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JAMRock Reggae Cruise: vibrações em alto-mar!

Cruzeiros temáticos são uma verdadeira febre pelo mundo. As razões são muitas, mas, a principal delas, talvez seja a segmentação. Explico: a oportunidade de viajar em um grupo que partilha uma mesma paixão parece encantar as pessoas. Não importa se o tema é seu time do coração, cidades sagradas ou seu artista favorito. Os cruzeiros temáticos são um sucesso e, pelo jeito, vieram para ficar.

Um caso de grande êxito é o JAMRock Reggae Cruise, entre Miami e Jamaica. Com sua primeira edição em 2014, o evento foi tão bem sucedido que levou a organização a oferecer dois cruzeiros na sequência, sendo um de Miami a Montego Bay e outro, imediatamente após, de Miami a Falmouth e Ocho Rios.

O navio utilizado no cruzeiro e alguns dos nomes já confirmados para a próxima edição. | fotos: reprodução internet

O navio utilizado no cruzeiro e alguns dos nomes já confirmados para a próxima edição.

Cada cruzeiro consiste em cinco noites a bordo do Norwegian Pearl, um navio com capacidade para 2.400 passageiros e todas as facilidades e atrações esperadas. Quadras esportivas, sala de ginástica, pista de boliche, teatro e uma área destinada às crianças, com diversas atividades.

O cantor Damian Marley é o idealizador do projeto.  |  foto; reprodução inetrnet

O cantor Damian Marley é o idealizador do projeto.

Como tantas outras coisas boas que acontecem na Jamaica, a JAMRock Productions, organizadora dos cruzeiros, tem por trás um membro da família Marley. No caso, Damian Marley – filho mais novo de Bob – em parceria com seu empresário, Dan Dalton. Os Marley, como se sabe, sempre trabalham em família, então, além de Damian, também seus irmãos Stephen, Julian e Ki-Mani apresentam-se durante a viagem.

Muitos outros artistas como Protoje, Tarrus Riley, Christopher Ellis e bandas, como Morgan Heritage e Third World serão parte das atrações (clique aqui e veja a lista completa dos artistas). Sim, porque um cruzeiro cujo tema é reggae só pode ser embalado por muito reggae.

O cuidado está em todos os detalhes: jerk chicken diariamente, filmes jamaicanos e com temática reggae todas as tardes e muita música, alternando entre DJs, cantores, veteranos do reggae e estrelas atuais do dancehall. Agora, o grande barato de um cruzeiro assim é justamente a oportunidade de estar próximo de seus ídolos, viver com eles a experiência da viagem.

Ainda dá tempo de viajar a bordo de um desses cruzeiros, mas é preciso se apressar pois, apesar de acontecerem no final do ano, já estão quase lotados (85% de ocupação em meados de março). O primeiro, sai de Miami em 30 de novembro, voltando em 5 de dezembro e o segundo, sai nesse mesmo dia e retorna no dia 10. Os preços começam em US$724,00, em cabine interior e vão até US$2.774,00, em suíte com vista para o mar. Todas as refeições (exceto bebidas) e entretenimento estão incluídos no preço.

Veja abaixo como foi a última edição do Jamrock Reggae Cruise:

Reggae Shark: um dos sucessos do canal do YouTube "Barely Political". | foto: reprodução internet

Reggae Shark: um astro jamaicano na web

A velocidade dos negócios relacionados à internet é impressionante. O canal “Barely Political”, por exemplo, foi criado em junho de 2007,  por Ben Relles. A estreia do canal foi com o vídeo “I Got a Crush… on Obama”, que acabou se tornando viral. Em outubro do mesmo ano, o canal foi vendido para a Next News Network e em 2011 foi adquirido pelo YouTube. Hoje, “Barely Political” é um dos 36 canais do YouTube a ultrapassar os 2 bilhões de visualizações e tem mais de 4 milhões de assinantes.

Sucesso do Reggae Shark é tanto que já há até camisetas do personagem à venda.  |  foto: reprodução internet

Sucesso do Reggae Shark é tanto que já há até camisetas do personagem à venda.

Além de sátiras políticas, caminho por onde começou, o canal também faz paródias de celebridades, cultura pop e de memes da internet. Entre as séries que produz, “Key of Awesome” é uma das mais bem sucedidas. Ao contrário do que acontece com a maioria dos YouTubers, o pessoal do “Barely”, como o escritor e ator Mark Douglas, é mais velho (na faixa dos 40 anos) e veio de outras áreas, como stand up comedy.

E por que resolvemos falar desse assunto no site do Jamaica Experience? Simples, o “Key of  Awesome” tem três vídeos muito legais relacionados à Jamaica: “Reggae Shark”, “Reggae Shark Returns” e “Reggae Sharknado”. Em todos eles, que são animações, o personagem principal é um tubarão que vive nos mares da ilha. O primeiro vídeo conta sua origem e como ele se tornou um herói local, combatendo a corrupção. O segundo faz uma analogia com os músicos e artistas que deixaram a Jamaica para fazer carreira nos EUA. Já no terceiro, ele é chamado a combater uma espécie de “tornado de tubarões” que ameaça a sobrevivência de toda uma população, numa clara referência à franquia “Sharknado”, produzida pelo canal de TV americano SyFy. Diversão, crítica e um pouco de reggae.

