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Blue Mountains são agora Patrimônio Mundial da Humanidade

O mundo é muito vasto, repleto de lugares não apenas bonitos mas significativos, quer em termos naturais ou culturais. As pirâmides do Egito, a catedral de Notre Dame, na França, os Alpes Suíços e o Parque Yellowstone, nos EUA, são alguns exemplos. No Brasil, locais como os centros históricos de Ouro Preto e Olinda, ou áreas de pura natureza, como o Pantanal e Fernando de Noronha.

As Blue Mountains ficam entre Kingston e Port Antonio.  |  foto: reprodução internet

As Blue Mountains ficam entre Kingston e Port Antonio.

Não é por acaso que todos os lugares citados fazem parte de um grupo, denominado pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), Patrimônio Mundial da Humanidade. Há mais de 40 anos – mais precisamente desde 1972, quando foi assinado o tratado internacional sobre o assunto – a  UNESCO vem buscando identificar, proteger e preservar locais considerados de valor excepcional para a humanidade.

Além de incentivar governos e populações a cuidar desse patrimônio, a iniciativa da UNESCO acaba por aguçar a curiosidade em conhecê-lo. Anualmente, novas localidades passam a fazer parte dessa lista e a Jamaica, com suas Blue Mountains e John Crow, acaba de entrar no grupo.

Os dois conjuntos de montanhas, com cerca de 26.000 hectares, fazem parte de um parque de mesmo nome e com área total de 48.000 hectares. O terreno acidentado, porém cercado de vegetação exuberante, fontes e cascatas foi o cenário perfeito para que lá se instalasse, no século XVIII, um grande número de escravos fugidos, os Maroons. Aproveitando-se da mudança de colonizador, uma vez que a Inglaterra tomou a ilha das mãos da Espanha, rumaram para as montanhas e criaram vilas e cidades, passando a viver em liberdade.

Especificamente nesta área agora nomeada Patrimônio Mundial da Humanidade, viveu a tribo dos Windward Maroons. Guerreiros e bastante organizados, lutaram com os britânicos até que, em 1739, conseguiram um tratado de paz, garantindo sua liberdade e soberania na região.

Os Maroons vivem hoje em cidades como Charles Town, Scots Hall e Moore Town, desceram do topo das montanhas em direção ao vale do Rio Grande. Preservam, contudo, suas tradições na forma de governo, na música, na dança, no batuque e também na culinária e no uso de ervas medicinais. Tudo isso, somado aos resquícios das primeiras vilas e cidades no alto das montanhas é o que se pretende preservar em termos culturais.

No que tange aos aspectos naturais, a área possui um dos habitats considerados raros nas montanhas tropicais, denominado floresta nublada (devido a ocorrência frequente de neblina baixa, na altura das copas das árvores). Além de inúmeras árvores e plantas nativas, as montanhas são refúgio para espécies como a borboleta rabo-de-andorinha e pássaros como o Jamaican Blackbird e o Jamaican Tody. Finalmente, as cadeias montanhosas fornecem mais de 40% da água consumida pela população da Jamaica, além de água para uso na agricultura, indústria e comércio.

As paisagens encantadoras da Jamaica, muitas delas captadas do alto das montanhas, podem ser vistas em “Beneath Jamaican Skies”. O filme foi produzido pelo canadense Levi Allen, que utilizou o processo cinematográfico de time-lapse, aquele em que o tempo parece correr mais depressa. É uma boa maneira de traduzir em imagens um pouco da exuberante natureza da ilha.

Certamente, a denominação atribuída pela UNESCO às montanhas jamaicanas é mais do que justa. Esperamos que o fato sirva de inspiração para conhecer não apenas as Blue Mountains mas também outros belíssimos e importantes locais na Jamaica que futuramente, quem sabe, também possam integrar esse grupo.

Assista ao vídeo “Beneath Jamaican Skies”, de Levi Allen:

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Jamaica para todos os gostos: escolha a melhor opção

Se você segue nosso site, o www.jamaicaexperience.com.br, sabe que turismo é uma de nossas áreas de interesse, assim como música, gastronomia e lifestyle. Afinal, um projeto que tem por objetivo fomentar o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Jamaica, passa obrigatoriamente pelo turismo, por conhecer e explorar tudo que a ilha tem de mais bonito e interessante.

Através dos textos que temos publicado, você pôde ter contato com um pouco da história, da cultura, das personalidades e peculiaridades da Jamaica. Continuaremos com esse trabalho, mas, além disso, a partir de agora, será possível, também, escolher e comprar seu pacote de viagem para a Jamaica, através do site. Para isso, fechamos uma parceria com a ADVtour, uma empresa especializada em Caribe, que passará a oferecer cinco diferentes pacotes turísticos, de acordo com seu perfil e objetivos.

A ADVtour é uma operadora brasileira que atua há mais de 15 anos no mercado de turismo, com roteiros de viagens internacionais personalizados. Além de ser especialista em Caribe, a empresa também conta com parceiros em companhias aéreas, cruzeiros, hotéis, resorts e pousadas de luxo na América do Sul, América do Norte, América Central, Europa e Oriente Médio. Com sede na cidade de São Paulo, a ADVtour possui agências de viagens representantes em Brasília, Porto Alegre e Vitória, e também áreas comerciais para atender no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e região.

Os cinco pacotes turísticos que elaboramos em conjunto com a ADVtour visam atender pessoas que estão em momentos de vida distintos e que, portanto, têm diferentes expectativas com relação a uma viagem à Jamaica. São eles:

 

foto: Laerte Brasil | Jamaica Experience

1. Take me to Jamaica: começando pela capital, Kingston, esta é a opção para quem quer conhecer belas praias, rios e cachoeiras, além de saber mais sobre Bob Marley. O pacote inclui visitas ao Bob Marley Museum, em Kingston, e ao Bob Marley Mausoleum, em Nine Miles, local onde ele nasceu e está enterrado.

 

foto: reprodução internet

2. Jamaican Music Vibes: se o seu maior interesse na Jamaica é a música, este é o pacote ideal para você. Visitar alguns estúdios, como o lendário Tuff Gong, pertencente à família Marley, dançar ao som do Dub, em algum dos muitos e potentes Sound Systems espalhados pela ilha, ou ir a uma autêntica festa de Dancehall, são algumas das atrações propostas.

 

foto: Shutterstock

3. Family Time: o nome já diz tudo, é para curtir com a família. Além de praias mais tranquilas, passeios a cavalo por lindas paisagens e mergulho com golfinhos em pleno mar do Caribe. Hotéis com ótima infraestrutura e, é claro, toda hospitalidade do povo jamaicano!

 

foto: reprodução internet

4. A Mystic Land: um passeio por locais menos explorados e que fascinam os visitantes, como a Blue Lagoon, cenário do clássico “A Lagoa Azul”, e as Blue Mountains, onde é produzido um dos mais renomados cafés do mundo.

 

foto: Shutterstock

5. Relax Inna Paradise: se você está à procura de um paraíso para relaxar e viver momentos inesquecíveis a dois, esta é a opção para você. Clima perfeito, praias de beleza inigualável, hotéis e resorts que são um verdadeiro convite à paixão e atmosfera envolvente são alguns dos motivos que levam muitos casais de turistas à ilha. Cerimônias de casamento ou bodas, também são uma das especialidades dos resorts jamaicanos.

Para saber todos os detalhes sobre cada pacote, clique aqui. Escolha o seu preferido e boa viagem!

 

foto: reprodução internet

A natureza como maior símbolo nacional

Todo país possui seus símbolos: bandeira, brasão, hino nacional. Porém, além desses, há outros ícones que possuem conexão imediata com uma certa cultura e que nos levam a conhecer mais dos costumes e tradições de um povo.

No caso da Jamaica, há alguns elementos bem interessantes. O primeiro deles é o ackee, conhecida como a fruta símbolo da ilha. Não se trata de uma espécie nativa, estima-se que tenha vindo a bordo de um navio de escravos, já que é originária da África Ocidental. O fato é que o ackee adaptou-se muito bem à Jamaica e é consumido em grandes proporções.

As três fases do ackee: fechado (amadurecendo), aberto (pronto para a colheita) e pronto para ser consumido.  |  fotos: reprodução internet

As três fases do ackee: fechado (amadurecendo), aberto (pronto para a colheita) e pronto para ser consumido. | fotos: reprodução internet

O ackee é uma fruta avermelhada, de cerca de 10 cm. Quando está madura, abre-se naturalmente e, em seu interior há uma polpa amarelada e sementes pretas e redondas. O ackee só pode ser colhido quando já se abriu, pois, até essa fase, a fruta contém toxinas.

Apesar de não ser natural da Jamaica, lá é o único lugar onde a fruta é cultivada como alimento. Pode ser consumida in natura ou cozida, como no caso do tradicional prato de café da manhã Ackee and Saltfish (bacalhau).

Espécie de beija-flor existente somente na Jamaica, o Doctor Bird é pássaro sagrado para os índios Taino. Fotos: reprodução internet

Espécie de beija-flor existente somente na Jamaica, o Doctor Bird é pássaro sagrado para os índios Taino. Fotos: reprodução internet

O Doctor Bird é uma espécie de beija-flor que existe apenas na Jamaica e é considerado o pássaro nacional. O Doctor Bird tem as penas verdes e pretas iridescentes e uma cauda bem longa, diferente das outras espécies. O nome Doctor tem duas explicações: pode ser pelo topete e a cauda, que formam uma silhueta que lembra a dos antigos médicos, ou pela forma de polinizar as flores com o longo bico, que remete a uma seringa. Para os índios Taino, os nativos da Jamaica, o Doctor Bird tinha um significado sagrado, acreditavam que ele fosse a reencarnação de uma alma. Além disso, achavam que matar um desses pássaros traria azar.

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Blue Mahoe, a árvore nacional.

Outro símbolo nacional é a flor da Lignum Vitae. | foto: reprodução internet

Outro símbolo nacional é a flor da Lignum Vitae. | foto: reprodução internet

Ainda ligados à natureza, dois outros símbolos são a Blue Mahoe e a Lignum Vitae. A primeira, a árvore nacional, é da família do hibisco e costuma ser bastante alta, chegando a 20 m de altura. É a principal madeira da ilha, muito utilizada na fabricação de móveis. A Lignum Vitae, cuja flor é símbolo nacional, é uma árvore de madeira muito dura e que pode ser utilizada, entre outros, em relógios de parede, móveis para exterior e tábuas para corte de carne. Além disso, a madeira tem extrema lubrificação, sendo que a resina interna representa cerca de 30% do peso. Essa resina tem propriedades medicinais e é utilizada no tratamento de doenças como artrite, gota e sífilis. Devido à extração excessiva, a Lignum Vitae é hoje, uma espécie protegida para a preservação.

É muito bom saber que alguns dos símbolos mais importantes da Jamaica vêm da natureza, tão rica, bonita e especialmente valiosa para o povo jamaicano.

foto: reprodução internet

Port Royal, a cidade perdida dos piratas

No século XVII, Port Royal era a cidade mais importante da Jamaica.  |  foto: reprodução internet

No século XVII, Port Royal era a cidade mais importante da Jamaica. | foto: reprodução internet

Era o ano de 1692. Port Royal, a capital da Jamaica, era uma cidade rica, mas sua população não era exatamente nobre. Seus habitantes eram, em sua maioria, piratas, promotores de jogos de azar e prostitutas. Com um público desses, não é de se admirar que a cidade tenha tido um bar para cada 10 habitantes!

A cidade era muito importante para os ingleses, pois ficava numa rota de navegação entre a Espanha e o Panamá. Porém, esses mesmos ingleses não enviavam guardas, para fazer a segurança, nem dinheiro. O governador geral resolveu, então, contratar piratas para proteger a cidade dos ataques espanhóis e franceses.

Com grande profundidade e muito espaço para ancorar, Port Royal tornou-se o paraíso dos piratas. Eles saqueavam os navios e vendiam as cargas a mercadores que lá foram se estabelecer. A cidade tornou-se a mais importante ocupação inglesa nas Américas, ao lado de Boston, nos Estados Unidos.

De repente, no dia 7 de junho, perto do meio dia, um grande terremoto abalou a cidade. De seus 10 mil habitantes, 2 mil morreram imediatamente e outros tantos nos dias seguintes, em virtude de graves lesões ou doenças. O solo sofreu liquefação, engolindo as construções por inteiro. Cerca de 2/3 da cidade afundou no mar.

Port Royal era conhecida como "a cidade mais rica e pervertida do mundo"  |  foto: reprodução internet

Port Royal era conhecida como “a cidade mais rica e pervertida do mundo” | foto: reprodução internet

Aos poucos, a cidade foi parcialmente reconstruída, mas enfrentou novos desastres: um grande incêndio, em 1704, alguns furacões e outro forte terremoto,  já no início do século XX.

Não se trata de ficção, nem roteiro de cinema – muito embora tenha sido cenário dos filmes “Piratas do Caribe 2 e 3”. Port Royal existe, há muito deixou de ser a capital do país, mas ganhou fama por ser um sítio arqueológico subaquático.

Port Royal é, hoje, uma pequena vila de pescadores, administrada pela capital do país, Kingston. Fort Charles é o único remanescente dos seis fortes que havia na cidade. Lá, há um pequeno museu, que conta a história da antiga Port Royal.

Sem dúvida, a maior atração da cidade está sob as águas. Desde 1950, mergulhadores têm explorado e catalogado a cidade submersa. Em 1969, Edwin Link encontrou um inusitado objeto: um relógio de pulso de 1686, parado na hora exata do terremoto, às 11h43.

Em função da natureza do fenômeno, que deixou muitas das construções intactas, Port Royal já foi comparada à Pompeia, por suas maravilhas arqueológicas e, em 1999, foi declarada Patrimônio Natural da Humanidade, pela UNESCO.

É preciso preservar o valor histórico das ruínas submersas. Assim, os mergulhos turísticos são permitidos, mediante uma autorização do governo. Contudo, muitos dos itens recuperados ao longo dos anos podem ser vistos no Museu de História e Etnografia, que fica no Institute of Jamaica, em Kingston.

A cidade perdida de Port Royal é uma das 10 maravilhas submersas do mundo  |  foto: reprodução internet

A cidade perdida de Port Royal é uma das 10 maravilhas submersas do mundo | foto: reprodução internet

foto: reprodução internet

Montego Bay, ou MoBay, para os íntimos

Assim como o Rio de Janeiro, para o Brasil, Montego Bay é considerada, para a Jamaica, a capital do turismo. Trata-se da segunda maior cidade da ilha, em área, e  a quarta, em população. Fica a noroeste da capital, Kingston, e possui o maior aeroporto internacional do país. Montego Bay também é conhecida por sediar o maior festival de reggae do mundo, o Reggae Sumfest.

Montego Bay situa-se entre Negril e Ocho Rios, a noroeste de Kingston | foto: reprodução internet

Montego Bay situa-se entre Negril e Ocho Rios, a noroeste de Kingston | foto: reprodução internet

Na época da colonização e ainda ao longo do século XX, Montego Bay foi basicamente uma cidade portuária, de onde escoava a grande produção de açúcar local. Muitos desses antigos latifúndios são, hoje, resorts. Há ainda as great houses, casas grandes das fazendas de açúcar, que foram preservadas e podem ser visitadas, como a Greenwood Great House e a Rose Hall Great House.

Além de história, Montego Bay tem inúmeras opções de lazer e diversão. Desde as mais óbvias, como praias, até campos de golfe. Música e vida noturna também não faltam por lá. Duas das praias mais famosas são Walter Fletcher e Doctor’s Cave Bay.

A Walter Fletcher fica bem próxima ao centro, tem águas calmas, areia fina e é ótima para nadar ou praticar snorkeling. Nesta praia, que por si só é excelente para passeios em família, há o Aquasol Theme Park, um parque aquático que tem também pista de kart e quadras de tênis.

Já a Doctor’s Cave Bay, conhecida no passado pelo grande poder de cura de suas águas, fica a cerca de 100 metros de um recife. Pode-se chegar lá de barco, mergulhar com snorkel e ver peixes-leões, tartarugas, arraias e peixes-palhaços.

O golfe, uma das heranças britânicas na Jamaica, pode ser praticado em campos espalhados pelos vários resorts, como no Tryall, Hilton Rose Hall e White Witch Rose Hall.

foto: reprodução internet

Glistening Waters Luminous Lagoon, a Lagoa Luminosa.  Clique aqui para ver a galeria de fotos completa.

O reggae, é claro, também tem vez em MoBay. O Reggae Sumfest acontece em meados de julho, desde 1993, e já trouxe artistas jamaicanos – como Damian e Stephen Marley, The Mighty Diamonds e Sean Paul – e internacionais – como 50 Cent, Baby Cham e Rihanna. Para os fãs de Bob Marley, há o Bob Marley Experience and Theatre, que fica no Half Moon Shopping Village. Lá, além de assistir a um documentário sobre a vida e a música de Bob, é possível comprar pequenas recordações ligadas a ele.

