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Largada da Reggae Marathon, em Negril. | foto: divulgação Reggae Marathon

Em Negril, a maratona embalada pelo reggae!

Isolada por décadas no extremo oeste da ilha, Negril ficou quase esquecida. O acesso era difícil e só começou a melhorar no início dos anos 1960, com a construção de uma rodovia. Os primeiros turistas eram verdadeiros aventureiros e foram seguidos pelos hippies, que adotaram a região. Apesar de seu desenvolvimento ter sido mais lento, Negril tem hoje vários resorts em suas praias de águas tranquilas e mornas.

A Reggae Marathon começa em Long Bay Beach Park (Seven-Mile Beach)  |  foto: reprodução internet

A Reggae Marathon começa em Long Bay Beach Park (Seven-Mile Beach)

Numa das mais famosas praias de Negril, conhecida como Seven-Mile Beach, acontece anualmente a Reggae Marathon, um evento cheio de boas vibrações e muito reggae. Além dos tradicionais 42 km, os menos preparados podem optar pela meia maratona (21km) ou pelos consagrados 10k.

A primeira parte da corrida acontece ainda no escuro, antes do amanhecer. Soam os tambores e há tochas iluminando o caminho. Aos poucos, à medida que os quilômetros avançam, as belezas naturais vão surgindo, hipnotizando os corredores, que seguem cumprindo sua missão com muito mais prazer. Segundo um corredor experiente, na Jamaica, o povo faz a diferença e talvez por essa razão, a Reggae Marathon esteja entre as dez melhores maratonas internacionais.

O percurso é bastante plano e os maiores desafios, especialmente para os estrangeiros, são o calor e a umidade. Mesmo com a boa quantidade de água e isotônicos distribuídos por voluntários ao longo de toda prova, é bom se aclimatar, chegando alguns dias antes.

Mapa da 15ª Reggae Marathon  |  foto; divulgação Reggae Marathon

Mapa da 15ª Reggae Marathon

Todos os que terminarem suas respectivas provas receberão uma medalha e os maratonistas vencedores nas categorias masculina e feminina receberão, respectivamente, os troféus Bob Marley (adepto do jogging) e Rita Marley. Além disso, há premiação em dinheiro de mais de U$10.000.

Há dois eventos ligados à maratona para os quais os competidores têm entrada garantida. O primeiro, na véspera da corrida, é o ‘World’s Best’ Pasta Party, uma festa gourmet. Já o Victory Beach & Awards Party, acontece para celebrar o final da prova.

No ano de 2014, em sua 14ª edição, a Reggae Marathon teve mais de 1.500 competidores, de 36 diferentes nações. As inscrições para a prova deste ano, que acontecerá no dia 5 de dezembro, já estão abertas e podem ser feitas através do site www.reggaemarathon.com. Uma grande oportunidade de terminar o ano de 2015 cheio de energia, numa das mais belas praias da ilha mais alto astral do Caribe!

Veja abaixo um pouco do que foi a edição 2014 da Reggae Marathon:

foto: divulgação

Marley, o musical: mais do que apenas ótimas canções

Cartaz de divulgação de "Marley, o musical"  |  foto: divulgação

Cartaz de divulgação de “Marley, o musical”

Em fevereiro deste ano, Bob Marley completaria 70 anos. Entre as muitas formas de celebrar a data e relembrar a importância do grande ídolo jamaicano, nasceu a ideia de um musical. Escrito e dirigido pelo britânico Kwame Kwei-Armah, o espetáculo estreou em maio passado em Baltimore, nos EUA.

Kwei-Armah é diretor artístico do Center Stage, em Baltimore, e aceitou entrar no projeto desde que sua estreia fosse na cidade. Obra do acaso ou do destino, em abril deste ano, pouco antes de Marley entrar em cartaz, um jovem negro chamado Freddie Gray foi morto por policiais, causando grande comoção em Baltimore. Vítima de conflito racial e violência urbana, algumas das bandeiras contra as quais Bob Marley lutou.

O musical não se propõe a contar toda a vida do astro do reggae. Kwei-Armah optou por concentrar a história no período entre 1975 e 1978, quando Bob deixou a Jamaica – após escapar de uma tentativa de assassinato – e se auto-exilou em Londres. Durante esse intervalo, o cantor reafirmou suas convicções religiosas e sociais, além de ter lançado álbuns como “Rastaman Vibration”, com Positive Vibration e Roots, Rock, Reggae, “Exodus”, que inclui as canções Jamming e Three Little Birds, e “Kaya”, de Is This Love e Time Will Tell (ouça abaixo). Certamente, um dos períodos mais férteis de sua carreira.