Para quem gosta de música e de rir um bocado, há sátiras bem engraçadas de clipes da Rihanna, Lady Gaga, Maroon 5 e um bem famoso, da cantora americana Kesha. Uma boa dica para se divertir sozinho ou com os amigos.

Assista abaixo à playlist com os três episódios da websérie lançados até aqui:

foto: divulgação Leões de Israel | ilustração: Hiro Kawahara

Projeto brasileiro de reggae inclui as crianças

Seguindo o exemplo de  “The Disney Reggae Club”, “B Is For Bob” e “Family Time” – sobre os quais falamos em “Reggae: música boa (também) para crianças” – a banda brasileira Leões de Israel está lançando o projeto Reggae Little Lions, dedicado aos pequenos.

Leões de Israel: banda já acumula quatorze anos de estrada.  |  foto: divulgação Leões de Israel

Leões de Israel: banda já acumula quatorze anos de estrada.

A banda, uma das mais importantes no cenário do reggae nacional, existe desde o ano 2000, tendo lançado três álbuns. Além de várias turnês pelo Brasil, em 2006 os Leões de Israel participaram do “Rebel Salute Festival”, na Jamaica. Uma honra, pois foi a única banda brasileira de reggae a ser convidada em toda história do festival. A banda vem conquistando seu espaço e já acompanhou cantores como Gregory Isaacs, Clinton Fearon, Max Romeo e Marcia Griffiths.

Foi durante um show no Centro Cultural, em São Paulo que a ideia do projeto surgiu. Na ocasião, havia muitas crianças curtindo o show, cantando e dançando. Percebendo a energia das crianças e sua identificação com a sonoridade das músicas, Edu Sattajah, baixista e Thyago Braulio, produtor, começaram a pesquisar e não encontraram por aqui nada semelhante aos projetos internacionais, destinados às crianças.

Edu Sattajah, um dos idealizadores do Reggae Little Lions.  |  foto: divulgação

Edu Sattajah, um dos idealizadores do Reggae Little Lions.

O grupo quis ir além e elegeu a acessibilidade como um dos diferenciais do projeto. Assim, o show Reggae Little Lions terá tradução em LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais, utilizada para a comunicação dos deficientes auditivos) e também um “shake”, espécie de plataforma que transmite a vibração das ondas sonoras, permitindo que o público possa, de fato, sentir a música.

Para dar ainda mais graça a essa ideia tão legal, o ilustrador Hiro Kawahara (autor, entre outros trabalhos, de muitas toalhinhas de bandeja do Mc Donald’s) criou um pequeno leão para ser o símbolo do projeto. Tudo muito bem pensado e feito com carinho e respeito.

É isso. Boas ideias devem mesmo ser imitadas e, se possível, aprimoradas. Nesse caso, todas as crianças e em especial aquelas com deficiência auditiva, serão incluídas e beneficiadas. O show será gratuito e acontecerá no próximo dia 7 de junho, às 16 horas, na Praça Victor Civita, em Pinheiros, São Paulo.

Local: Praça Victor Civita
Endereço: Rua do Sumidouro, 580 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05428-070
Telefone: (11) 3031.3689
Como chegar: ao lado do Terminal Pinheiros (Rua Gilberto Sabino, s/n – Pinheiros), da Estação Pinheiros do Metrô (Linha 4 – Amarela) e da Estação Pinheiros da CPTM (Linha 9 – Esmeralda).

Ouça à playlist com músicas da banda Leões de Israel:

foto: reprodução internet

Vamos celebrar o reggae!

O primeiro ministro Michael Manley recebe Nelson Mandela e Winnie na Jamaica | foto: reprodução internet

O primeiro ministro Michael Manley recebe Nelson Mandela e Winnie na Jamaica

O reggae nasceu na Jamaica, no final dos anos 1960 e influenciou a música mundial. Porém, a consciência a respeito da força e da real importância desse ritmo é algo relativamente recente na ilha. Cada vez mais, os jamaicanos têm se orgulhado de sua cultura e de como ela é admirada mundo afora. Por conta disso, surgiram eventos que enaltecem o ritmo que ajudou a tornar a Jamaica conhecida internacionalmente.

Um deles, o International Reggae Day (IRD), acontece desde 1994 e tem uma história interessante. Em 1991, Nelson Mandela e sua mulher à época, Winnie, visitaram a Jamaica. Mandela havia saído da prisão no ano anterior e ambos foram calorosamente recebidos. Num discurso feito durante a visita, Winnie  disse que o reggae havia sido uma fonte de inspiração para o povo sul-africano, em sua luta contra o apartheid.

Ao ouvir essas palavras, Andrea Davis, uma administradora musical jamaicana, teve a ideia de criar um evento que celebrasse a importância do reggae na Jamaica e em todo o mundo. Assim, em 1 de julho de 1994 o IRD foi lançado e, a partir de 2000 – quando foi proclamado pelo Governador Geral – tornou-se um evento anual. Acontece sempre em 1 de julho, em Kingston, e são 24 horas de reggae em shows, exposições e workshops, com transmissão pela TV, rádio e internet.

Beenie Man, Mya & Deejay Spice, Vybz Kartel & Gaza Slim, Mavado e Chronixx são artistas que já se apresentaram no Reggae Sumfest.  |  fotos: reprodução internet

Beenie Man, Mya & Deejay Spice, Vybz Kartel & Gaza Slim, Mavado e Chronixx são artistas que já se apresentaram no Reggae Sumfest.

O Reggae Sumfest é o maior festival de música da Jamaica e acontece desde 1993, em Montego Bay, sempre na terceira semana de julho. Além de reggae, o festival também tem dancehall, R&B e hip hop, chegando a atrair mais de 30.000 pessoas.

Com o lema “Promoting Music, the Universal Force”, o Sumfest começa com uma grande festa na praia, animada por DJs e, nos dias seguintes, traz atrações como Shaggy, Sean Paul, Rihanna e Lionel Richie. Em 2014, Chronixx, Tessanne Chin e Freddie McGregor foram apenas alguns dos artistas a se apresentarem. A organização do festival ainda não divulgou a programação para este ano, mas as datas estão confirmadas: de 12 a 18 de julho.

No ano de 2015, Bob Marley completaria 70 anos e uma série de eventos foram programados dentro e fora da Jamaica para celebrar a data. No dia 6 de fevereiro, data do nascimento de Bob, no Museu Bob Marley, em Kingston – o mesmo visitado recentemente pelo presidente americano Barack Obama (leia Barack Obama na Jamaica: Yes, they can!) – houve jam sessions e performances dos chamados “Marley 70 ambassadors”, Chronixx, Kabaka Pyramid e No-Maddz, além de simpósios sobre reggae. Já no dia seguinte, a Bob Marley Foundation promoveu um show gratuito na orla de Kingston.

Batizado de Redemption Live, o show trouxe, além dos filhos de Marley, Tarrus Riley, Cocoa Tea, Freddie McGregor, Marcia Griffiths (uma das I Three, trio de backing vocals que acompanhava Bob Marley), I-Octane, Capleton, Judy Mowatt (também das I Three), Jermaine Edwards entre outros (assista ao trecho do show abaixo).

Estados Unidos, Inglaterra, Itália, Canadá e Romênia são exemplos de países onde houve eventos para comemorar o nascimento do grande astro do reggae. Parece incrível que, mais de 30 anos após sua morte, Bob Marley continue a ter uma enorme legião de fãs. Em plena era digital, é a celebridade póstuma com o segundo maior número de seguidores (mais de 73 milhões) no Facebook. Perde apenas para Michael Jackson, morto há menos de 6 anos.

Assista ao clipe israelense em homenagem aos 70 anos de Bob Marley:

foto: reprodução internet

Jamaica Jazz and Blues Festival: música para todos

Boas ideias, muitas vezes, surgem a partir da necessidade de resolver um problema. Assim foi com o Jamaica Jazz and Blues Festival que teve, em janeiro de 2015, sua 19ª edição. A Jamaica é um destino turístico tradicionalmente ligado ao verão, já que as praias e atividades ao ar livre são as atrações mais conhecidas. Por essa razão, há uma queda significativa no número de turistas que visitam a ilha nos meses de inverno, gerando prejuízo para as companhias aéreas.

Para amenizar essa situação, o então vice-presidente da Air Jamaica, Allen Chastenet, pensou em criar um festival de música, como forma de atrair visitantes na baixa temporada. Contratou um produtor experiente, Walter Elmore, e em novembro de 1996 acontecia o primeiro Air Jamaica Jazz and Blues Festival, na histórica Rose Hall Great House. Foi algo relativamente pequeno, com público de 1500 pessoas, mas que aos poucos foi se consolidando.

A partir de 1998, o festival passou a acontecer em Ocho Rios, na James Bond Beach. George Benson, Erykah Badu, Black Uhuru, Kool and the Gang e Al Jarreau foram alguns dos artistas que passaram pelo festival em seus primeiros anos. Os meses de outubro e novembro, quando o festival era realizado, são meses muito chuvosos na Jamaica e isso levava a cancelamentos ou encurtamento de algumas apresentações. Em 1999, o festival não aconteceu e foi estabelecido que janeiro seria o mês ideal, ainda com pouco movimento e sem chuvas.

Em 2001, o festival voltou a ser apresentado em Montego Bay, agora no campo de golfe Cinnamon  Hill, em Rose Hall. Com o passar dos anos, contudo, as despesas com o evento tornaram-se  muito altas para a Air Jamaica. A solução foi vendê-lo para Walter Elmore, em 2004. Alcançando boa repercussão dentro e fora do país, o festival cresceu muito, chegando a um público de  mais de 30.000 pessoas. Em 2009, a companhia aérea abdicou do nome e o festival passou a chamar-se Jamaica Jazz and Blues Festival.

Desde 2010, o Jamaica Jazz and Blues Festival tem sido apresentado no Greenfield Stadium, em Trelawny. O estádio multiuso, construído em 2007, trouxe mais conforto e comodidade para o público que lá pôde ver nomes como Joss Stone, Maroon 5 e Natalie Cole. Em janeiro de 2015, entre os dias 29 e 31, algumas das atrações foram a cantora pop, Mariah Carey, o ícone do R&B, Charlie Wilson, as garotas do The Pointer Sisters e a banda de roots reggae Morgan Heritage. Música para todos os gostos, num dos maiores festivais musicais da Jamaica.

Assista à apresentação de Richie Stephens, no Jamaica Jazz and Blues Fest 2015:

Jah9, uma das representantes da nova geração do reggae jamaicano. | foto: divulgação Jah9

O lugar da mulher na música jamaicana – parte 2

Atualmente, há na Jamaica uma nova safra de cantores e bandas de reggae lançando um outro olhar sobre o roots reggae. O auge do roots reggae aconteceu nos anos 1970, com grande influência espiritual do movimento rastafári e nomes como Johnny Clarke, Cornell Campbell, Bob Marley, Peter Tosh, Burning Spear e bandas como Black Uhuru, Steel Pulse e Culture.

Respeitar o passado, ter algo a dizer nas letras, tocar ao vivo e trabalhar de forma colaborativa com outros artistas. Essas regras são a base do trabalho da nova geração que, antes de simplesmente reeditar o passado, quer escrever seu presente de forma significativa. Chronixx, Protoje e a banda Raging Fyah são alguns exemplos.

No que se refere à presença feminina, se antes poucas mulheres se destacaram, hoje, Jah9, Etana, Sevana e Xana Romeo são algumas das cantoras que, seguindo essa mesma linha, têm ganho espaço e respeito no contexto do novo roots reggae.

As mulheres que são "a cara" do novo roots reggae jamaicano. | fotos: reprodução internet

As mulheres que são “a cara” do novo roots reggae jamaicano. | fotos: reprodução internet

Jah9 – ou Janine Cunningham – cantava desde criança mas, na universidade, com os amigos rastafári, encontrou lugar para sua poesia e suas ideias. A carreira propriamente dita começou em 2011, quando lançou os singles “Keep Holding On” e “Warning”. Em 2013, após mais alguns singles, lançou o álbum “New Name”. Nele, há canções que falam de temas como a hipocrisia autoritária (Intention e Preacher Man), ou que fazem referência à viagem psicológica provocada pelo uso da “erva sagrada” (Taken Up). A favorita do público, Avocado, é uma canção leve e divertida, sobre uma garota, inspirada em seu dia a dia pelas ideias rastafáris (assista ao clipe abaixo).

Nascida em 1983, assim como Jah9, Etana também gostava de cantar quando menina. Aos nove anos, mudou-se para os EUA com a família e lá chegou a fazer parte de um grupo vocal chamado Gift, no início dos anos 2000. Contudo, ela não se sentia à vontade com as demandas da indústria da música, que incluíam o uso de roupas sexy e letras sem grande profundidade. De volta à Jamaica, em 2005 Etana tornou-se backing vocal do cantor Richie Spice. Seu sucesso era tanto, que foi encorajada a iniciar carreira solo. Primeiro, gravou o single “Wrong Address”, de sua autoria e em 2008, lançou seu álbum de estreia, “The Strong One”. Curiosamente, seu nome verdadeiro é Shauna McKenzie e Etana é um nome em Swahili que significa “the strong one”. Etana lançou, posteriormente, mais três discos: “Free Expressions” (2011), “Better Tomorrow” (2013, gravado no Tuff Gong Studios) e “I Rise” (2014).

Sevana Siren tem 23 anos e é uma das grandes promessas da temporada. Nascida numa zona rural, Sevana diz inspirar-se em todos os lugares, todas as pessoas e todas as coisas. Além de cantar, também compõe e tem um estilo definido como indie-reggae. Ela gravou apenas dois singles, “Chant It” (2013) e “Bit Too Shy” (2014), mas, certamente, vale a pena acompanhar seus próximos passos.

Finalmente, a jovem Xana Romeo, de apenas 21 anos e filha do veterano cantor de reggae Max Romeo. Em 2014, Max lançou um disco chamado “Father & Sons”, juntamente com seus dois filhos adolescentes, Romario e Ronaldo, ou Rominal (grande dupla!). Agora, é a vez da filha, cuja linda voz tem gerado grandes expectativas. Ela já lançou dois singles: em 2014, “No Love” e em 2015, “Righteous Path” (ouça abaixo).

É bom perceber que a nova geração do roots reggae tem mulheres na linha de frente e não apenas nos backing vocals. Melhor ainda, elas têm muito a dizer e a cantar. Essas meninas prometem!