Por fim, uma benção da natureza. Em Montego Bay há um lugar chamado Glistening Waters Luminous Lagoon, a Lagoa Luminosa. Graças a um fenômeno natural, chamado bioluminescência, micróbios que habitam a lagoa absorvem energia e, quando a água é agitada, iluminam a lagoa de forma espetacular. Os passeios são feitos depois do pôr do sol, quando a visibilidade é melhor. Há mais alguns (poucos) lugares onde isso acontece, porém esta lagoa é a mais luminosa e o fenômeno pode ser observado em qualquer época do ano. Coisas da Jamaica…

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Negril é para todos

Negril fica no lado oeste da Jamaica | foto: reprodução internet

Negril fica no lado oeste da Jamaica | foto: reprodução internet

Dê uma olhada no mapa da Jamaica. Bem no cantinho esquerdo da ilha está Negril. Fica a 240 km a oeste da capital, Kingston, e a 1 hora e 15 minutos do aeroporto internacional, localizado em Montego Bay. Até os anos 1950, o acesso por terra era difícil e a melhor maneira de se chegar até lá era através do rio ou do mar.

Não se sabe ao certo a origem do nome Negril. A primeira versão, diz que se trata de uma abreviação de negrillo, que em espanhol significa negrinhos e seria uma referência à cor dos penhascos, ao sul. A segunda, considera que o nome original seria Negro Eels, devido à grande quantidade de enguias (eels) que viviam na região, tendo sido alterado para Negrillo e, enfim, Negril.

Com a abertura da estrada, a pequena vila de pescadores começou a atrair turistas. Primeiro, foram os próprios jamaicanos. Em seguida, vieram os hippies e mochileiros estrangeiros, que se hospedavam nas casas de moradores locais ou acampavam nas praias. Era o início da maior vocação de Negril: o turismo.

Extensas praias com águas calmas, penhascos, noites agitadas. Negril tem tudo isso. Desde que foi inaugurado o primeiro resort, o Negril Beach Village (depois renomeado Hedonism II), em 1977, muitos outros vieram. Entre eles o Couples Swept Away, Sandals, Legends Resort e Riu Palace Tropical Bay.

Seven Mile Beach e Long Bay são as praias mais famosas e badaladas. Para quem gosta de uma praia mais tranquila, mesmo que sem grande infraestrutura, uma boa opção é Bloody Bay Beach. Se preferir parques, há o Kool Runnings Water Park, que tem atrações aquáticas e de aventura e o Royal Palm Reserve, um parque ecológico, onde se pode conhecer melhor a flora e a fauna locais.

Clique na foto para ver a galeria de Negril

Clique na foto para ver a galeria completa de Negril

Para os mergulhadores, Deep Plane, The Arches, Ballard’s Reef e Gallery são os lugares mais conhecidos, tanto por seus corais coloridos, quanto pela diversidade marinha. Já em West End Road, onde o mar encontra as falésias, há o Rick’s Café, um lugar incrível, onde os mais corajosos saltam de um penhasco a mais de 12 metros de altura.

Para finalizar, uma dica. Uma das mais belas atrações de Negril é de graça, acontece todos os dias e pode ser vista de vários lugares: o pôr do sol. Escolha uma bela praia, um penhasco ou mesmo a janela de seu hotel e desfrute desse momento ao mesmo tempo corriqueiro e especial.

 

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Um mergulho na famosa Lagoa Azul

Brooke Shields e Christopher Atkins protagonizam "A Lagoa Azul" | foto: divulgação

Brooke Shields e Christopher Atkins protagonizam “A Lagoa Azul” | foto: divulgação

Se você tem mais de 30 anos, certamente já viu várias vezes a chamada para “A Lagoa Azul”, um verdadeiro clássico da Sessão da Tarde! O filme, de 1980, foi protagonizado por Brooke Shields – a mesma atriz do seriado “Suddenly Susan” – aos 14 anos de idade. Além de grande sucesso de bilheteria, o filme foi cercado de polêmica, devido às cenas de nudez. Por ser menor de idade, Brooke teve uma dublê de corpo.

Bem, histórias profissionais à parte, o fato é que o cenário paradisíaco do filme existe e fica na Jamaica. Até as filmagens, o local era chamado de Blue Hole. A lagoa é natural e tem cerca de 60 metros de profundidade. É exatamente a grande profundidade que lhe confere a tonalidade azul, que muda ao longo do dia, dependendo do ângulo de incidência do sol.

Além disso, é aberta para o mar e alimentada por águas das nascentes das montanhas que a circundam. Ao entrar na lagoa, é possível sentir uma variação de temperatura, por causa da combinação dessas águas. Também é possível fazer mergulho, rafting ou andar de caiaque.

