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JAMRock Reggae Cruise: vibrações em alto-mar!

Cruzeiros temáticos são uma verdadeira febre pelo mundo. As razões são muitas, mas, a principal delas, talvez seja a segmentação. Explico: a oportunidade de viajar em um grupo que partilha uma mesma paixão parece encantar as pessoas. Não importa se o tema é seu time do coração, cidades sagradas ou seu artista favorito. Os cruzeiros temáticos são um sucesso e, pelo jeito, vieram para ficar.

Um caso de grande êxito é o JAMRock Reggae Cruise, entre Miami e Jamaica. Com sua primeira edição em 2014, o evento foi tão bem sucedido que levou a organização a oferecer dois cruzeiros na sequência, sendo um de Miami a Montego Bay e outro, imediatamente após, de Miami a Falmouth e Ocho Rios.

O navio utilizado no cruzeiro e alguns dos nomes já confirmados para a próxima edição. | fotos: reprodução internet

O navio utilizado no cruzeiro e alguns dos nomes já confirmados para a próxima edição.

Cada cruzeiro consiste em cinco noites a bordo do Norwegian Pearl, um navio com capacidade para 2.400 passageiros e todas as facilidades e atrações esperadas. Quadras esportivas, sala de ginástica, pista de boliche, teatro e uma área destinada às crianças, com diversas atividades.

O cantor Damian Marley é o idealizador do projeto.  |  foto; reprodução inetrnet

O cantor Damian Marley é o idealizador do projeto.

Como tantas outras coisas boas que acontecem na Jamaica, a JAMRock Productions, organizadora dos cruzeiros, tem por trás um membro da família Marley. No caso, Damian Marley – filho mais novo de Bob – em parceria com seu empresário, Dan Dalton. Os Marley, como se sabe, sempre trabalham em família, então, além de Damian, também seus irmãos Stephen, Julian e Ki-Mani apresentam-se durante a viagem.

Muitos outros artistas como Protoje, Tarrus Riley, Christopher Ellis e bandas, como Morgan Heritage e Third World serão parte das atrações (clique aqui e veja a lista completa dos artistas). Sim, porque um cruzeiro cujo tema é reggae só pode ser embalado por muito reggae.

O cuidado está em todos os detalhes: jerk chicken diariamente, filmes jamaicanos e com temática reggae todas as tardes e muita música, alternando entre DJs, cantores, veteranos do reggae e estrelas atuais do dancehall. Agora, o grande barato de um cruzeiro assim é justamente a oportunidade de estar próximo de seus ídolos, viver com eles a experiência da viagem.

Ainda dá tempo de viajar a bordo de um desses cruzeiros, mas é preciso se apressar pois, apesar de acontecerem no final do ano, já estão quase lotados (85% de ocupação em meados de março). O primeiro, sai de Miami em 30 de novembro, voltando em 5 de dezembro e o segundo, sai nesse mesmo dia e retorna no dia 10. Os preços começam em US$724,00, em cabine interior e vão até US$2.774,00, em suíte com vista para o mar. Todas as refeições (exceto bebidas) e entretenimento estão incluídos no preço.

Veja abaixo como foi a última edição do Jamrock Reggae Cruise:

A Capa de "Chant Down Babylon", tributo hip-hop ao rei do reggae. | Foto: reprodução internet

Covers, tributos, versões: para manter vivos grandes ídolos

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Bob Marley está entre os artistas que mais possuem covers de suas músicas em todo o mundo.

No início da era das gravadoras, a distribuição dos discos era bastante regional. Quando uma música começava a tornar-se muito popular numa região, era comum que gravadoras concorrentes, de outras regiões, gravassem a mesma música com outro intérprete e a distribuísse em sua área. A cobertura de uma nova área deu origem às primeiras covers (cover=cobertura, em inglês).

Muitos artistas e bandas iniciaram suas carreiras fazendo covers. Afinal, é uma maneira segura de mostrar seu talento vocal e/ou instrumental, sem a preocupação de apresentar um repertório desconhecido. Alguns fazem do cover sua carreira, apresentam-se com frequência em bares, festas ou casamentos e conseguem um bom salário.

Elvis Presley, Michael Jackson, Beatles, U2… Para cada um desses, há inúmeros artistas mundo afora, cantando suas músicas, trazendo seu repertório às novas gerações. Assim acontece com Bob Marley, ícone da música jamaicana, que ajudou a divulgar o reggae. O número de covers de Marley é tão expressivo que, em seu site oficial, há uma área exclusiva para divulgá-los.

Há versões famosíssimas, nas vozes de cantores igualmente famosos, como I Shot The Sheriff, com Eric Clapton e Could You Be Loved, com Joe Cocker. Outras, mais contemporâneas, mas também interpretadas por cantores famosos, como Jack Johnson e Ben Harper (High Tide or Low Tide) e Rihanna (Is This Love). Mas há, também, versões maravilhosas e emocionantes, nas vozes de aspirantes, de quase anônimos, de artistas de rua. Só para ter se uma ideia, colocamos aqui dois vídeos (assista abaixo), um da França, com Tamara Nivillac e outro da Inglaterra, com AHI e sua filha, uma graça!

Um projeto extremamente interessante e que tem muita afinidade com o mundo dos covers é o Playing For Change, idealizado por dois americanos, Mark Johnson e Whitney Kroenke. O projeto viaja o mundo todo, filmando e gravando a interpretação de vários artistas, para uma mesma música. Depois, tudo é editado e agrupado numa só versão, com os diferentes intérpretes cantando juntos (apesar de fisicamente separados!). Canções dos Beatles, Rolling Stones e, é claro, Bob Marley, são uma constante nos 3 álbuns. O projeto gerou a ONG Playing For Change Foundation, bem alinhada com os princípios que Marley defendia, dedicada a construir escolas de artes e música pelo mundo.

Uma linda versão da música War/No More Trouble, de Bob Marley, está no álbum “Songs Around the World”, lançado em 2009 pelo Playing For Change (assista abaixo). War é derivada de um discurso feito por Haile Selassie (imperador etíope, considerado Deus pelos rastafáris), que Marley adaptou e musicou.

Outro tipo de cover é aquele que dá nova roupagem às canções. Nesse estilo, em 1999, foi lançado um CD chamado “Chant Down Babylon”, no qual canções de Bob Marley foram remodeladas no estilo hip-hop e interpretadas por gente como Erykah Badu, Lauryn Hill e Steven Tyler (ouça abaixo, na íntegra). No mesmo ano, o DVD “One Love All-Star Marley Tribute”, documentou o concerto em homenagem ao CD (“Chant Down Babylon”). Além da presença de parte dos artistas que trabalharam no CD, outros, como Jimmy Cliff e Tracy Chapman, também participam. De quebra, faixas bônus, com canções interpretadas pela família Marley. Um grande show e um DVD de qualidade excepcional!

Para finalizar, duas dicas de interpretações que também valem a pena ser vistas, ambas no programa The Voice. A primeira, Mitchell Brunings, cantando Redemption Song, na versão holandesa de 2013 e a segunda, Anita Antoinette (jamaicana), na versão americana que está atualmente no ar, com Turn Your Lights Down Low.

Ouça o disco “Chant Down Babylon” na íntegra: