A Capa de "Chant Down Babylon", tributo hip-hop ao rei do reggae. | Foto: reprodução internet

Covers, tributos, versões: para manter vivos grandes ídolos

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Bob Marley está entre os artistas que mais possuem covers de suas músicas em todo o mundo.

No início da era das gravadoras, a distribuição dos discos era bastante regional. Quando uma música começava a tornar-se muito popular numa região, era comum que gravadoras concorrentes, de outras regiões, gravassem a mesma música com outro intérprete e a distribuísse em sua área. A cobertura de uma nova área deu origem às primeiras covers (cover=cobertura, em inglês).

Muitos artistas e bandas iniciaram suas carreiras fazendo covers. Afinal, é uma maneira segura de mostrar seu talento vocal e/ou instrumental, sem a preocupação de apresentar um repertório desconhecido. Alguns fazem do cover sua carreira, apresentam-se com frequência em bares, festas ou casamentos e conseguem um bom salário.

Elvis Presley, Michael Jackson, Beatles, U2… Para cada um desses, há inúmeros artistas mundo afora, cantando suas músicas, trazendo seu repertório às novas gerações. Assim acontece com Bob Marley, ícone da música jamaicana, que ajudou a divulgar o reggae. O número de covers de Marley é tão expressivo que, em seu site oficial, há uma área exclusiva para divulgá-los.

Há versões famosíssimas, nas vozes de cantores igualmente famosos, como I Shot The Sheriff, com Eric Clapton e Could You Be Loved, com Joe Cocker. Outras, mais contemporâneas, mas também interpretadas por cantores famosos, como Jack Johnson e Ben Harper (High Tide or Low Tide) e Rihanna (Is This Love). Mas há, também, versões maravilhosas e emocionantes, nas vozes de aspirantes, de quase anônimos, de artistas de rua. Só para ter se uma ideia, colocamos aqui dois vídeos (assista abaixo), um da França, com Tamara Nivillac e outro da Inglaterra, com AHI e sua filha, uma graça!

Um projeto extremamente interessante e que tem muita afinidade com o mundo dos covers é o Playing For Change, idealizado por dois americanos, Mark Johnson e Whitney Kroenke. O projeto viaja o mundo todo, filmando e gravando a interpretação de vários artistas, para uma mesma música. Depois, tudo é editado e agrupado numa só versão, com os diferentes intérpretes cantando juntos (apesar de fisicamente separados!). Canções dos Beatles, Rolling Stones e, é claro, Bob Marley, são uma constante nos 3 álbuns. O projeto gerou a ONG Playing For Change Foundation, bem alinhada com os princípios que Marley defendia, dedicada a construir escolas de artes e música pelo mundo.

Uma linda versão da música War/No More Trouble, de Bob Marley, está no álbum “Songs Around the World”, lançado em 2009 pelo Playing For Change (assista abaixo). War é derivada de um discurso feito por Haile Selassie (imperador etíope, considerado Deus pelos rastafáris), que Marley adaptou e musicou.

Outro tipo de cover é aquele que dá nova roupagem às canções. Nesse estilo, em 1999, foi lançado um CD chamado “Chant Down Babylon”, no qual canções de Bob Marley foram remodeladas no estilo hip-hop e interpretadas por gente como Erykah Badu, Lauryn Hill e Steven Tyler (ouça abaixo, na íntegra). No mesmo ano, o DVD “One Love All-Star Marley Tribute”, documentou o concerto em homenagem ao CD (“Chant Down Babylon”). Além da presença de parte dos artistas que trabalharam no CD, outros, como Jimmy Cliff e Tracy Chapman, também participam. De quebra, faixas bônus, com canções interpretadas pela família Marley. Um grande show e um DVD de qualidade excepcional!

Para finalizar, duas dicas de interpretações que também valem a pena ser vistas, ambas no programa The Voice. A primeira, Mitchell Brunings, cantando Redemption Song, na versão holandesa de 2013 e a segunda, Anita Antoinette (jamaicana), na versão americana que está atualmente no ar, com Turn Your Lights Down Low.

Ouça o disco “Chant Down Babylon” na íntegra:

foto: reprodução internet | Jamaica Experience

A onda jamaicana que invadiu o Reino Unido

Os primeiros imigrantes jamaicanos desembarcando no Reino Unido. | foto: reprodução internet

Os primeiros imigrantes jamaicanos desembarcando no Reino Unido.

Nos anos 1950, o Reino Unido ainda sofria as consequências do pós-guerra, a economia estava enfraquecida e havia falta de mão de obra. O governo britânico, então, encorajou a imigração a partir de suas colônias, oferecendo oportunidades de emprego. Entre esses imigrantes estava um grande número de jamaicanos, que se estabeleceram principalmente em Londres.