Vista do quarto no Mockingbird Hill | foto: divulgação

Vista do quarto no Mockingbird Hill | foto: divulgação

A Lagoa Azul fica a 20 minutos de carro da parte oriental de Port Antonio. Além das casas de milionários e estrelas de Hollywood, a região possui inúmeros hotéis. Um dos destaques é o Mockingbird Hill, com apenas 10 quartos e vistas para as Blue Mountain e o Mar do Caribe. Lá, há toda uma consciência em relação ao meio ambiente e a sustentabilidade que, antes de um modismo, são fundamentais para a preservação de um verdadeiro santuário.

A Lagoa Azul permanece a mesma de 34 anos atrás. E Brooke Shields continua muito bonita, aos 49 anos.

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James Bond e a Jamaica

A relação entre o cinema e a Jamaica é antiga. De 20.000 Léguas Submarinas, de 1954, passando por A Lagoa Azul, de 1980, até a comédia Jamaica Abaixo de Zero, de 1993. Mas, o que isso tem a ver com James Bond?

Talvez pesquisando sobre turismo na Jamaica você já tenha esbarrado com a James Bond Beach. A razão do nome é simples: lá viveu Ian Fleming, o autor dos 12 romances e 2 contos que narram as histórias do espião inglês.

Mais do que pesquisa ou imaginação, Ian Fleming teve certa vivência no mundo da espionagem. Ele foi Oficial da Inteligência Naval Britânica durante a Segunda Guerra Mundial e participou do planejamento e supervisão de muitas operações de inteligência e espionagem, inclusive uma na Jamaica, sobre as atividades de submarinos alemães.

Fleming apaixonou-se pelo lugar e, posteriormente, comprou uma propriedade na aldeia de Oracabessa Bay, que batizou de Goldeneye. Foi nesta casa que Ian Fleming, trabalhando sistematicamente, criou o personagem e todas as suas aventuras.

Hotel Goldeneye, em  Oracabessa Bay.  |  foto: divulgação

Hotel Goldeneye, em Oracabessa Bay

Atualmente, Goldeneye é um sofisticado hotel e resort que pertence a Chris Blackwell, produtor musical e dono da Island Records. A casa original do autor está preservada e é possível ficar hospedado nela pagando 8,5 mil dólares por noite!

Ainda falando de James Bond, o filme 007 Contra o Satânico Dr. No, de 1962, foi rodado na Jamaica (além de Londres) e teve Ursula Andress como uma das bondgirls.

Rock House Hotel, em Negril

Jamaica: Once you go, you know

O slogan acima foi utilizado em uma campanha publicitária desenvolvida para o Jamaica Tourist Board, com o claro objetivo de incentivar o turismo àquela ilha do Caribe – famosa por sua música e por ter sido berço de Bob Marley, seu filho mais ilustre – porém, pouco conhecida por suas belezas naturais e sua excelente infra-estrutura turística.

Com cerca de 3 milhões de habitantes, a Jamaica é a terceira maior ilha do Caribe e tem no turismo sua principal fonte de receita. Estima-se que 1,3 milhões de turistas visitem a ilha anualmente.

Entre suas principais cidades estão a capital Kingston, na costa Sul, e Portmore, Spanish Town, Mandeville, Port Antonio, Ocho Rios, Negril e Montego Bay, na costa Norte. Como atrações turísticas, destacam-se as inúmeras praias com seus visuais paradisíacos, além de rios e cachoeiras de beleza exuberante.

O Dunn River Falls, em Ocho Rios e a Blue Lagoon, em Port Antonio, famosa por ter sido locação para o filme “A Lagoa Azul”, no início dos anos 80, são alguns dos destinos mais concorridos do país.

A música também é um dos principais fatores que levam os turistas à ilha. O Bob Marley Museum, em Kingston, foi a última residência do cantor e possui uma grande variedade de objetos utilizados por ele, além de ter sido cenário para algumas das mais incríveis histórias deste ícone da música mundial. O Bob Marley Mausoleum, local onde nasceu e está enterrado, é outra atração obrigatória para os fãs.

Mas há algo que faz da Jamaica um lugar ainda mais especial: o seu povo. De maioria negra e geralmente cultivando dreadlocks na cabeça e um largo sorriso no rosto, têm vocação para receber bem e provavelmente vão lhe pedir para sorrir, afinal, você está na Jamaica. E isso basta. Em bom português: se você for, você entende.