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fotos: reprodução internet | arte: Jamaica Experience

Dancehall Queens: o poder de uma dança

Carlene Smith, a primeira DHQ.  |  foto: reprodução internet

Carlene Smith, a primeira DHQ.

O dancehall surgiu na Jamaica nos anos 1960, nas festas embaladas pelos sound systems. De lá para cá, passou por diversas fases, com letras ora mais sexualizadas, ora mais espiritualizadas e com canções mais ou menos dançantes. Nos anos 1990, machismo, sexo e homofobia eram temas recorrentes e por essa época, surgiram concursos para eleger a Dancehall Queen (DHQ), algo como a rainha do baile.

A primeira delas foi Carlene Smith, coroada em 1992. O sucesso do evento fez com que se tornasse oficial e passasse a existir anualmente a partir de 1996, sempre realizado em Montego Bay. O ritmo e a dança, talvez mais facilmente propagados pela internet, caíram no gosto de muitos outros países e, atualmente, são realizados concursos semelhantes nos Estados Unidos, na Europa (Alemanha, Finlândia e Itália, por exemplo) e também na Austrália e no Japão.

Do Japão, aliás, veio a vencedora do concurso internacional de 2002. Junko Kudo foi a primeira não jamaicana a vencer e sua conquista estimulou inúmeras outras dançarinas a participar, tornando a competição de interesse mundial.

Contudo, assim como acontece com as dançarinas de funk no Brasil, as dançarinas de dancehall jamaicanas sofrem preconceito. Além da dança ser extremamente sexualizada, os figurinos são sempre muito justos, curtos, decotados e, em geral, resultam em pouca roupa em corpos com muitas curvas.

Além das reclamações de pais que não querem ver suas pequenas garotinhas imitando o que veem na TV (qualquer semelhança com nossa Anita não é coincidência), há uma discussão um pouco mais complexa por trás de tudo isso. Essas mulheres estão sendo submissas ao sobreviver a partir da exposição de seus corpos para o público masculino ou, ao contrário, têm absoluto controle da situação por atrair e manipular massas de marmanjos?

O assunto é polêmico e por isso mesmo ótimo tema de discussão. Tanto é que já gerou vários filmes e documentários, dos quais vamos destacar dois. O primeiro é “Dancehall Queen”, um filme mais antigo, de 1997, que conta a história de Marcia Green, uma mãe solteira que trabalha como vendedora ambulante e tem dificuldades para criar duas filhas adolescentes. Além disso, Marcia enfrenta problemas com dois homens: Larry – uma espécie de tio que, além do gosto por armas, está de olho em uma de suas filhas – e Priest – o assassino de sua amiga. Marcia cria, então, uma nova versão de si mesma e sob a identidade de Mystery Lady participa de um concurso de dancehall, conseguindo colocar os dois homens um contra o outro.

O filme conta com a direção do britânico Don Letts, que além de cineasta é músico, DJ e já produziu inúmeros vídeos para bandas como The Clash, The Pretenders e Big Audio Dynamite.

A dancehall queen japonesa Pinky está em "Bruk Out!"  |  foto: reprodução internet | Cori McKenna

A dancehall queen japonesa Pinky está no documentário “Bruk Out!”

O segundo é um documentário, cujo lançamento está previsto ainda para este ano. “Bruk Out!” é dirigido por Cori McKenna, editora da HBO, e segue seis das melhores DHQs do mundo, vindas do Japão, Itália, EUA, Polônia, Espanha e, é claro Jamaica, enquanto elas se preparam para a maior competição mundial de dancehall.

Cada uma delas tem sua história pessoal e suas próprias razões para ter entrado no mundo do dancehall. A espanhola Raquel, por exemplo, aturava um marido violento, até que decidiu trocar a dança moderna pelo ritmo jamaicano. Bianca, a dançarina da Jamaica, é um tipo plus size e diz não sentir preconceito em seu país, ao contrário do que acontece nos EUA.

Segundo McKenna, algo que lhe chamou a atenção entre as protagonistas do filme foi o clima de total respeito e admiração mútuos. Apesar de estarem numa competição, são abertas e receptivas tanto entre si, quanto com o público que lhes assedia. Sua grande dificuldade, porém é falar de si mesmas, de sua intimidade. Talvez, seja uma forma de resguardarem o poder que estão começando a conquistar a partir  do dancehall.