Canções de outros álbuns também fazem parte do espetáculo que traz ao todo 30 músicas, interpretadas na íntegra ou parcialmente. Uma das críticas recebidas diz respeito exatamente ao grande número de canções, que acabam dando pouco espaço para o desenrolar da história. Porém, o que é um musical sem grandes músicas? E quanto aos intérpretes?

Neste quesito, especialmente no que se refere ao protagonista, o diretor foi extremamente feliz. Entre as 35 milhões de visualizações no You Tube, Mitchell Brunings – interpretando Redemption Song na edição holandesa do programa de TV The Voice – foi visto por Kwei-Armah. Ele, que já tinha testado diversas opções para o papel de Bob Marley, teve a certeza de ter encontrado o candidato perfeito. Tudo bem, já tínhamos dado a dica aqui no site, em Covers, tributos, versões: para manter vivos grandes ídolos.

Para o papel de Rita Marley a escolhida foi Saycon Sengbloh, que já havia participado de musicais na Broadway, como “Motown”, “Fela!”, “Aida” e “Wicked”. Quando soube das audições, ela foi decidida a conseguir o papel de Rita, a quem já admirava. Determinada e talentosa, foi, também, uma ótima escolha.

Para ajudar a entrar no clima, o lobby do teatro foi ambientado como um pedaço da Jamaica: o chão coberto de terra, uma cabana de madeira no canto, grafites de protesto e pôsteres políticos, pessoas comuns dançando ao som de Jimmy Cliff. A ideia de Kwei-Armah era a de um musical mais engajado e menos voltado ao entretenimento – como “Mamma Mia”, por exemplo. No entanto, o que se viu durante as apresentações é que há envolvimento do público, que ergue os braços com Get Up, Stand Up e junta-se aos atores no clímax, com One Love.

Marley esteve em cartaz em Baltimore até 14 de junho e foi um total sucesso de público. Simplesmente a maior renda e a maior audiência em 52 anos de história do teatro Center Stage. O espetáculo foi visto por mais de 22 mil pessoas em pouco mais de um mês de temporada, arrecadando cerca de US$780 mil.

A continuação da turnê ainda não está definida, mas o sucesso da temporada de estreia, somado ao peso de produtores como Chris Blackwell , fundador da Island Records, levam a crer que o musical terá uma longa estrada a percorrer.

Assista a um trecho do ensaio de “Marley, o musical”:


 

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Família Marley anuncia a primeira marca global de Cannabis

Bob Marley sempre foi visto por muitos como um visionário. Bem antes da chamada globalização mundial, Marley foi capaz de difundir sua música e seus ideais, influenciar gerações de músicos de diferentes estilos e, de fato, colocar a Jamaica no mapa. Agora, numa iniciativa inédita, sua família anuncia a primeira marca global de Cannabis e aposta no nome, na imagem e nas ideias do músico para desbravar um mercado milionário

Foto: reprodução internet

Campanha de lançamento da Marley Natural utiliza frases conhecidas de Bob Marley sobre o tema.

O nome Bob Marley é naturalmente associado ao reggae, ao movimento rastafári e à maconha. Essa última, tida pelos adeptos do movimento como uma erva sagrada, consumida para auxiliar na meditação, ampliar a criatividade e encorajar reflexões. Enfim, numa ação que se antecipa à legalização da maconha mundialmente, a família Marley acaba de anunciar o lançamento da primeira empresa voltada para a comercialização de maconha e produtos derivados: a Marley Natural.

O acelerador desse processo foi a crescente legalização da maconha em muitos países, especialmente nos EUA, onde, recentemente, mais dois estados – Alaska e Oregon –  legalizaram o uso, seguindo o exemplo de Washington e Colorado. A Marley Natural é uma associação da família Marley com uma empresa de fundos de participação chamada Privateer Holdings.

Além de novo, o tema é delicado. O que se sabe é que a família Marley tem tido grande êxito em todos os negócios criados a partir do ídolo jamaicano. Cafés, roupas e equipamentos de áudio são alguns dos exemplos de sucesso (leia mais em De café a vestuário: conheça os Marley empreendedores). Além de matérias-primas de qualidade e todo um cuidado com as marcas, as empresas da família sempre buscam oferecer contrapartidas no campo social, beneficiando especialmente crianças carentes.

Uma das questões levantadas é se o próprio Marley aprovaria o negócio. A filha Cedella acha natural que seu pai seja parte desse assunto. Já sua mãe, Rita, diz que Bob estaria feliz por ver seu sonho – da legalização – se concretizar. De fato, a ação em curso possui forte alinhamento com as ideias de Marley a respeito do tema (ouça acima a faixa “Kaya”, gíria usada na Jamaica para se referir à maconha). Algumas de suas conhecidas frases em defesa da “erva”, como gostava de chamá-la, têm sido amplamente utilizadas na campanha de lançamento da marca.

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Brendan Kennedy (à direita) e seus companheiros na Privateer Holdings: negócio milionário. | Foto: reprodução internet

Trata-se de um negócio milionário. O CEO da Privateer, Brendan Kennedy, estima que a indústria da maconha nos EUA seja algo em torno dos 50 milhões de dólares e que, mundialmente, alcançaria os 150 milhões. Kennedy é um entusiasta do assunto. Acredita na legalização em escala global em um período relativamente curto e, por consequência, no desenvolvimento de grandes empresas capazes de suprir a demanda. Não foi por outra razão que ele, um executivo com MBA em Yale, quis tomar parte na empresa pioneira no ramo. Para Kennedy, esta é “a” oportunidade de sua vida.

Nos EUA, a legalização da maconha tem sido amplamente discutida. Os opositores abordam questões também bastante interessantes. Apontam o risco de fazer da indústria da maconha a nova indústria do tabaco, hoje tão perseguida e regulada. Saem o caubói da Marlboro e as paisagens do deserto americano e entram as montanhas e florestas paradisíacas da Jamaica.

Outro ponto é a sedução dos mais jovens, a exemplo do que aconteceu com a venda do binômio prazer e glamour, associados ao cigarro. Como evitar que o uso recreativo se torne um vício? Alguns acreditam que ao dar a liberdade de consumo a muitos, também se estará permitindo o enriquecimento de um pequeno grupo.

Polêmicas à parte, a Marley Natural entrará em operação em 2015, com uma variada linha de produtos. Desde mudas da planta, óleos e loções, até vaporizadores (tipo cigarro eletrônico). Os itens serão comercializados de forma moderna, com o auxílio da mesma agência que atende New Balance e Starbucks. É aguardar e acreditar que, com a inspiração de Bob Marley e o profissionalismo de sua família o mundo esteja prestes a entrar numa nova era, de consumo legal e consciente.

Assista ao filme oficial de lançamento da campanha de “Marley Natural”:

foto: reprodução internet

Reggae: boa música (também) para crianças

Outubro é o mês da criança e criança adora música! Se for reggae, então, nem se fala… Com ritmo bem marcado e dançante, a música da Jamaica contagia os pequenos. Porém, nem todas as letras e temas são interessantes para eles. Assim, fizemos aqui uma pequena seleção de títulos que vão agradar os filhos, sem complicar a vida dos pais.

O primeiro é  “The Disney Reggae Club”, no qual canções de clássicos como Mogli, A Pequena Sereia e Rei Leão, entre outros, foram transformadas em versões reggae, cantadas por artistas como Ziggy e Cedella Marley, Yellowman e Gregory Isaacs e bandas como UB40 e Steel Pulse. As músicas ficaram tão gostosas de ouvir que a gente chega a pensar que deveriam ter sido lançadas como reggae, desde sempre! Alguns destaques são Bare Necesseties (Mogli), com Steel Pulse, e Under the Sea (A Pequena Sereia), com Gregory Isaacs.

O segundo é “B Is For Bob”. Produzido pelo filho mais velho de Bob Marley, Ziggy, o disco traz remixes de músicas consagradas como Three Little Birds, Redemption Song e Stir It Up. No total, são 12 faixas, sendo 8 remixes, mais 4 que foram mantidas originais (Could You Be Loved, One Love/People Get Ready, Lively Up Yourself e Wake Up and Live, Part 1). Para tornar as músicas mais atraentes às crianças, alguns instrumentos foram subtraídos, outros, adicionados. A transformação mais marcante talvez seja a de Jamming, que ficou meio africana, com sons de tambores e tudo mais.

Finalmente, “Family Time”: alegre, cativante, delicioso de ouvir! Lançado em 2009, por Ziggy Marley, foi considerado um dos melhores álbuns para crianças daquele ano. Dando continuidade ao seu trabalho voltado às crianças (ele é fundador da U.R.G.E., uma ONG que apoia causas de caridade voltadas a crianças da Jamaica, Etiopia e outras partes do mundo), Ziggy reuniu canções próprias e algumas tradicionais da Jamaica, como This Train e Wings of an Eagle. Além de Ziggy Marley, participam do disco sua mãe, Rita Marley, sua irmã, Cedella Marley e convidados como Willie Nelson, Jack Johnson e Paul Simon. Além de onze canções, o disco termina com 2 historinhas narradas por Jamie Lee Curtis, atriz de filmes como “True Lies” e “Sexta-feira Muito Louca”.

É muito importante apresentar boa música para as crianças e esses, certamente, são ótimas opções. Além do mais, aguçam os sentidos e abrem as portas para o mundo do reggae. Vale ouvir em casa, ou manter no carro, para cantar junto com as crianças, durante uma gostosa viagem.

Ziggy em dois momentos de sua vida: quando criança, cantando com o pai, Bob Marley, e adulto, com sua família.  |  fotos: reprodução internet

Ziggy em dois momentos de sua vida: quando criança, cantando com o pai, Bob Marley, e adulto, com sua família.

foto: Acervo Gege Produções Artísticas | divulgação

Brasil, Jamaica: pro outro lado de lá

Já falamos, aqui, sobre um brasileiro que tem tudo a ver com a Jamaica: René Simões (René Simões, o brasileiro desbravador da Jamaica). Nesse caso, o elo de ligação era o futebol. Porém, há um outro elemento que une profundamente as duas nações: a música.

Ao que parece, a primeira vez que se ouviu falar em reggae no Brasil foi através de Caetano Veloso. Em 1971, ele gravou Nine Out of Ten (está no disco “Transa”, de 1972), na qual cita o som do reggae que ouvia na Portobello Road, na época em que vivia em Londres. Gilberto Gil, que também viveu exilado em Londres no mesmo período, só viria despertar para o ritmo mais tarde.

Em 1979, no LP Realce, Gil gravou a faixa Não Chore Mais, sua versão para No Woman, No Cry, de Bob Marley. Gil não conheceu Bob Marley, mas ficou amigo de Jimmy Cliff. Em 1980, excursionaram juntos pelo Brasil e lotaram todos os estádios por onde passaram.

Um encontro histórico: Gilberto Gil e Jimmy Cliff.  |  foto: Acervo Gege Produções Artísticas | divulgação

Um encontro histórico: Gilberto Gil e Jimmy Cliff. | foto: Acervo Gege Produções Artísticas | divulgação

Muito tempo depois, em 2002, Gilberto Gil lançou “Kaya n’gan daya”, uma homenagem a Bob Marley. O disco, de 16 faixas, foi gravado na Jamaica (13 faixas) e no Rio de Janeiro (as outras 3). Há releituras de clássicos como Three Little Birds e Buffalo Soldier , além de versões para Time Will Tell e Lively Up Yourself. Na Jamaica, Gilberto Gil gravou nos estúdios Tuff Gong , de Bob Marley, e contou com a participação dos vocais femininos das I-Three (Rita Marley [viúva do compositor], Marcia Griffiths e Judy Mowatt), em faixas como One Drop e Rebel Music (ouça abaixo).

Recentemente, o prestigiado jornal jamaicano Jamaica Observer publicou uma matéria em que compara a importância de Gil, para a música, a de Pelé, no futebol. Além disso, nomeia Gil o Marley brasileiro, por suas ideias e comentários, em defesa dos oprimidos.

Rita Lee, Baby Consuelo e Luiz Melodia, esses e outros artistas flertaram com o reggae. Os Paralamas do Sucesso foram muito influenciados pelo reggae e o ska jamaicanos, principalmente a partir do LP “Selvagem” (1986), que mudaria os rumos e a cara da banda (ouça abaixo o disco na íntegra).

Outra banda brasileira importante e fortemente ligada às raízes jamaicanas é o Skank (ouça abaixo Ela Me Deixou, nova música de trabalho da banda). Antes de se tornarem conhecidos, Samuel Rosa e Henrique Portugal tocavam numa banda de reggae mineira, chamada Pouso Alto.

Contudo, a banda brasileira de reggae por excelência é o Cidade Negra (leia matéria especial sobre a banda). Surgida na Baixada Fluminense, há 28 anos, a banda tem 13 LPs gravados, sendo que o mais recente, “Hei, Afro!”, foi mixado na Jamaica. Segundo Toni Garrido, a Jamaica está para a música, assim como o Japão está para a tecnologia. Em sua opinião, o que vai ser novidade daqui a 5, 6 anos é o que está acontecendo agora por lá.

Em 2011, um disco selou ainda mais a relação Brasil-Jamaica: “Bambas Dois” (assista acima ao clipe Only Jah Love, com participação do astro jamaicano Sizzla), produzido por Eduardo BiD e Gustah Echosound. Com 14 faixas, “Bamba Dois” reúne músicos brasileiros e jamaicanos em encontros primorosos, como em Little Johnny, com Chico César e Jah Marcus ou no xote Brasil (Little Sunday), com Ky-mani Marley e Dominguinhos. Misturando gerações e ritmos dos dois países, “Bambas Dois” resume um pouco da relação musical entre duas culturas tão diferentes e tão semelhantes, ao mesmo tempo. Uma relação que não se esgota, que sempre se renova e se atualiza.

“Eu fui… Eu fui… Eu fui… Eu fui… Eu fui… Eu fui…
Pro outro lado de lá
Eu fui… Eu fui… Eu fui… Eu fui… Eu fui… Eu fui…
Brasil, Jamaica”

Ouça o disco “Selvagem?”, do Paralamas do Sucesso:

foto: reprodução internet

Marley family e ideias que mudam o mundo

“A grandeza de um homem não está nos bens materiais que ele acumula, mas em sua integridade e em sua habilidade de afetar positivamente aqueles que o cercam.” A frase de Bob Marley sintetiza seu pensamento, seus ideais. Por sorte, esses ideais foram passados adiante. Através de diferentes iniciativas, sua família segue dando continuidade a ideia de que a humanidade, unida, pode construir um mundo melhor.

foto: reprodução internet

1Love

A fundação 1Love, criada pela família Marley, incentiva as pessoas a praticar alguma ação positiva, diariamente. São as Missões Marley. Depois, incentiva-as a compartilhar o resultado da missão escolhida, enviando para o site fotos, vídeo ou texto. Além disso, o site indica ONGs parceiras que podem ser ajudadas e cujo trabalho busca melhorar a vida de pessoas de diversas maneiras: através da música, alimentação, educação etc.

Outra vertente é o Ghetto Youths Foundation. Criado por Ziggy, Stephen, Julian e Damian Marley, atua em paralelo com o Ghetto Youths International, o selo musical da família. O objetivo é trabalhar com jovens carentes, dando assistência e educação e promovendo uma vida melhor, através da música.

Fundada por sua ex-mulher, Rita Marley, a Rita Marley Foundation, atua na Jamaica e em Gana, onde Rita mora, atualmente. A fundação trabalha para erradicar a pobreza e a fome nas comunidades onde atua, buscando investimentos econômicos, melhoria na educação e desenvolvimento de práticas de nutrição e saúde.

foto: reprodução internet

Rita Marley Foundation

Ainda na área social, mas também no esporte, Cedella Marley, uma da filhas de Bob, é hoje, uma ativa incentivadora da campanha de arrecadação de fundos para as Reggae Girlz. Elas são as jogadoras de futebol feminino da Jamaica, que buscam uma oportunidade de participar da Copa Mundial de Futebol Feminino, que será realizada em 2015, no Canadá.

Ziggy Marley criou a U.R.G.E. (Unlimited Resources Giving Enlightment) Foundation, que visa ajudar crianças na Jamaica, na África e em outras áreas carentes, levando educação, saúde e desenvolvimento sustentável. E, finalmente, a Marley Coffee, de Rohan Marley, mais um dos filhos de Bob, criou a Kicks for Cause Foundation. O objetivo, aqui, é construir campos de futebol para as crianças que vivem nas comunidades produtoras de café.

Mesmo mais de 30 anos após sua morte, é incrível como Bob Marley continua tão vivo. Vivo na música, no reggae que ele mostrou ao mundo, e vivo nos ideais que nortearam sua trajetória e que sua família tão bem assimilou. One love. One heart. Let’s get together and feel all right.