Assista ao clipe “Reggae”, da cantora Etana:

Julian Marley no palco do Espaço das Américas | foto: Fabiano Oliveira

The Wailers & Julian Marley: mágico!

2015 começou muito bem para os amantes de reggae no Brasil. Isso porque o The Wailers, banda ícone do reggae mundial – conhecida, entre outras coisas, por ter sido a banda do rei do reggae, Bob Marley – esteve de passagem por aqui em turnê que percorreu quase todo o país.

O grupo, que já esteve no Brasil em muitas outras oportunidades, desta vez resolveu presentear os fãs com uma apresentação histórica e subiu ao palco pela primeira vez acompanhando o filho do rei, Julian Marley. Mais: reuniu vários integrantes de uma formação clássica, que excursionaram ao lado de Bob Marley entre 1974 e 1981.

Capitaneados pelo lendário baixista Aston “Familyman” Barrett, integrante da formação original, o “The Wailers Band Reunion”, como ficou conhecida esta formação especial, percorreu 15 cidades brasileiras e desembarcou em São Paulo no final de janeiro para um show que ficará marcado para sempre como uma das performances mais emblemáticas do grupo jamaicano em terras tupiniquins.

Músicos como Earl “Chinna” Smith (guitarra), Tyrone Downie (teclados) e Glen DaCosta (sax), além do próprio baixista Aston Barrett, acompanhado de seu filho Aston Barrett Jr. na bateria, garantiram a sonoridade clássica dos Wailers. Julian Marley, com sua presença de palco e energia, representou muito bem o pai e levou o público à loucura com um repertório nada convencional.

É claro que o Jamaica Experience estava lá para conferir tudo isso! Veja no álbum acima como foi esta noite mágica e confira ainda uma entrevista exclusiva que fizemos com Julian Marley e Aston “Familyman” Barret para o nosso canal no Youtube. Pra ficar tudo melhor ainda, cobertura e entrevista “by” Magá Moura. Não dá pra perder, certo?

E só pra não perder o costume: fiquem ligados, vem muito mais por aí!

Assista a seguir à cobertura exclusiva do show para o Jamaica Experience:

Foto: reprodução internet

World A Reggae – Lucky Dube: sensibilidade, militância e voz

Passados sete anos e cinco meses do assassinato do maior expoente do reggae africano (comparável apenas a Alpha Blondy em termos de representatividade), ainda elabora-se o luto da perda trágica de um dos mais importantes críticos do apartheid, da voz grave e de falsetes poderosos, dos teclados característicos de sua banda (The Slaves) e da presença de palco que costumava hipnotizar grandes plateias. É tempo de lembrar e de prestar homenagem a ele, Lucky Philip Dube – ou simplesmente Lucky Dube, um grande artista

Nascido na pequena cidade de Ermelo (África do Sul) no dia 03 de Agosto de 1964, Lucky Dube foi abandonado pela mãe ainda muito novo e foi filho de pais separados antes mesmo de nascer. Porém, não lhe faltaria uma figura materna. O exercício da maternagem veio a ser realizado por Sarah Khanyi, sua avó materna e responsável pelo registro do nome Lucky (literalmente a ideia de um garoto de sorte, muito provavelmente em função de não ter perdido aquilo que a psicanálise considera como a condição sine qua non para a constituição do indivíduo, isto é, um primeiro vínculo fundante e que garante segurança estrutural à criança) – ou seja, devemos parte da grandeza de Lucky Dube a esta senhora que o acolheu, juntamente com seus irmãos (Thandi e Patrick), e de quem o astro se aproxima com carinho no vídeo extraído do documentário “Lucky Dube – The Man & The Music” (assista abaixo).

Dramas familiares carregados de emotividade sempre inspiraram as letras de Lucky Dube. Seria possível destacar o caso da belíssima canção do vídeo acima – Oh, My Son (I’m Sorry) – ou ainda a tocante Hold On, do álbum House Of Exile (ouça a faixa abaixo). Ainda criança, Lucky Dube foi jardineiro e ajudou a garantir a renda mínima da família sem, no entanto, abrir mão do direito à escolarização. Foi na escola que nasceu seu interesse por literatura e onde pôde exercer o trabalho de assistente de biblioteca (à época, o garoto tinha apenas nove anos de idade). O acesso aos livros também o aproximou, um pouco mais tarde, dos princípios do rastafarianismo, a partir dos quais viria a extrair inspiração para suas lutas e ideais a partir da música.

O primeiro disco solo | foto: reprodução internet

O primeiro disco solo

No entanto, antes de aprofundar-se nos códigos do rastafarianismo, Lucky Dube viveria, no auge da adolescência, suas primeiras experiências com música a partir da relação com colegas de escola, com os quais viria a formar a Skyway Band. Lucky Dube viria a dedicar-se ao mbaqanga, estilo tipicamente sul-africano, de raízes rurais zulu, nascido no início da década de 1960. Formou com o primo (Richard Siluma) e outros colegas o grupo The Love Brothers (entre o final da década de 70 e o início da década de 80). Após esse período, gravou um disco solo de grande sucesso, intitulado Lengane Ngeyethu. Mais tarde, assumiria a frente do nome Lucky Dube And The Supersoul, mas foi incentivado por Dave Segal (que posteriormente tornou-se seu engenheiro de som) a investir em carreira solo.