Assista ao trailer do documentário “Bruk Out!”, de Cori McKenna:

foto: reprodução internet

JAMRock Reggae Cruise: vibrações em alto-mar!

Cruzeiros temáticos são uma verdadeira febre pelo mundo. As razões são muitas, mas, a principal delas, talvez seja a segmentação. Explico: a oportunidade de viajar em um grupo que partilha uma mesma paixão parece encantar as pessoas. Não importa se o tema é seu time do coração, cidades sagradas ou seu artista favorito. Os cruzeiros temáticos são um sucesso e, pelo jeito, vieram para ficar.

Um caso de grande êxito é o JAMRock Reggae Cruise, entre Miami e Jamaica. Com sua primeira edição em 2014, o evento foi tão bem sucedido que levou a organização a oferecer dois cruzeiros na sequência, sendo um de Miami a Montego Bay e outro, imediatamente após, de Miami a Falmouth e Ocho Rios.

O navio utilizado no cruzeiro e alguns dos nomes já confirmados para a próxima edição. | fotos: reprodução internet

O navio utilizado no cruzeiro e alguns dos nomes já confirmados para a próxima edição.

Cada cruzeiro consiste em cinco noites a bordo do Norwegian Pearl, um navio com capacidade para 2.400 passageiros e todas as facilidades e atrações esperadas. Quadras esportivas, sala de ginástica, pista de boliche, teatro e uma área destinada às crianças, com diversas atividades.

O cantor Damian Marley é o idealizador do projeto.  |  foto; reprodução inetrnet

O cantor Damian Marley é o idealizador do projeto.

Como tantas outras coisas boas que acontecem na Jamaica, a JAMRock Productions, organizadora dos cruzeiros, tem por trás um membro da família Marley. No caso, Damian Marley – filho mais novo de Bob – em parceria com seu empresário, Dan Dalton. Os Marley, como se sabe, sempre trabalham em família, então, além de Damian, também seus irmãos Stephen, Julian e Ki-Mani apresentam-se durante a viagem.

Muitos outros artistas como Protoje, Tarrus Riley, Christopher Ellis e bandas, como Morgan Heritage e Third World serão parte das atrações (clique aqui e veja a lista completa dos artistas). Sim, porque um cruzeiro cujo tema é reggae só pode ser embalado por muito reggae.

O cuidado está em todos os detalhes: jerk chicken diariamente, filmes jamaicanos e com temática reggae todas as tardes e muita música, alternando entre DJs, cantores, veteranos do reggae e estrelas atuais do dancehall. Agora, o grande barato de um cruzeiro assim é justamente a oportunidade de estar próximo de seus ídolos, viver com eles a experiência da viagem.

Ainda dá tempo de viajar a bordo de um desses cruzeiros, mas é preciso se apressar pois, apesar de acontecerem no final do ano, já estão quase lotados (85% de ocupação em meados de março). O primeiro, sai de Miami em 30 de novembro, voltando em 5 de dezembro e o segundo, sai nesse mesmo dia e retorna no dia 10. Os preços começam em US$724,00, em cabine interior e vão até US$2.774,00, em suíte com vista para o mar. Todas as refeições (exceto bebidas) e entretenimento estão incluídos no preço.

Veja abaixo como foi a última edição do Jamrock Reggae Cruise:

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Vamos celebrar o reggae!

O primeiro ministro Michael Manley recebe Nelson Mandela e Winnie na Jamaica | foto: reprodução internet

O primeiro ministro Michael Manley recebe Nelson Mandela e Winnie na Jamaica

O reggae nasceu na Jamaica, no final dos anos 1960 e influenciou a música mundial. Porém, a consciência a respeito da força e da real importância desse ritmo é algo relativamente recente na ilha. Cada vez mais, os jamaicanos têm se orgulhado de sua cultura e de como ela é admirada mundo afora. Por conta disso, surgiram eventos que enaltecem o ritmo que ajudou a tornar a Jamaica conhecida internacionalmente.

Um deles, o International Reggae Day (IRD), acontece desde 1994 e tem uma história interessante. Em 1991, Nelson Mandela e sua mulher à época, Winnie, visitaram a Jamaica. Mandela havia saído da prisão no ano anterior e ambos foram calorosamente recebidos. Num discurso feito durante a visita, Winnie  disse que o reggae havia sido uma fonte de inspiração para o povo sul-africano, em sua luta contra o apartheid.