Diferentemente do que acontecia nos EUA, onde já havia comunidades negras, os jamaicanos em Londres viviam isolados. Faziam festas familiares, reuniam os amigos e ouviam rock e rythm and blues americanos. No início dos anos 1960, o ska começou a tomar conta da Jamaica e a situação mudou, pois os dois maiores distribuidores de discos de ska na época, Emil Shalit e Mrs King, estavam em Londres.

A música era uma forma de identificação muito forte e significativa para os imigrantes jamaicanos. Quando recebiam seus salários, corriam para as lojas de discos. Em pouco tempo, os sound systems, já tradicionais na Jamaica, começaram a aparecer em Londres.

O primeiro sucesso a alcançar o topo das paradas inglesas foi My Boy Lollipop, com Millie Small, em 1964. Porém, o grande impulso à música jamaicana viria em 1968, com a Trojan Records. A empresa, fundada pelo jamaicano Lee Gopthal, tornou-se a maior distribuidora de rocksteady e posteriormente de reggae, no Reino Unido. Seus maiores clientes eram os produtores jamaicanos Clement ‘Coxson’ Dodd, Arthur ‘Duke’ Reid, Leslie Kong e Prince Buster.

No final dos anos 1960, com o surgimento do reggae, na Jamaica, o papel da música tornou-se ainda mais importante. As letras tinham rebeldia, eram antigoverno, antiestado e iam ao encontro dos pensamentos da juventude negra, consciente e politizada de Londres.

Em 1972, Bob Marley assinou com a CBS Records, em Londres, e saiu em tour com o americano Johnny Nash. O reggae, definitivamente, explodia no Reino Unido. Em 1973, os Rolling Stones gravaram Cherry Oh Baby, do jamaicano Eric Donaldson e um ano depois, Eric Clapton gravou I Shot the Sheriff, de Bob Marley & The Wailers.

Começaram a surgir bandas de reggae inglesas, como Steel Pulse, UB40 e Aswad. Paralelamente, nascia, também, o Lovers Rock, uma espécie de subgênero do reggae, com temas românticos. No caso das bandas, foi difícil para elas serem aceitas pela juventude negra, que não as considerava autênticas. No entanto, acabaram encontrando seu público: os punks. Foram eles os responsáveis pelo sucesso do reggae. Em 1977, The Clash gravou Police and Thieves, de Junior Murvin e bandas pop como The Police, Culture Club e Madness, eram claramente influenciadas pelo estilo nascido na Jamaica.

Já o Lovers Rock começou como uma sacada de produtores, como Dennis Bovell. Eles achavam o reggae um estilo machista, que colocava as garotas apenas como backing vocals. Então, resolveram colocá-las na frente, cantando baladas românticas, incluindo hits da Motown, no ritmo do reggae. Uma das primeiras foi Janet Kay, que teve grande sucesso com Silly Games. Count Shelly, que gravou Ginger Williams’s Tenderness, em 1974, e Louisa Mark, com Caught You in a Lie, foram outros nomes desse gênero, que se firmou com a criação de uma gravadora de mesmo nome.

"Lovers Rock", álbum de Sade.  |  foto: reprodução internet

“Lovers Rock”, álbum de Sade.

O Lovers Rock, diferente do reggae tradicional, era apolítico, mais suave e foi, aos poucos, invadindo as cidades britânicas e levando uma mensagem de união racial. O estilo assumiu a condição de genuína música negra britânica. Nos anos 1980, o estilo se consolidou e ganhou novos adeptos, como Sade e Sugar Minott. Já os jamaicanos Dennis Brown, Gregory Isaacs e Johnny Osbourne, que passaram muito tempo em Londres, levaram o estilo de volta para suas origens.

Em 2011, a BBC Four apresentou um documentário em quatro programas, chamado Reggae Britannia. Para aqueles que quiserem se aprofundar a respeito da importância do reggae e sua influência no Reino Unido, vale a pena assistir.

Ouça “Greatest Hits”, coletânea do The Police:

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Jamaica para todos os gostos: escolha a melhor opção

Se você segue nosso site, o www.jamaicaexperience.com.br, sabe que turismo é uma de nossas áreas de interesse, assim como música, gastronomia e lifestyle. Afinal, um projeto que tem por objetivo fomentar o intercâmbio cultural entre o Brasil e a Jamaica, passa obrigatoriamente pelo turismo, por conhecer e explorar tudo que a ilha tem de mais bonito e interessante.

Através dos textos que temos publicado, você pôde ter contato com um pouco da história, da cultura, das personalidades e peculiaridades da Jamaica. Continuaremos com esse trabalho, mas, além disso, a partir de agora, será possível, também, escolher e comprar seu pacote de viagem para a Jamaica, através do site. Para isso, fechamos uma parceria com a ADVtour, uma empresa especializada em Caribe, que passará a oferecer cinco diferentes pacotes turísticos, de acordo com seu perfil e objetivos.

A ADVtour é uma operadora brasileira que atua há mais de 15 anos no mercado de turismo, com roteiros de viagens internacionais personalizados. Além de ser especialista em Caribe, a empresa também conta com parceiros em companhias aéreas, cruzeiros, hotéis, resorts e pousadas de luxo na América do Sul, América do Norte, América Central, Europa e Oriente Médio. Com sede na cidade de São Paulo, a ADVtour possui agências de viagens representantes em Brasília, Porto Alegre e Vitória, e também áreas comerciais para atender no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Ribeirão Preto e região.

Os cinco pacotes turísticos que elaboramos em conjunto com a ADVtour visam atender pessoas que estão em momentos de vida distintos e que, portanto, têm diferentes expectativas com relação a uma viagem à Jamaica. São eles:

 

foto: Laerte Brasil | Jamaica Experience

1. Take me to Jamaica: começando pela capital, Kingston, esta é a opção para quem quer conhecer belas praias, rios e cachoeiras, além de saber mais sobre Bob Marley. O pacote inclui visitas ao Bob Marley Museum, em Kingston, e ao Bob Marley Mausoleum, em Nine Miles, local onde ele nasceu e está enterrado.

 

foto: reprodução internet

2. Jamaican Music Vibes: se o seu maior interesse na Jamaica é a música, este é o pacote ideal para você. Visitar alguns estúdios, como o lendário Tuff Gong, pertencente à família Marley, dançar ao som do Dub, em algum dos muitos e potentes Sound Systems espalhados pela ilha, ou ir a uma autêntica festa de Dancehall, são algumas das atrações propostas.

 

foto: Shutterstock

3. Family Time: o nome já diz tudo, é para curtir com a família. Além de praias mais tranquilas, passeios a cavalo por lindas paisagens e mergulho com golfinhos em pleno mar do Caribe. Hotéis com ótima infraestrutura e, é claro, toda hospitalidade do povo jamaicano!

 

foto: reprodução internet

4. A Mystic Land: um passeio por locais menos explorados e que fascinam os visitantes, como a Blue Lagoon, cenário do clássico “A Lagoa Azul”, e as Blue Mountains, onde é produzido um dos mais renomados cafés do mundo.

 

foto: Shutterstock

5. Relax Inna Paradise: se você está à procura de um paraíso para relaxar e viver momentos inesquecíveis a dois, esta é a opção para você. Clima perfeito, praias de beleza inigualável, hotéis e resorts que são um verdadeiro convite à paixão e atmosfera envolvente são alguns dos motivos que levam muitos casais de turistas à ilha. Cerimônias de casamento ou bodas, também são uma das especialidades dos resorts jamaicanos.

Para saber todos os detalhes sobre cada pacote, clique aqui. Escolha o seu preferido e boa viagem!

 

foto: Anthony Webb | divulgação Magá Moura

Magá Moura, a profissional que veio do futuro

Magá: da Bahia para o mundo.  Foto: Alex Batista  |  divulgação Magá Moura

Magá: da Bahia para o mundo.

Um sábio amigo me disse, certa vez, que não se preocupava com a escolha profissional do filho, na época, com uns 10 anos de idade. Segundo ele, o mundo tem mudado de forma tão rápida que, muito provavelmente, a profissão a ser escolhida pelo menino ainda nem tivesse sido inventada.

Pois é, foi exatamente o que senti, quando fui incumbida de escrever a respeito de Magá Moura. Além de relações públicas, a moça, baiana de 26 anos e radicada em São Paulo há 17, é coolhunter. Numa tradução livre, uma caçadora de tendências, uma espécie de pesquisadora do futuro.

Diferentemente do que muitos pensam, a profissão não se restringe apenas ao mundo da moda. De acordo com Sabina Deweik, do instituto de pesquisas de tendências de consumo Future Concept Lab, “o coolhunter é um pesquisador que observa em 360 graus o que está acontecendo de novos comportamentos em uma determinada região. Para isso, ele observa várias áreas.”

No último mês de agosto, Magá lançou seu website, o Magá Moura – Life & Style. A moda está presente, seja falando sobre acessórios que ela comprou numa feirinha, em Londres, ou sobre o estilo de alguém que ela conhece. Mas há outros assuntos bem legais, como novos aplicativos e arte de rua. O propósito do site é compartilhar as experiências cotidianas de Magá e, através delas, inspirar os visitantes a viverem suas próprias experiências.

Magá Moura e suas diversas facetas.  |  foto: divulgação Magá Moura

Magá Moura e suas diversas facetas. | foto: divulgação Magá Moura

Mais do que apenas se vestir de maneira marcante, ser um coolhunter significa bater muita perna e observar, observar muito e registrar o máximo possível, em fotos. Agora, para chegar a conclusões a partir do que viu por aí, é preciso ter embasamento, ler muito, estudar, viajar (sempre que possível). Magá, por exemplo, esteve na London Fashion Week, em setembro. Ela já aceitou o convite do Jamaica Experience e pretende, em breve, visitar a Jamaica, onde cobrirá dois aspectos específicos: Lifestyle e Nightlife.

Assunto não vai faltar! Na música, a Jamaica já é uma referência, uma forte influência para diversos artistas, de várias partes do mundo. Da mesma forma, no esporte, com seus atletas de grande destaque mundial. Mas e as artes, o grafite nas ruas, a maneira de se vestir no dia a dia da ilha? E as festas, como se divertem os jamaicanos nos dias ensolarados e nas noites quentes? Então, fica combinado: quando Magá voltar da Jamaica, mostraremos tudo para vocês!

foto: reprodução internet

Jamaicanos famosos, parte dois: difícil escolher…

Há pouco falamos a respeito de alguns jamaicanos ilustres, que fizeram sucesso em áreas que não o esporte e a música. A lista é tão extensa, surpreendente e interessante, que não pudemos resistir e  resolvemos trazer mais algumas histórias.

Grace Jones, por exemplo, nasceu na Jamaica e morou lá, com os avós, até os 13 anos de idade. Foi quando ela e seus familiares mudaram para Nova Iorque, onde seus pais trabalhavam. Muito tímida e magra, sofria bulling na escola, porém, compensava saindo-se muito bem nos esportes. Aos 18 anos, iniciou a carreira de modelo, nos EUA, e em 1970, aos 22, mudou-se para Paris. Sua aparência andrógina fez grande sucesso na cena parisiense e Jones desfilou para Yves St. Laurent e Kenzo e foi capa de revistas como Elle e Vogue. Em Paris, Grace Jones dividia apartamento com Jerry Hall (ex-mulher de Mick Jagger) e Jessica Lange (atriz de King Kong, 1977).

O visual andrógino de Grace Jones foi uma grande influência no movimento "power dressing" dos anos 80 | fotos: reprodução internet

O visual andrógino de Grace Jones foi uma grande influência no movimento “power dressing” dos anos 80 | fotos: reprodução internet

Em 1977, Grace Jones assinou contrato com a Island Records e fez grande sucesso com músicas disco. Após lançar 3 álbuns nesse estilo (“Portfolio”, “Fame” e “Muse”), Jones embarcou no New Wave, lançando os álbuns “Warm Leatherette” (1980) e “Nightclubbing” (1981). Por essa época, adotou o visual com o qual ficou mais conhecida, o corte de cabelo em formato quadrado e roupas acolchoadas.

Grace Jones ao lado de Arnold Schwarzenneger em "Conan, o Destruidor" | foto: divulgação

Grace Jones ao lado de Arnold Schwarzenneger em “Conan, o Destruidor” | foto: divulgação

Em 1984, novos rumos: Grace Jones atuou no filme “Conan, o Destruidor”, com Arnold Schwarzenneger e, no ano seguinte, em “007, A View to a Kill”. Em ambos os casos, foi indicada como melhor atriz coadjuvante.

Grace Jones retomou sua carreira musical e lançou diversos outros discos, sendo o mais recente “Hurricane”, de 2008.

Harry Belafonte, hoje um senhor de 87 anos, não é jamaicano de nascimento, mas americano. Após a separação de seus pais, Harry foi enviado para a Jamaica, terra natal de sua mãe, para viver com parentes. Viveu na ilha durante sua infância e viu de perto a opressão que as autoridades inglesas exerciam sobre o povo negro. Isso o marcou profundamente.

No início da adolescência, voltou a viver com a mãe, no Harlem. Alistou-se na Marinha e lutou na 2ª Guerra Mundial. Após desligar-se da vida militar, ficou um tanto sem rumo e teve vários empregos até achar inspiração ao assistir uma apresentação no American Negro Theater.

Passou a estudar teatro e teve como colegas Marlon Brando e Walter Matthau. Para financiar seu curso de teatro, Belafonte começou a se apresentar como cantor. Primeiro, canções mais pop, depois, passou a se interessar por música folk e, mais adiante, o calipso. É dessa fase o seu maior sucesso, Banana Boat Song (Day-O), do álbum “Calypso”. Além de introduzir na América um novo gênero musical, o álbum “Calypso” foi o primeiro a vender mais de um milhão de cópias.

Harry Belafonte foi apelidado de "Rei do Calypso" | foto: reprodução internet

Harry Belafonte foi apelidado de “Rei do Calypso” | foto: reprodução internet

Belafonte foi um dos organizadores do grupo que gravou We Are The World  |  foto: reprodução internet

Belafonte foi um dos organizadores do grupo que gravou We Are The World | foto: reprodução internet

Paralelamente à carreira musical, Harry Belafonte atuou no cinema e na televisão. Contudo, outra faceta muito importante foi a de ativista político. Ele apoiou o Movimento dos Direitos Civis nos EUA, nos anos 1950, e foi amigo de Martin Luther King. Muitos anos depois, nos anos 1980, teve a ideia de ajudar as crianças da Etiópia, lançando uma canção interpretada por ele e outras celebridades. We Are The World, de Michael Jackson e Lionel Ritchie foi gravada em 1985 e, com enorme sucesso, levantou milhões de dólares para a causa.

Ao longo dos anos, Belafonte apoiou diversas outras causas humanitárias. Além de Embaixador da Boa Vontade, pela UNICEF, lutou para o fim do apartheid, na África do Sul, e foi contra as ações militares americanas no Iraque.

Motivos de orgulho para a Jamaica, por seu talento e seus ideais, Grace Jones e Harry Belafonte são exemplos da diversidade de tipos interessantes que a pequena ilha do Caribe tem sido capaz de produzir.

Ouça “Slave To The Rhythm”, da coletânea “Island Life”, de Grace Jones:

foto: reprodução jamaica

A Jamaica também é um pouco chinesa

Há coisas na vida que a gente nem imagina, como por exemplo, que existe na Jamaica uma grande comunidade de ascendência chinesa. A exemplo do que ocorreu no Brasil, com o fim da escravidão, na Jamaica, também houve dificuldades para substituir a mão de obra nas lavouras. Então, o governo resolveu recrutar trabalhadores na China e também na Índia.

Algumas mulheres jamaicanas de origem chinesa nos anos 30  |  foto: reprodução internet

Algumas mulheres jamaicanas de origem chinesa nos anos 30 | foto: reprodução internet

Os chineses chegaram em grupos, a partir de 1850. Muitos, vinham de passagens por outras ilhas caribenhas e somente o último grupo, de 1884, veio diretamente da China. No total, imigraram inicialmente para a ilha cerca de 1.400 chineses. Em 1905, o governo instituiu medidas para controlar a imigração chinesa e, em 1930, quando já havia cerca de 4.000 pessoas vindas daquele país, dificultou ainda mais.

A medida que seus contratos e trabalho expiravam, os chineses buscavam maneiras de se estabelecer na Jamaica, pois não queriam retornar ao seu país, de onde vieram fugindo da superpopulação, da fome, de secas ou inundações. Assim, começaram a abrir pequenas quitandas em Kingston. Comerciantes natos, conquistaram clientes vendendo em pequenas quantidades, facilitando o pagamento e fazendo permutas. Graças às importações feitas pelos chineses, produtos como arroz, bacalhau, carnes salgadas e farinha de milho passaram integrar a base da dieta jamaicana.

Um dos imigrantes que chegaram nas primeiras levas foi Chin Tung-Kao, que, em 1891, fundou a Sociedade Benevolente Chinesa, a fim de oferecer ajuda social e humanitária aos imigrantes, além de proteger os hábitos e preservar a cultura de seu país natal. A entidade continua em atividade até hoje.

O popular jogo chinês Cash Pot é proibido na Jamaica  |  foto: reprodução internet

O popular jogo chinês Cash Pot é proibido na Jamaica | foto: reprodução internet

Além das quitandas ou mercearias, os imigrantes chineses também abriram lavanderias, padarias e restaurantes. Porém, em 1940, a segunda geração, agora de jamaicanos-chineses, rebelou-se contra seus pais, não queriam ficar restritos ao comércio, nem ao desejo da família, de permanecer ligados à cultura chinesa. Buscaram outros tipos de trabalho e se integraram a alguns aspectos da cultura jamaicana. Um dos exemplos dessa mistura é a popularidade de um jogo chinês chamado Drop Pan (atualmente mais conhecido como Cash Pot). No jogo, aposta-se em números de 1 a 36, que são sorteados, sendo que cada número está associado a um significado. Por exemplo, o número 11 significa cachorro, o número 12, cabeça. Apesar de popular, esse jogo é ilegal, na Jamaica.

Os descendentes de chineses controlam, na Jamaica, redes de supermercado como a Island Grille, Purity e SuperPlus, além de várias padarias e restaurantes. Já tiveram representantes em concursos de Miss Jamaica e, mais recentemente, a ganhadora do The Voice nos EUA (5ª temporada), foi Tessanne Chin, uma jamaicana, filha de pai descendente de chineses e mãe descendente de ingleses e africanos. A etnia chinesa corresponde a cerca de 1,2% da população atual da Jamaica, ou, aproximadamente 34.000 pessoas.