Ainda na primeira metade da década de 1980, Dube abraça definitivamente o reggae, marcado pelas influências de Peter Tosh (evidente inclusive no timbre de voz), Jimmy Cliff e Bob Marley. Acompanhado pela banda The Slaves, Dube identificou no reggae o grande instrumento para a transmissão de suas mensagens de combate ao racismo, de união e integração da África do Sul dominada pelo regime do apartheid (separação / segregação racial) no período que se estende de 1948 a 1994, com a intervenção de Nelson Mandela – a quem Dube viria a homenagear com a música House Of Exile (do álbum homônimo, lançado no início dos anos 90). Mas antes desse disco emblemático, Dube trabalhou muito no intuito do que Bob Marley pedia em Africa Unite.

Lucky Dube: reggae como instrumento para a transmissão de mensagens contra o racismo e o sistema de apartheid na África do Sul | foto: reprodução internet

Lucky Dube: reggae como instrumento para a transmissão de mensagens contra o racismo e o sistema de apartheid na África do Sul

O primeiro álbum reggae de Lucky Dube (curiosamente o primeiro álbum de reggae gravado na África do Sul, em 1984), intitulado Rastas Never Dies, não foi sucesso comercial (pouco mais de 4.000 discos vendidos; portanto um número pouco expressivo, principalmente em se tratando de um artista promissor que estava começando a projetar-se no cenário musical africano e que tinha suas pretensões de levar seu trabalho para além da África. Lucky Dube já havia atingido a marca dos 30.000 discos vendidos com um álbum de seu período mbaqanga). Mesmo com um boicote ao Rastas Never Dies (em função de seu conteúdo notadamente político e de crítica ao racismo / algo semelhante ocorreu no Brasil, em 1992, com o álbum Negro no Poder, da banda Cidade Negra), Lucky Dube insistia no reggae e em seu potencial crítico-emancipatório.

Lançou em 1985 o álbum Think About The Children (destaques para a faixa-título, I Wanna Take You To Jamaica e I’ve Got Jah), em 1986 o álbum Slave (destaques para a faixa-título, que obviamente não se reduz à escravidão do alcoolismo, tal como o vídeo-clipe pode sugerir – trata-se, é claro, de uma estratégia para driblar a censura -, Let Jah Be Praised, que não chega a ser a adaptação para a clássica de Peter Tosh (apesar de seu título), I’ve Got You Babe e Back To My Roots, esta última, diga-se de passagem, bastante apropriada para se considerar o atual cenário do reggae na própria Jamaica (leia Great Times Are Coming. Ou: Big Tings a Gwaan).

Prisoner ultrapassou a marca de 1 milhão de cópias vendidas| foto: reprodução internet

Prisoner ultrapassou a marca de 1 milhão de cópias vendidas

Quando a carreira de Lucky Dube se constitui como a carreira de um artista de reggae (ou seja, na segunda metade da década de 1980), o álbum Rastas Never Dies é relançado pela demanda do público que começa a expandir-se consideravelmente para além da África do Sul, é seguido do lançamento de Together As One (1988 – destaques para a faixa-título e Truth In The World) e, em 1989, é lançado o álbum mais bem-sucedido da história de DubePrisoner. Com apenas cinco dias de lançamento, o disco já era platina duplo, trazia na tracklist grandes acertos como Remember Me e Reggae Strong. Prisoner ultrapassa a marca de 1.000.000 de discos vendidos e consolida a carreira de Lucky Dube como astro do reggae internacional. No início da década de 1990, o cantor lança Captured Live (platina novamente) e toca no Reggae Sunsplash (Jamaica).

Ainda no início dos 90, Dube lança o belíssimo House Of Exile (destaques para Crazy World, It’s Not Easy, Hold On, Mickey Mouse Freedom, Group Areas Act, Running Falling e a faixa-título); o cantor segue tocando questões da opressão e da desigualdade, mas também abre um espaço a dramas pessoais, relacionais e familiares. Victims (1993) também integra a lista de discos bem-sucedidos de Lucky Dube. Músicas como Different Colours/One People – com uma introdução a la Super Mario Bros. – e a faixa-título, Victims (ouça abaixo), não deixam sombra de dúvida sobre a habilidade vocal surpreendente do sul-africano que assina contrato com a Motown Record Company para o lançamento do disco Trinity (1995), que, por sua vez, traz pérolas tais como Feel Irie, Big Boys Don’t Cry, God Bless The Women e Rastaman Prayer.

Após a morte trágica, parentes, amigos e fãs prestam uma última homenagem ao artista | foto: reprodução internet

Após a morte trágica, parentes, amigos e fãs prestam uma última homenagem ao artista

Em 1996, a primeira coletânea; intitulado Serious Reggae Business (ouça abaixo, na íntegra), o disco reuniria os maiores sucessos do cantor sem qualquer anúncio de término da carreira, já que ainda seriam lançados Taxman, de 1997 (destaques para Guns & Roses, Release Me, Is This The Way e a regravação de I Want To Know What Love Is, clássico de Michael Jones) e The Way It Is, de 1999 (destaques para a faixa-título, Crying Games, You Stand Alone e Till You Lose It All – com violinos na introdução).

Em 2001, mais uma coletânea de hits – The Rough Guide To Lucky Dube – e o sucesso seguiria os três últimos álbuns: Soul Taker (2001), The Other Side (2003 / destaque para Ding Ding Licky Licky Bong, com guitarras que remetem a Alagados, d’Os Paralamas do Sucesso) e Respect, de 2007 (destaques para a faixa-título e para a belíssima Celebrate Life. Mas (infelizmente) Dube não pôde celebrar a vida por muito tempo.

No momento de sua carreira em que dividia palcos com artistas do calibre de Sinéad O’Connor, Peter Gabriel e Sting e em que acabava de apresentar-se no festival Live 8 (em Joanesburgo), o cantor deparou-se com a violência de um assalto que lhe custou a vida. A cena brutal acontece na frente de dois dos filhos do cantor, em 18 de Outubro de 2007. Três tiros matam um grande homem e artista de 43 anos de idade. Os assassinos de Lucky Dube foram condenados à prisão perpétua. O astro do reggae sul-africano deixou a esposa Zanele, sete filhos (dentre os filhos, a cantora Nkulee Dube), um acervo de lindas canções e uma legião de admiradores pelo mundo.

Ouça a coletânea “Serious Reggae Business”, com o melhor de Lucky Dube:

 

Lloyd "King Jammy" James é um dos mais aclamados produtores jamaicanos | foto: divulgação

A Jamaica e seus “templos” musicais

Studio One, Tuff Gong, Black Ark, Channel One. Se você é apreciador de reggae e música Jamaicana em geral, já deve ter ouvido falar destes estúdios, famosos por terem dado vida a alguns dos maiores clássicos musicais produzidos na ilha. De fato, na Jamaica, engenheiros de som, técnicas e equipamentos utilizados nas gravações são considerados elementos tão importantes quanto a própria obra musical a ser trabalhada. E por vezes mais importantes até que o próprio artista!

Os produtores Syrix e Professa com Dean Fraser, um dos mais aclamados músicos e produtores da Jamaica, ao centro. | Foto: reprodução Internet

Os produtores Syrix e Professa com Dean Fraser, um dos mais aclamados músicos e produtores da Jamaica, ao centro.

A relação dos músicos na Jamaica com os estúdios é tão visceral que é quase impossível dissociar a imagem de alguns artistas dos locais que ajudaram a eternizar suas obras. Como bons exemplos disso temos o Tuff Gong, estúdio que pertenceu a Bob Marley e hoje continua sob a administração de sua família, e o lendário Black Ark, do genial produtor Lee “Scratch” Perry.

A explicação para isto está na maneira como músicos e produtores locais sempre entenderam a música e seus processos de construção, reconstrução e desconstrução. E isso é a própria essência da música jamaicana, especialmente em gêneros como o dub e o dancehall, que usam e abusam dos recursos digitais para criarem atmosferas sonoras que ao mesmo tempo intrigam e seduzem, especialmente os jovens.

No início da década de 70, Lee Perry e King Tubby definiram as bases sobre as quais a indústria da música pop viria a se apoiar mais tarde ao criarem o dub, com suas formas de agenciamento de sons. Na metade dos anos 80, foi a vez de Lloyd “King Jammy” James e Wayne Smith darem vida àquela que viria a ser a primeira música totalmente computadorizada da história da música jamaicana, Under Mi Sleng Teng (ouça abaixo).

Ao longo das últimas 5 décadas, a ilha que respira música 24 horas por dia foi ficando cada vez mais conhecida por sua capacidade de (re)criar estilos e antecipar tendências musicais ao mundo, influenciando gerações de jovens como os produtores Syrix & Professa, da Dreama Studios e Irievibrations Entertainment, da Alemanha. Juntos, eles decidiram criar uma websérie sobre a história e cultura da indústria musical. E resolveram começar pela Jamaica!

“Studio Chronicles” traz curiosidades dos bastidores, entrevistas com produtores e engenheiros responsáveis pelas gravações, além é claro dos artistas. O resultado é uma saborosíssima viagem pela história da música jamaicana através de alguns dos seus mais emblemáticos estúdios. E por que não dizer “templos”?

Assista a seguir à playlist com a websérie completa em 5 episódios!

Assista à websérie “Studio Chronicles”, com trailer + 5 episódios:

foto: reprodução internet

World a Reggae – Rihanna: a diva pop e suas referências

Difícil imaginar uma combinação tão improvável quanto uma mistura de Mariah Carey, Beyoncé e Madonna, com influências de Bob Marley. Oi?? Então, de certa forma, Rihanna é o resultado dessa combinação inusitada. Vamos tentar explicar melhor tudo isso.

Rihanna fez sua primeira audição aos 15 anos de idade, em Barbados, onde nasceu. O produtor musical Evan Rogers gostou do que ouviu e, no ano seguinte, juntamente com seu sócio Carl Sturken, produziram doze canções que geraram as demos que acabariam por lançá-la como cantora. Em 2005, lançou seu primeiro álbum “Music of the Sun” e, no ano seguinte, o segundo, “A Girl Like Me”. Ambos ficaram entre os top ten da Billboard 200, com os sucessos Pon the Replay e SOS, respectivamente.

Voltando ao começo deste texto, nessa fase inicial da carreira Rihanna era a promessa de uma cantora na linha do dance e do pop, meio Madonna. Mas, em 2007, em seu terceiro álbum, “Good Girl Gone Bad”, mostrou que o R&B era o seu ritmo, aquele com o qual ela mais se identificava. E quem é uma das divas do R&B? Beyoncé, que, aliás, disse ter começado a cantar após ouvir Mariah Carey cantando Vision of Love.

Com Madonna, Mariah Carey, Beyoncé e Bob Marley. Rihanna é única, mas como toda estrela pop, ela tem as suas referências. | foto: reprodução internet

Com Madonna, Mariah Carey, Beyoncé e Bob Marley. Rihanna é única, mas como toda estrela pop, ela tem as suas referências.

“Good Girl Gone Bad” recebeu nove indicações para o Grammy 2008 e ganhou apenas o de melhor Rap/Sung Collaboration, com a canção Umbrella. Posteriormente, Rihanna receberia mais cinco Grammy, além de oito American Music Awards, vinte e dois Billboard Music Awards e dois BRIT Awards. Ela já vendeu mais de 30 milhões de álbuns e 120 milhões de singles, no mundo todo.

E onde entra Bob Marley nessa história toda? Barbados é uma das ilhas do Caribe, assim como a Jamaica. Assim, a associação de Rihanna com o reggae e Bob Marley parece até natural. Porém, há relações que vão além da proximidade geográfica. Admiradora confessa do rei do reggae – ela é vista com frequência usando roupas e adereços que remetem ao ídolo jamaicano – Rihanna não resiste a uma pitada jamaicana em suas produções. Tanto que seu primeiro álbum, “Music of the Sun”, chegou a ser recebido pela crítica como um disco de reggae, dada a origem caribenha da cantora e a nítida influência dos ritmos jamaicanos presentes no disco.

Participações como a do cantor jamaicano Sean Paul em Break It Off, no álbum “A Girl Like Me”, faixa produzida pelo produtor (também jamaicano) Donovan “Don Corleon” Bennett em seu renomado estúdio Hitmaker, em Kingston, também servem como exemplo. E há vários outros, como é possível ouvir nesta playlist especial abaixo.

Como se vê, não é nada difícil encontrar na obra de Rihanna forte influência de música jamaicana. Do reggae mais clássico ao dancehall moderno – incluindo boas doses de temas polêmicos – está tudo lá. Um outro exemplo, de 2010, acabou gerando mesmo muita polêmica. Como parte do álbum “Loud”, Rihanna gravou na Jamaica o clipe da música Man Down. O que, em princípio, seria positivo – uma forma de divulgação da ilha – não foi tão bem recebido, especialmente pelos jamaicanos. A música conta a história de uma garota (Rihanna) que é estuprada e resolve matar seu estuprador. Convenhamos, não é a melhor promoção que um destino pode querer.

Ao lado de Ziggy Marley e Bruno Mars, Rihanna participou de tributo ao rei do reggae, Bob Marley.  |  foto: reprodução internet

Ao lado de Ziggy Marley e Bruno Mars, Rihanna participou de tributo ao rei do reggae, Bob Marley.

Para quem não se lembra, Like a Prayer, Justify My Love e Live To Tell são apenas alguns dos clipes de Madonna que causaram grande polêmica. E, com enorme repercussão, geraram muita mídia. Não foi diferente com Rihanna e sua Man Down. O mundo da música e das celebridades tem dessas coisas…

Em compensação, em 2013, durante a premiação do Grammy, Rihanna teve uma participação bem legal no tributo a Bob Marley. Ao lado de Ziggy Marley, Damian Marley, Sting e Bruno Mars, cantou Could You Be Loved. De quebra, nessa edição do prêmio, Rihanna venceu na categoria de melhor clipe com We Found Love.

Diva e por vezes dramática, como Mariah Carey. Pop e representante do R&B, como Beyoncé. Sempre se reinventando, como Madonna. Caribenha e ligada às suas raízes, como Bob Marley. Prazer, essa é Rihanna!

Assista ao polêmico clipe de “Man Down”, de Rihanna, gravado na Jamaica: