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foto: reprodução internet

O paraíso, segundo Lee Perry

Lee “Scratch” Perry é uma figura lendária da Jamaica. Músico e produtor, teve uma carreira intensa e conturbada até o início dos anos 1980, quando mudou-se para a Inglaterra e retirou-se da cena musical. Um pouco mais tarde, transferiu-se para a Suíça, onde vive até hoje, e teve algumas passagens pelo showbiz, como uma turnê solo, em 2006 e um documentário a seu respeito, lançado em 2011.

Porém, ao que tudo indica, Lee Perry quer voltar para a Jamaica. E em grande estilo. Agora, nada de espetáculos, nada ligado diretamente a sua vida artística. Lee Perry quer criar na Jamaica uma comunidade autossustentável, com casas ecoamigáveis, energia solar e agricultura baseada na permacultura. Um projeto inovador e audacioso, bem ao estilo de seu criador.

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O projeto chamado LSP Paradise Island (Eyeland) Community está em fase inicial. Primeiramente, estão buscando uma propriedade nos arredores de Westmoreland ou Hannover, local onde Perry nasceu. Os fundos necessários para a aquisição da propriedade dependem de doações e investimentos de futuros interessados.

Pôster de Lee Perry à venda no site www.lspparadiseshop.com | foto: reprodução internet

Pôster de Lee Perry à venda no site www.lspparadiseshop.com

Apesar de um tanto utópico, os ideais do projeto são bastante interessantes e modernos no que tange às relações entre o homem e a natureza. Além do sistema construtivo e do aproveitamento da energia solar, haverá, também, um sistema próprio de captação de água. As casas, de 1, 2 ou 3 dormitórios, serão destinadas aos que quiserem residir na comunidade, mas também haverá casas para alugar e para receber convidados dos seminários que lá serão realizados. Sim, porque está prevista a instalação de um centro holístico, cujo objetivo será promover a cura integrada do espírito, da mente e do corpo.

As artes, o artesanato e a aprendizagem são áreas a serem trabalhadas e incentivadas pela comunidade. O site www.lspparadise.com está em busca de pessoas interessadas em colaborar para que o sonho se torne realidade. Artesãos, inventores, especialistas em energias alternativas, pessoas criativas e visionárias, todos estão convidados a participar.

Mais do que um projeto no melhor estilo hippie, a comunidade idealizada por Lee Perry tem ingredientes do ideário rastafári: viver com vibrações positivas para que todos, juntos, possam celebrar a abundância que a vida nos dá e pensar nas coisas que realmente farão com que nossos descendentes, daqui a muitos anos, nos sejam gratos. Esse paraíso tropical é o lugar para aqueles de espírito livre, que querem viver em harmonia com a natureza e de forma saudável, cooperativa e genuinamente feliz.

Ouça abaixo “Back On The Controls”, de Lee “Scratch” Perry, na íntegra:

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Karina Oliani, de volta à Jamaica!

As belezas naturais da Jamaica, dentro e fora d’água, fizeram Karina Oliani retornar à ilha. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

As belezas naturais da Jamaica, dentro e fora d’água, fizeram Karina Oliani retornar à ilha. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Pois é, Karina Oliani, médica e atleta de quem falamos recentemente (Karina Oliani: na terra, na água ou no ar), aceitou o convite do Jamaica Experience e voltou à Jamaica! Não poderia ser diferente. Sempre em seu ritmo acelerado, Karina aproveitou o pouco tempo na ilha para ter experiências inusitadas.

A primeira delas foi mergulhar em Port Antonio. Mas não um simples mergulho. A 25 m de profundidade, Karina e sua equipe, o fotógrafo subaquático Kadu Pinheiro e o maquiador Edu Hyde, fizeram um editorial de moda para a renomada marca Marcia Mello. Já imaginou estar atenta a manter-se em apneia e, ao mesmo tempo, sair linda nas fotos?

O maquiador Edu Hyde retoca o batom de Karina Oliani. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

O maquiador Edu Hyde retoca o batom de Karina Oliani. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Karina pratica yoga na Jamaica para revitalizar as energias.

A fluidez das roupas e dos cabelos, além da intimidade com os corais coloridos demonstrada por Karina, fazem com que o editorial pareça ter sido feito com uma sereia de verdade! Além das fotos que você vê aqui, confira mais sobre os resultados no Facebook de Karina Oliani, siga-a no Twitter @KarinaOliani ou acesse a publicação da marca, na íntegra, através do link ao final desta matéria.

Ainda em Port Antonio, Karina visitou a Lagoa Azul: “a água, cor de esmeralda, é um dos cenários mais bonitos que  já vi! Tenho uma forte ligação com a água, sou mergulhadora credenciada desde os 12 anos, e poder conhecer esse lugar me deixou fascinada! E todas aquelas belezas naturais que aparecem no filme “A Lagoa Azul”? Quando vistas ao vivo, deixam qualquer um apaixonado!”, contou.

Em Negril, mais aventura! Karina também mergulhou por lá, visitou o famoso Rick’s Café e comeu no Corner Bar. Desconhecido da maioria dos turistas, o lugar é um típico bar de praia onde, segundo os locais, come-se a melhor comida da Jamaica. E sabe o que ela comeu? Conch, um molusco, primo do escargot, que, como ele, também é uma lesma e habita o interior de uma grande e bonita concha. Ah, essa Karina…

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Karina encantou-se com a variedade de espécies subaquáticas da ilha.

Houve um momento relax, pois Karina também precisava recarregar suas energias. Hospedou-se, então, no Jackie’s on the Reef, um spa que fica a 11 km do centro de Negril. Criado por uma nova-iorquina, que trocou a indústria da moda por este paraíso, o lugar é totalmente natural, dos tratamentos oferecidos à comida, preparada no fogão a lenha. Para que a integração à natureza seja total, lá não há TVs, computadores e telefones celulares são proibidos. Karina disse ter estranhado no início, mas depois entendeu que só assim seria possível viver intensamente a experiência.

A alegria e a hospitalidade do povo jamaicano; o pôr do sol, em Negril; o sabor pitoresco do ackee, a fruta símbolo da Jamaica. Foram tantos os momentos incríveis, que Karina Oliani foi incapaz de nos dizer do que mais gostou. Ela tem certeza, porém, de que valeu muito a pena ter aceito o convite. Karina, uma mulher que não aceita o óbvio, já incluiu a Jamaica em sua wish list. Pelo jeito, poderemos cruzar com ela em um dos cantos da ilha, ainda não descobertos pelos turistas.

Confira o editorial de moda feito na Jamaica na íntegra (págs. 110 a 137):

foto: reprodução internet

Clima ideal para viver ao ar livre

O clima na Jamaica é um convite aos passeios ao ar livre.  |  foto: reprodução internet

O clima na Jamaica é um convite aos passeios ao ar livre. | foto: reprodução internet

A Jamaica é um país de clima quente tropical e, ao longo do ano, as temperaturas variam entre 23 e 30 graus. Mesmo nos meses mais frios, de janeiro a março, a temperatura da água do mar fica ao redor dos 26 graus. Não há época ruim para ir à Jamaica, porém os meses entre maio e outubro são mais úmidos e chuvosos. Curiosamente, a baixa temporada, quando tudo fica mais tranquilo, coincide com os meses mais quentes, entre maio e novembro.

O clima e as paisagens da ilha convidam aos passeios ao ar livre. Praias, é claro, são inúmeras. Além delas, porém, existem tantas opções de atrações que torna-se difícil selecionar apenas algumas. Mas, como escolher é preciso, aqui vão três. Todas com muito contato com a natureza e diferentes níveis de emoção.

No vilarejo de Martha Brae, que fica na região de Montego Bay, noroeste da ilha, um passeio relaxante. O rafting, aqui, é feito em jangadas de bambu, conduzidas por guias experientes, que vão explicando tudo sobre o entorno. Cada jangada leva um ou dois passageiros e o tour dura 90 minutos. Depois de passar por túneis desenhados pela mata, que tal uma parada na Tarzan’s Corner, onde se pode nadar numa calma piscina natural?

Se preferir algo um pouco mais movimentado, experimente as YS Falls Cascades, em St. Elizabeth, costa oeste. Trata-se de uma região rural, onde há plantações de cana-de-açúcar. Chegando à propriedade, um trator leva os turistas até as cascatas que têm sete níveis, separados por piscinas naturais, algumas ótimas para nadar. Além de botes e boias (como as dos parques aquáticos), há também uma tirolesa, na qual se pode voar a 12 metros de altura, com orientação de guias especializados.

YS Falls Cascades, uma das belezas da Jamaica. Foto: reprodução internet

YS Falls Cascades, uma das belezas da Jamaica. Foto: reprodução internet

Por fim, um pouco de mundo animal. Cannoe Valley Wetland ou Alligator Hole, como é também conhecido, é uma reserva natural pertencente ao governo e que fica em Manchester, no sudoeste da Jamaica. Além dos crocodilos, como o nome sugere, lá habitam 3 peixes-bois fêmeas que foram encontradas por pescadores há alguns anos. Pode-se passear de barco pelo rio, que é ladeado por mangues. As peixes-boi, no entanto, são um pouco tímidas e nem sempre é possível vê-las. Às terças e quintas, entre 2 e 4 da tarde, elas são alimentadas e aí sim, a chance de encontrá-las será grande.

A Jamaica tem muito mais a oferecer. Basta escolher a melhor época do ano e o nível de adrenalina desejado.

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A natureza como maior símbolo nacional

Todo país possui seus símbolos: bandeira, brasão, hino nacional. Porém, além desses, há outros ícones que possuem conexão imediata com uma certa cultura e que nos levam a conhecer mais dos costumes e tradições de um povo.

No caso da Jamaica, há alguns elementos bem interessantes. O primeiro deles é o ackee, conhecida como a fruta símbolo da ilha. Não se trata de uma espécie nativa, estima-se que tenha vindo a bordo de um navio de escravos, já que é originária da África Ocidental. O fato é que o ackee adaptou-se muito bem à Jamaica e é consumido em grandes proporções.

As três fases do ackee: fechado (amadurecendo), aberto (pronto para a colheita) e pronto para ser consumido.  |  fotos: reprodução internet

As três fases do ackee: fechado (amadurecendo), aberto (pronto para a colheita) e pronto para ser consumido. | fotos: reprodução internet

O ackee é uma fruta avermelhada, de cerca de 10 cm. Quando está madura, abre-se naturalmente e, em seu interior há uma polpa amarelada e sementes pretas e redondas. O ackee só pode ser colhido quando já se abriu, pois, até essa fase, a fruta contém toxinas.

Apesar de não ser natural da Jamaica, lá é o único lugar onde a fruta é cultivada como alimento. Pode ser consumida in natura ou cozida, como no caso do tradicional prato de café da manhã Ackee and Saltfish (bacalhau).

Espécie de beija-flor existente somente na Jamaica, o Doctor Bird é pássaro sagrado para os índios Taino. Fotos: reprodução internet

Espécie de beija-flor existente somente na Jamaica, o Doctor Bird é pássaro sagrado para os índios Taino. Fotos: reprodução internet

O Doctor Bird é uma espécie de beija-flor que existe apenas na Jamaica e é considerado o pássaro nacional. O Doctor Bird tem as penas verdes e pretas iridescentes e uma cauda bem longa, diferente das outras espécies. O nome Doctor tem duas explicações: pode ser pelo topete e a cauda, que formam uma silhueta que lembra a dos antigos médicos, ou pela forma de polinizar as flores com o longo bico, que remete a uma seringa. Para os índios Taino, os nativos da Jamaica, o Doctor Bird tinha um significado sagrado, acreditavam que ele fosse a reencarnação de uma alma. Além disso, achavam que matar um desses pássaros traria azar.

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Blue Mahoe, a árvore nacional.

Outro símbolo nacional é a flor da Lignum Vitae. | foto: reprodução internet

Outro símbolo nacional é a flor da Lignum Vitae. | foto: reprodução internet

Ainda ligados à natureza, dois outros símbolos são a Blue Mahoe e a Lignum Vitae. A primeira, a árvore nacional, é da família do hibisco e costuma ser bastante alta, chegando a 20 m de altura. É a principal madeira da ilha, muito utilizada na fabricação de móveis. A Lignum Vitae, cuja flor é símbolo nacional, é uma árvore de madeira muito dura e que pode ser utilizada, entre outros, em relógios de parede, móveis para exterior e tábuas para corte de carne. Além disso, a madeira tem extrema lubrificação, sendo que a resina interna representa cerca de 30% do peso. Essa resina tem propriedades medicinais e é utilizada no tratamento de doenças como artrite, gota e sífilis. Devido à extração excessiva, a Lignum Vitae é hoje, uma espécie protegida para a preservação.

É muito bom saber que alguns dos símbolos mais importantes da Jamaica vêm da natureza, tão rica, bonita e especialmente valiosa para o povo jamaicano.