A jamaicana Tessanne Chin é uma das mais famosas representantes da colônia chinesa na ilha. | foto: reprodução internet

A jamaicana Tessanne Chin é uma das mais famosas representantes da colônia chinesa na ilha. | foto: reprodução internet

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Reggae: boa música (também) para crianças

Outubro é o mês da criança e criança adora música! Se for reggae, então, nem se fala… Com ritmo bem marcado e dançante, a música da Jamaica contagia os pequenos. Porém, nem todas as letras e temas são interessantes para eles. Assim, fizemos aqui uma pequena seleção de títulos que vão agradar os filhos, sem complicar a vida dos pais.

O primeiro é  “The Disney Reggae Club”, no qual canções de clássicos como Mogli, A Pequena Sereia e Rei Leão, entre outros, foram transformadas em versões reggae, cantadas por artistas como Ziggy e Cedella Marley, Yellowman e Gregory Isaacs e bandas como UB40 e Steel Pulse. As músicas ficaram tão gostosas de ouvir que a gente chega a pensar que deveriam ter sido lançadas como reggae, desde sempre! Alguns destaques são Bare Necesseties (Mogli), com Steel Pulse, e Under the Sea (A Pequena Sereia), com Gregory Isaacs.

O segundo é “B Is For Bob”. Produzido pelo filho mais velho de Bob Marley, Ziggy, o disco traz remixes de músicas consagradas como Three Little Birds, Redemption Song e Stir It Up. No total, são 12 faixas, sendo 8 remixes, mais 4 que foram mantidas originais (Could You Be Loved, One Love/People Get Ready, Lively Up Yourself e Wake Up and Live, Part 1). Para tornar as músicas mais atraentes às crianças, alguns instrumentos foram subtraídos, outros, adicionados. A transformação mais marcante talvez seja a de Jamming, que ficou meio africana, com sons de tambores e tudo mais.

Finalmente, “Family Time”: alegre, cativante, delicioso de ouvir! Lançado em 2009, por Ziggy Marley, foi considerado um dos melhores álbuns para crianças daquele ano. Dando continuidade ao seu trabalho voltado às crianças (ele é fundador da U.R.G.E., uma ONG que apoia causas de caridade voltadas a crianças da Jamaica, Etiopia e outras partes do mundo), Ziggy reuniu canções próprias e algumas tradicionais da Jamaica, como This Train e Wings of an Eagle. Além de Ziggy Marley, participam do disco sua mãe, Rita Marley, sua irmã, Cedella Marley e convidados como Willie Nelson, Jack Johnson e Paul Simon. Além de onze canções, o disco termina com 2 historinhas narradas por Jamie Lee Curtis, atriz de filmes como “True Lies” e “Sexta-feira Muito Louca”.

É muito importante apresentar boa música para as crianças e esses, certamente, são ótimas opções. Além do mais, aguçam os sentidos e abrem as portas para o mundo do reggae. Vale ouvir em casa, ou manter no carro, para cantar junto com as crianças, durante uma gostosa viagem.

Ziggy em dois momentos de sua vida: quando criança, cantando com o pai, Bob Marley, e adulto, com sua família.  |  fotos: reprodução internet

Ziggy em dois momentos de sua vida: quando criança, cantando com o pai, Bob Marley, e adulto, com sua família.

foto: reprodução internet

Tessanne Chin, uma das (grandes) vozes da Jamaica

A Jamaica tem uma extensão territorial de aproximadamente 11.000 km². Sergipe, o menor estado brasileiro, tem cerca de 22.ooo km². Essa comparação serve apenas para ilustrar a pequena dimensão territorial da Jamaica no planeta, porém, ajuda a tornar ainda mais surpreendente a importância dessa pequena ilha no universo da música.

Jimmy Cliff, o padrinho musical de Tessane Chin.  |  foto: reprodução internet

Jimmy Cliff, o padrinho musical de Tessane Chin.

Até os anos 1940, na Jamaica, havia pouco acesso à musica que se ouvia pelo mundo. Uma única emissora de rádio transmitia basicamente notícias e tocava umas poucas canções americanas. Entre os anos 1940 e 1950, no entanto, esse panorama mudou drasticamente. Começaram a aparecer os sound systems, que trouxeram música às ruas e às festas; a invenção do transistor popularizou os rádios e os espalhou pelas casas, lojas e escritórios; com tantos aparelhos, a ilha ganhou duas emissoras de rádio realmente estruturadas e capazes de entreter o público.

O país que em sua alma, na alma de seu povo majoritariamente negro, era musical somente através do folclore e das músicas religiosas, começaria a tornar-se um grande produtor de gêneros musicais e grandes cantores. Em 1961, foram gravadas as primeiras músicas realmente jamaicanas: Easy Snapping, de Theophilus Beckford e Boogie in My Bones, de Laurel Aitken.

Tessane Chin e Adam Levine, do Maroon 5, seu treinador no The Voice.  |  foto: reprodução internet

Tessane Chin e Adam Levine, do Maroon 5, seu treinador no The Voice. | foto: reprodução internet

Em 1968, surgiu o reggae. Desmond Dekker, que teve sucessivos hits nesse novo período, atingiu um feito histórico com a música Israelites, que foi número um nas paradas inglesas e ficou entre as dez mais pedidas da Billboard americana. Feito ainda maior se considerarmos que esta foi a primeira década em que se produziu música genuinamente jamaicana.

Jimmy Cliff, um dos expoentes do reggae jamaicano, teve como backing vocal uma adolescente nascida na Jamaica, filha de pai descendente de chineses e mãe descendente de ingleses e africanos, Tessanne Chin. Seus pais faziam parte da banda The Carnations. Sua irmã mais velha, Tami Chynn, também é cantora.

Depois da experiência com Cliff, Tessanne começou a compor e iniciou carreira solo. Messenger e Hideaway foram dois de seus primeiros singles. Foram bem avaliados pela crítica, mas a carreira não decolava. Então, Shaggy, com quem ela também já havia trabalhado, insistiu para que Tessanne participasse do programa The Voice, em 2013.

Dona de um formidável controle vocal, ela foi capaz de interpretar canções de gêneros muito distintos durante o programa e saiu-se muito bem em todos eles. De Unconditionally (Katy Perry) a Bridge Over Troubled Water (Simon e Garfunkel), passando por Redemption Song (Bob Marley) e I Have Nothing (Whitney Houston).

Vencedora do concurso, Tessanne firmou um contrato com a Universal Music Group e lançou, no último mês de julho, seu novo álbum, “Count on My Love”. O estilo é soul/pop, com toques de reggae, é claro! A faixa Tumbling Down, uma balada, tem sido a principal faixa de trabalho. Além de uma extensa agenda de shows, Tessane também passou a ser requisitada em importantes eventos, como é o caso da apresentação na Casa Branca, para o presidente dos EUA, Barack Obama, e uma plateia seleta de convidados (assista ao vídeo acima).

E a Jamaica não para de produzir talentos. Na edição atual do The Voice americano (7ª temporada), há mais uma jamaicana participando. Anita Antoinette, nascida em Kingston, foi para os EUA aos 8 anos de idade e é estudante de música. Turn Your Lights Down Low, de Bob Marley, foi a canção que a fez conquistar os jurados. E desta vez, será que mais uma das belas vozes da Jamaica será a vencedora novamente?

Tessane Chin leva o público ao delírio com sua performance vocal.  |  foto: reprodução internet

Tessane Chin leva o público ao delírio com sua performance vocal. | foto: reprodução internet

Ouça na íntegra o disco “Count on My Love”, de Tessane Chin:

foto: reprodução internet

De café a vestuário: conheça os Marley empreendedores

O DNA de Bob Marley é mesmo muito poderoso! Além de filhos que seguiram sua carreira musical, como Ziggy e Damian, gerou empresários como Rohan e Cedella. Alguém poderá dizer que o sobrenome os alavanca, o que não é de todo incorreto, porém, suas escolhas têm sido muito coerentes com a filosofia de vida de Bob e isso parece ser de fato, o grande diferencial dos negócios.

foto: reprodução website Marley Coffee

Rohan Marley administra a marca Marley Coffee.

Rohan Marley fundou a Marley Coffee, em 2009, sobre a qual já falamos em “Marley family e as ideias que mudam o mundo”. Porém, seu espírito inquieto e empreendedor não se deu por satisfeito. Em parceria com o grupo Splash Beverages, criou, também em 2009, a Marley Beverages, com uma linha de bebidas relaxantes à base de chás, ervas e  frutas.

No ano seguinte, Rohan uniu-se à HoMedics e juntos fundaram The House of Marley. Seguindo, de certa forma, o caminho da música, a empresa desenvolve basicamente fones de ouvido e sistemas de som, além de uma linha de acessórios, como mochilas e relógios.

A empresa nasceu com a missão de desenvolver produtos inovadores, fiéis aos princípios da família Marley e herdados de seu patriarca, Bob: igualdade, autenticidade, caridade e sustentabilidade. Os materiais utilizados nos fones, por exemplo, são alumínio reciclado e  fibras naturais, como o algodão, lona e cânhamo. O plástico, quando necessário, é reciclado e reutilizável.

As mochilas e relógios têm inspiração militar, reflexo do gosto pessoal de Bob Marley, e também são produzidos a partir de matérias-primas amigas do meio ambiente. Como em outras empreitadas da família, parte da renda obtida com a venda dos produtos da House of Marley são revertidos para a 1Love, a fundação familiar que cuida de projetos de caridade.

The House of Marley: produtos inovadores que seguem os princípios da família Marley.| fotos: reprodução website The House of Marley

The House of Marley: produtos inovadores que seguem os princípios da família Marley.| fotos: reprodução website The House of Marley

Cedella Marley, que também já atuou como cantora nos Melody Makers, é escritora de livros infantis, CEO da Tuff Gong International (estúdios, gravadora e distribuidora) e dona da Cedella Marley Design, que desenvolve coleções de vestuário para várias marcas, além de móveis e acessórios para casa. Cedella tem diversas linhas de vestuário, como “Catch a Fire”, “High Tide”, “Nice Time Deconstructed” e “Nice Time Kids”. Na sua visão, as peças que cria são algo como “Grace Jones encontra meu pai – muito inspiradas no universo musical e um pouco retrô.”

Cedella Marley: designer, escritora, administradora e cantora.  |  foto: reprodução internet

Cedella Marley: designer, escritora, administradora e cantora. | foto: reprodução internet

Cedella Marley é, ainda, diretora da Bob Marley Foundation, na qual supervisiona uma gama de programas de assistência financeira e outros recursos, destinados a instituições como hospitais, escolas e lares para idosos, na Jamaica. A fundação também oferece bolsas de estudos e promove seminários em diversas áreas, visando ampliar as oportunidades de trabalho.

Você é capaz de fazer o que quiser, desde que esteja disposto a trabalhar duro. Se você vai fazer alguma coisa, faça direito. Seja verdadeiro com você mesmo e tudo mais fará sentido. Pequenos conselhos dados por Bob Marley a seus filhos e que, pelo jeito, foram bem compreendidos.

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The Harder They Come: o filme que mostrou a Jamaica ao mundo

Jimmy Cliff é o protagonista de "The Harder They Come" | foto: reprodução internet

Jimmy Cliff é o protagonista de “The Harder They Come” | foto: reprodução internet

Apenas 10 anos após a Jamaica tornar-se independente, em 1972, foi produzido no país o filme que é até hoje considerado o mais importante. “The Harder They Come” (no Brasil, “Balada Sangrenta”), protagonizado pelo cantor de reggae Jimmy Cliff, foi o primeiro longa-metragem a ser totalmente filmado na Jamaica, com elenco e diretor jamaicanos. Mais do que isso, mostrava a realidade de exploração e crimes que aconteciam na capital, Kingston. A trilha sonora, com músicas de Desmond Dekker, Toots and the Maytals, além do próprio Cliff, ajudou a popularizar o reggae pelo mundo.

A história do filme é inspirada na vida de um criminoso que ganhou fama na ilha, nos anos 1940. Seu nome era Vincent “Ivanhoe” Martin, mais conhecido como Rhyging. Por seus sucessivos crimes de roubo e assassinatos, além de várias fugas da prisão, Rhyging tornou-se um fora da lei lendário na Jamaica. Sua vida foi glamurizada e ele virou uma espécie de herói popular.

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“The Harder They Come” foi totalmente filmado na Jamaica.

Em “The Harder They Come”, dirigido por Perry Henzel, Cliff faz o papel principal e se chama Ivanhoe (ou apenas Ivan) Martin. A história se passa nos anos 1970; Ivan é um garoto do interior que vai para Kingston, a fim de tentar a carreira de cantor. Em meio às dificuldades e tensões sociais da época, ele acaba cometendo um furto e sendo convidado a trabalhar no tráfico de drogas. Ivan/Cliff escreve a canção que dá nome ao filme e a mostra a um produtor que, apesar de se interessar por ela, lhe paga uma miséria.

Ivan envolve-se  numa sucessão de crimes ligados ao tráfico, mata várias pessoas, incluindo policiais, e foge diversas vezes. Paralelamente, o tal produtor musical lança a música composta por Ivan/Cliff, que se torna um sucesso instantâneo. No final… não, é melhor assistir para saber!

“The Harder They Come” fez de Perry Henzel o mais importante diretor jamaicano, promoveu o reggae na Europa e nos EUA e levou a carreira musical de Jimmy Cliff ao estrelato. Ele, que na época já era conhecido e admirado por músicos como Bob Dylan, tornou-se um dos grandes astros do reggae.

Em 2005, o filme foi adaptado para o teatro, no Reino Unido, e apresentado também em Miami e Toronto. O próprio Henzel cogitava fazer um remake ou uma continuação do filme, mas não concluiu o projeto e faleceu, em 2006. Sua filha, Justine Henzell, em parceria com uma companhia britânica e outra canadense, tem trabalhado há algum tempo no remake, mas as filmagens ainda não começaram.

Os grandes méritos do filme (além da trilha sonora incrível, e que o mantém tão significativo até os dias de hoje) são ter mudado a maneira de representar a Jamaica internacionalmente e ter espalhado sua música e cultura vibrantes pelo mundo.

Ouça a trilha sonora do filme “The Harder They Come”: