Negril e Montego Bay, na costa Norte. Como atrações turísticas, destacam-se as inúmeras praias com seus visuais paradisíacos, além de rios e cachoeiras de beleza exuberante.

O Dunn River Falls, em Ocho Rios e a Blue Lagoon, em Port Antonio, famosa por ter sido locação para o filme “A Lagoa Azul”, no início dos anos 80, são alguns dos destinos mais concorridos do país.

A música também é um dos principais fatores que levam os turistas à ilha. O Bob Marley Museum, em Kingston, foi a última residência do cantor e possui uma grande variedade de objetos utilizados por ele, além de ter sido cenário para algumas das mais incríveis histórias deste ícone da música mundial. O Bob Marley Mausoleum, local onde nasceu e está enterrado, é outra atração obrigatória para os fãs.

Mas há algo que faz da Jamaica um lugar ainda mais especial: o seu povo. De maioria negra e geralmente cultivando dreadlocks na cabeça e um largo sorriso no rosto, têm vocação para receber bem e provavelmente vão lhe pedir para sorrir, afinal, você está na Jamaica. E isso basta. Em bom português: se você for, você entende.