Ao ouvir essas palavras, Andrea Davis, uma administradora musical jamaicana, teve a ideia de criar um evento que celebrasse a importância do reggae na Jamaica e em todo o mundo. Assim, em 1 de julho de 1994 o IRD foi lançado e, a partir de 2000 – quando foi proclamado pelo Governador Geral – tornou-se um evento anual. Acontece sempre em 1 de julho, em Kingston, e são 24 horas de reggae em shows, exposições e workshops, com transmissão pela TV, rádio e internet.

Beenie Man, Mya & Deejay Spice, Vybz Kartel & Gaza Slim, Mavado e Chronixx são artistas que já se apresentaram no Reggae Sumfest.  |  fotos: reprodução internet

Beenie Man, Mya & Deejay Spice, Vybz Kartel & Gaza Slim, Mavado e Chronixx são artistas que já se apresentaram no Reggae Sumfest.

O Reggae Sumfest é o maior festival de música da Jamaica e acontece desde 1993, em Montego Bay, sempre na terceira semana de julho. Além de reggae, o festival também tem dancehall, R&B e hip hop, chegando a atrair mais de 30.000 pessoas.

Com o lema “Promoting Music, the Universal Force”, o Sumfest começa com uma grande festa na praia, animada por DJs e, nos dias seguintes, traz atrações como Shaggy, Sean Paul, Rihanna e Lionel Richie. Em 2014, Chronixx, Tessanne Chin e Freddie McGregor foram apenas alguns dos artistas a se apresentarem. A organização do festival ainda não divulgou a programação para este ano, mas as datas estão confirmadas: de 12 a 18 de julho.

No ano de 2015, Bob Marley completaria 70 anos e uma série de eventos foram programados dentro e fora da Jamaica para celebrar a data. No dia 6 de fevereiro, data do nascimento de Bob, no Museu Bob Marley, em Kingston – o mesmo visitado recentemente pelo presidente americano Barack Obama (leia Barack Obama na Jamaica: Yes, they can!) – houve jam sessions e performances dos chamados “Marley 70 ambassadors”, Chronixx, Kabaka Pyramid e No-Maddz, além de simpósios sobre reggae. Já no dia seguinte, a Bob Marley Foundation promoveu um show gratuito na orla de Kingston.

Batizado de Redemption Live, o show trouxe, além dos filhos de Marley, Tarrus Riley, Cocoa Tea, Freddie McGregor, Marcia Griffiths (uma das I Three, trio de backing vocals que acompanhava Bob Marley), I-Octane, Capleton, Judy Mowatt (também das I Three), Jermaine Edwards entre outros (assista ao trecho do show abaixo).

Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Canadá e Romênia são exemplos de países onde houve eventos para comemorar o nascimento do grande astro do reggae. Parece incrível que, mais de 30 anos após sua morte, Bob Marley continue a ter uma enorme legião de fãs. Em plena era digital, é a celebridade póstuma com o segundo maior número de seguidores (mais de 73 milhões) no Facebook. Perde apenas para Michael Jackson, morto há menos de 6 anos.

Assista ao clipe israelense em homenagem aos 70 anos de Bob Marley:

foto: reprodução internet

Jamaica Jazz and Blues Festival: música para todos

Boas ideias, muitas vezes, surgem a partir da necessidade de resolver um problema. Assim foi com o Jamaica Jazz and Blues Festival que teve, em janeiro de 2015, sua 19ª edição. A Jamaica é um destino turístico tradicionalmente ligado ao verão, já que as praias e atividades ao ar livre são as atrações mais conhecidas. Por essa razão, há uma queda significativa no número de turistas que visitam a ilha nos meses de inverno, gerando prejuízo para as companhias aéreas.

Para amenizar essa situação, o então vice-presidente da Air Jamaica, Allen Chastenet, pensou em criar um festival de música, como forma de atrair visitantes na baixa temporada. Contratou um produtor experiente, Walter Elmore, e em novembro de 1996 acontecia o primeiro Air Jamaica Jazz and Blues Festival, na histórica Rose Hall Great House. Foi algo relativamente pequeno, com público de 1500 pessoas, mas que aos poucos foi se consolidando.

A partir de 1998, o festival passou a acontecer em Ocho Rios, na James Bond Beach. George Benson, Erykah Badu, Black Uhuru, Kool and the Gang e Al Jarreau foram alguns dos artistas que passaram pelo festival em seus primeiros anos. Os meses de outubro e novembro, quando o festival era realizado, são meses muito chuvosos na Jamaica e isso levava a cancelamentos ou encurtamento de algumas apresentações. Em 1999, o festival não aconteceu e foi estabelecido que janeiro seria o mês ideal, ainda com pouco movimento e sem chuvas.

Em 2001, o festival voltou a ser apresentado em Montego Bay, agora no campo de golfe Cinnamon  Hill, em Rose Hall. Com o passar dos anos, contudo, as despesas com o evento tornaram-se  muito altas para a Air Jamaica. A solução foi vendê-lo para Walter Elmore, em 2004. Alcançando boa repercussão dentro e fora do país, o festival cresceu muito, chegando a um público de  mais de 30.000 pessoas. Em 2009, a companhia aérea abdicou do nome e o festival passou a chamar-se Jamaica Jazz and Blues Festival.

Desde 2010, o Jamaica Jazz and Blues Festival tem sido apresentado no Greenfield Stadium, em Trelawny. O estádio multiuso, construído em 2007, trouxe mais conforto e comodidade para o público que lá pôde ver nomes como Joss Stone, Maroon 5 e Natalie Cole. Em janeiro de 2015, entre os dias 29 e 31, algumas das atrações foram a cantora pop, Mariah Carey, o ícone do R&B, Charlie Wilson, as garotas do The Pointer Sisters e a banda de roots reggae Morgan Heritage. Música para todos os gostos, num dos maiores festivais musicais da Jamaica.

Assista à apresentação de Richie Stephens, no Jamaica Jazz and Blues Fest 2015:

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Jamaica para todos os gostos: escolha a melhor opção

Se você segue nosso site, o www.jamaicaexperience.com.br, sabe que turismo é uma de nossas áreas de interesse, assim como música, gastronomia e lifestyle. Afinal, um projeto que tem por objetivo fomentar o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Jamaica, passa obrigatoriamente pelo turismo, por conhecer e explorar tudo que a ilha tem de mais bonito e interessante.

Através dos textos que temos publicado, você pôde ter contato com um pouco da história, da cultura, das personalidades e peculiaridades da Jamaica. Continuaremos com esse trabalho, mas, além disso, a partir de agora, será possível, também, escolher e comprar seu pacote de viagem para a Jamaica, através do site. Para isso, fechamos uma parceria com a ADVtour, uma empresa especializada em Caribe, que passará a oferecer cinco diferentes pacotes turísticos, de acordo com seu perfil e objetivos.

A ADVtour é uma operadora brasileira que atua há mais de 15 anos no mercado de turismo, com roteiros de viagens internacionais personalizados. Além de ser especialista em Caribe, a empresa também conta com parceiros em companhias aéreas, cruzeiros, hotéis, resorts e pousadas de luxo na América do Sul, América do Norte, América Central, Europa e Oriente Médio. Com sede na cidade de São Paulo, a ADVtour possui agências de viagens representantes em Brasília, Porto Alegre e Vitória, e também áreas comerciais para atender no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e região.

Os cinco pacotes turísticos que elaboramos em conjunto com a ADVtour visam atender pessoas que estão em momentos de vida distintos e que, portanto, têm diferentes expectativas com relação a uma viagem à Jamaica. São eles:

 

foto: Laerte Brasil | Jamaica Experience

1. Take me to Jamaica: começando pela capital, Kingston, esta é a opção para quem quer conhecer belas praias, rios e cachoeiras, além de saber mais sobre Bob Marley. O pacote inclui visitas ao Bob Marley Museum, em Kingston, e ao Bob Marley Mausoleum, em Nine Miles, local onde ele nasceu e está enterrado.

 

foto: reprodução internet

2. Jamaican Music Vibes: se o seu maior interesse na Jamaica é a música, este é o pacote ideal para você. Visitar alguns estúdios, como o lendário Tuff Gong, pertencente à família Marley, dançar ao som do Dub, em algum dos muitos e potentes Sound Systems espalhados pela ilha, ou ir a uma autêntica festa de Dancehall, são algumas das atrações propostas.

 

foto: Shutterstock

3. Family Time: o nome já diz tudo, é para curtir com a família. Além de praias mais tranquilas, passeios a cavalo por lindas paisagens e mergulho com golfinhos em pleno mar do Caribe. Hotéis com ótima infraestrutura e, é claro, toda hospitalidade do povo jamaicano!

 

foto: reprodução internet

4. A Mystic Land: um passeio por locais menos explorados e que fascinam os visitantes, como a Blue Lagoon, cenário do clássico “A Lagoa Azul”, e as Blue Mountains, onde é produzido um dos mais renomados cafés do mundo.

 

foto: Shutterstock

5. Relax Inna Paradise: se você está à procura de um paraíso para relaxar e viver momentos inesquecíveis a dois, esta é a opção para você. Clima perfeito, praias de beleza inigualável, hotéis e resorts que são um verdadeiro convite à paixão e atmosfera envolvente são alguns dos motivos que levam muitos casais de turistas à ilha. Cerimônias de casamento ou bodas, também são uma das especialidades dos resorts jamaicanos.

Para saber todos os detalhes sobre cada pacote, clique aqui. Escolha o seu preferido e boa viagem!

 

foto: divulgação Sandals Resorts

Lugar de golfe é na Jamaica

Por incrível que pareça, o golfe é o esporte que mais cresce no mundo: 10% ao ano. Praticado pelos escoceses desde os anos 1400 e de origem não bem definida (talvez inglesa, talvez romana), o esporte é muito popular nos EUA, onde há cerca de 31 milhões de jogadores, e no Japão, onde há aproximadamente 20 milhões.

“Annie’s Revenge” é o principal torneio de golfe internacional da Jamaica. | foto: reprodução internet

“Annie’s Revenge” é o principal torneio de golfe internacional da Jamaica. | foto: reprodução internet

A Jamaica, por influência da colonização inglesa e também pelo grande fluxo de turistas que recebe, especialmente norte-americanos, tornou-se um destino muito procurado para a prática do golfe. A Associação Jamaicana de Golfe existe desde 1925 e organiza diversos torneios importantes, incluindo o “Annie’s Revenge”.

Montego Bay é considerada a capital jamaicana do golfe. Lá estão concentrados quatro dos principais campos, todos muito diferenciados. Em Rose Hall, uma antiga fazenda de cana-de-açúcar, com área de 7.000 acres, estão localizados os dois primeiros, White Witch e Cinnamon Hill. O primeiro é um pouco mais plano e de seus 18 buracos, 16 têm vista para o mar. O segundo possui um terreno mais acidentado, com descidas e subidas, ultrapassando 100 m acima do mar, e várias ruínas do passado agrícola, como moinhos e aquedutos.

O campo do Tryall Club é considerado um dos mais bonitos do mundo. | foto: divulgação The Tryall Club

O campo do Tryall Club é considerado um dos mais bonitos do mundo. | foto: divulgação The Tryall Club

Bem próximo do Rose Hall está o Half Moon Resort, com 400 acres de área e um campo que foi recentemente reformado, tornando-se um dos mais extensos da região. A grande extensão é justamente o maior desafio deste campo. Por fim, a cerca de 20 km de Montego Bay está outro clássico, o Tryall Club. Também situado na área de uma antiga fazenda, o campo é considerado um dos mais bonitos do mundo. Possui 18 buracos, sendo 9 voltados para o mar e 9 para as montanhas. Construído em 1958, o campo foi ampliado nos anos 1990 e, no início dos anos 2000, reconstruído e modernizado, com técnicas de irrigação que melhoraram ainda mais as condições de jogo.

Ocho Rios é outra região da Jamaica na qual também se pode praticar golfe. As redes Sandals e Beaches possuem hotéis com campos modernos e excelente estrutura.

A nona edição do “Annie’s  Revenge”, o principal torneio internacional de golfe da Jamaica, para profissionais e amadores, será realizada entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro. Se quiser participar, ainda dá tempo!

foto: Shutterstock

Jamaica: entre os top 10 quando o assunto é lua de mel

 

A Jamaica é um dos 10 destinos mais procurados do mundo pelos recém-casados | foto: divulgação Sandals Negril

A Jamaica é um dos 10 destinos mais procurados do mundo pelos recém-casados | foto: divulgação Sandals Negril

Uma das coisas mais gostosas e inesquecíveis de um casamento é a lua de mel. Em primeiro lugar, porque é um descanso, um prêmio ao casal, após meses de pesquisas, levantamentos e discussões. E em segundo lugar, por ser uma viagem especial, que será sempre lembrada com carinho.

Os destinos escolhidos para uma viagem de lua de mel são variados. Alguns, ficam na moda durante algum tempo, enquanto outros, são eternos objetos de desejo dos recém-casados. Para os norte-americanos, especialmente os da costa leste, a Jamaica é um dos locais preferidos. Além de ficar a apenas uma hora e meia de voo de Miami, a ilha reúne aspectos difíceis de serem encontrados num só lugar.

Uma ilha, que ao mesmo tempo é um país. Uma extensão territorial pequena, que pode ser bem explorada em dez dias. O idioma inglês. Esses, com certeza,  são alguns argumentos atraentes. Porém, as belezas naturais da ilha são inúmeras e as formas de aproveitá-las atendem a todos os gostos.

Para os casais mais românticos, um cruzeiro pela costa, com uma parada na Lagoa Luminosa ou um passeio na Reggae Beach, em Ocho Rios, com direito a jam session e mergulho entre os corais, são duas ótimas sugestões.

foto: divulgação Sandals Royal Plantation

Clique na foto para ver a galeria completa de lua de mel na Jamaica

Para os mais aventureiros, que tal os penhascos de Negril? Se preferir, vá a Ocho Rios e escolha entre nadar com golfinhos, visitar a maravilhosa cachoeira Dunn’s River Falls ou pedalar pelas Blue Mountains. Ou não escolha, faça tudo isso!

A costa oeste é a parte mais tranquila da ilha, onde impera o ecoturismo. Florestas, estuários repletos de pássaros, antigas plantações de cana-de-açúcar e quilômetros de praias praticamente intocadas. O paraíso para os casais fãs de ecologia!

A maioria dos resorts da Jamaica oferecem pacotes incríveis para casamentos e lua de mel. Suítes especiais, mordomos, concierges dedicados, massagem para casais, jantares à beira-mar e tantos outros mimos.

Há muitos anos, a Jamaica tem ficado entre os 10 destinos preferidos para lua de mel no mundo. Não é à toa! A ilha é tão especializada no assunto, que o Jamaica Tourist Board, espécie de secretaria de turismo, dispõe de um serviço de concierge online, uma ‘Guru do Amor’, que atende pelo nome de Wendy e dá dicas e sugestões de como organizar a viagem de lua de mel, para casais de todas as idades. Wendy atende também pelo twitter: twitter.com/weddingsinja

 

foto: reprodução internet

Montego Bay, ou MoBay, para os íntimos

Assim como o Rio de Janeiro, para o Brasil, Montego Bay é considerada, para a Jamaica, a capital do turismo. Trata-se da segunda maior cidade da ilha, em área, e  a quarta, em população. Fica a noroeste da capital, Kingston, e possui o maior aeroporto internacional do país. Montego Bay também é conhecida por sediar o maior festival de reggae do mundo, o Reggae Sumfest.

Montego Bay situa-se entre Negril e Ocho Rios, a noroeste de Kingston | foto: reprodução internet

Montego Bay situa-se entre Negril e Ocho Rios, a noroeste de Kingston | foto: reprodução internet

Na época da colonização e ainda ao longo do século XX, Montego Bay foi basicamente uma cidade portuária, de onde escoava a grande produção de açúcar local. Muitos desses antigos latifúndios são, hoje, resorts. Há ainda as great houses, casas grandes das fazendas de açúcar, que foram preservadas e podem ser visitadas, como a Greenwood Great House e a Rose Hall Great House.

Além de história, Montego Bay tem inúmeras opções de lazer e diversão. Desde as mais óbvias, como praias, até campos de golfe. Música e vida noturna também não faltam por lá. Duas das praias mais famosas são Walter Fletcher e Doctor’s Cave Bay.

A Walter Fletcher fica bem próxima ao centro, tem águas calmas, areia fina e é ótima para nadar ou praticar snorkeling. Nesta praia, que por si só é excelente para passeios em família, há o Aquasol Theme Park, um parque aquático que tem também pista de kart e quadras de tênis.

Já a Doctor’s Cave Bay, conhecida no passado pelo grande poder de cura de suas águas, fica a cerca de 100 metros de um recife. Pode-se chegar lá de barco, mergulhar com snorkel e ver peixes-leões, tartarugas, arraias e peixes-palhaços.

O golfe, uma das heranças britânicas na Jamaica, pode ser praticado em campos espalhados pelos vários resorts, como no Tryall, Hilton Rose Hall e White Witch Rose Hall.

foto: reprodução internet

Glistening Waters Luminous Lagoon, a Lagoa Luminosa.  Clique aqui para ver a galeria de fotos completa.

O reggae, é claro, também tem vez em MoBay. O Reggae Sumfest acontece em meados de julho, desde 1993, e já trouxe artistas jamaicanos – como Damian e Stephen Marley, The Mighty Diamonds e Sean Paul – e internacionais – como 50 Cent, Baby Cham e Rihanna. Para os fãs de Bob Marley, há o Bob Marley Experience and Theatre, que fica no Half Moon Shopping Village. Lá, além de assistir a um documentário sobre a vida e a música de Bob, é possível comprar pequenas recordações ligadas a ele.

Por fim, uma benção da natureza. Em Montego Bay há um lugar chamado Glistening Waters Luminous Lagoon, a Lagoa Luminosa. Graças a um fenômeno natural, chamado bioluminescência, micróbios que habitam a lagoa absorvem energia e, quando a água é agitada, iluminam a lagoa de forma espetacular. Os passeios são feitos depois do pôr do sol, quando a visibilidade é melhor. Há mais alguns (poucos) lugares onde isso acontece, porém esta lagoa é a mais luminosa e o fenômeno pode ser observado em qualquer época do ano. Coisas da Jamaica…

Mergulho com tubarões: mais uma aventura incrível de Karina Oliani

Karina Oliani: na terra, na água ou no ar

Existem pessoas que vêm ao mundo apenas para ser mais um, para engrossar a massa. Por outro lado, há certas pessoas, poucas, é verdade, que parecem destinadas a experimentar de tudo um pouco. Assim é Karina Oliani.

Com apenas 32 anos de idade, além de médica e especialista em medicina de emergência e resgate em áreas remotas, Karina é amante de esportes radicais e já se aventurou por terra – escalada, motocross, rapel, hipismo, corridas, montanhismo e esqui – água – surf, esqui aquático, canoagem, stand-up paddle e mergulho – e ar – paraquedismo, asa-delta, bungee jump e pilotagem de avião.

Karina Oliani

Clique na foto para ver a galeria completa de Karina Oliani

Não poderia ser diferente, diante deste currículo, Karina atuar em diversas frentes. Além de ser a presidente da Medicina da Aventura, entidade médica que tem como principal objetivo divulgar e fortalecer este novo conceito médico no Brasil, ela também produz, dirige e apresenta seus programas, através de sua produtora, a Pitaya Filmes. Talvez você tenha assistido algum deles na Sportv, Multishow ou Off, ou mesmo na TV aberta, como quadros do Fantástico (Globo) ou do Esporte Fantástico (Record).

Karina visitou a Jamaica quando ainda era adolescente e lá praticou mergulho. E hoje, seria a Jamaica um destino interessante para esta atleta e aventureira? Vejamos: por terra, além de trilhas maravilhosas por toda a ilha é possível praticar tirolesa e bobsled em Ocho Rios. Se escolher a água, as praias de Montego Bay oferecem diversas opções para mergulho como The Widow Maker, recife de corais dentro do Parque Marinho Montego Bay, The Point, somente para mergulhadores experientes, e Basket Reef, nome dado devido a enormes esponjas em forma de cesta que se encontram aqui. Outra opção aquática é o Cliff Diving em Negril, mais especificamente a partir do Rick’s Cafe, cujo ponto mais alto passa de 12m de altura. Finalmente, para se aventurar pelos ares jamaicanos ela pode ir à Playa Grande, perto de Ocho Rios, e fazer um passeio de parapente.

Karina, você precisa voltar à Jamaica!