Posts

Reggae Shark: um dos sucessos do canal do YouTube "Barely Political". | foto: reprodução internet

Reggae Shark: um astro jamaicano na web

A velocidade dos negócios relacionados à internet é impressionante. O canal “Barely Political”, por exemplo, foi criado em junho de 2007,  por Ben Relles. A estreia do canal foi com o vídeo “I Got a Crush… on Obama”, que acabou se tornando viral. Em outubro do mesmo ano, o canal foi vendido para a Next News Network e em 2011 foi adquirido pelo YouTube. Hoje, “Barely Political” é um dos 36 canais do YouTube a ultrapassar os 2 bilhões de visualizações e tem mais de 4 milhões de assinantes.

Sucesso do Reggae Shark é tanto que já há até camisetas do personagem à venda.  |  foto: reprodução internet

Sucesso do Reggae Shark é tanto que já há até camisetas do personagem à venda.

Além de sátiras políticas, caminho por onde começou, o canal também faz paródias de celebridades, cultura pop e de memes da internet. Entre as séries que produz, “Key of Awesome” é uma das mais bem sucedidas. Ao contrário do que acontece com a maioria dos YouTubers, o pessoal do “Barely”, como o escritor e ator Mark Douglas, é mais velho (na faixa dos 40 anos) e veio de outras áreas, como stand up comedy.

E por que resolvemos falar desse assunto no site do Jamaica Experience? Simples, o “Key of  Awesome” tem três vídeos muito legais relacionados à Jamaica: “Reggae Shark”, “Reggae Shark Returns” e “Reggae Sharknado”. Em todos eles, que são animações, o personagem principal é um tubarão que vive nos mares da ilha. O primeiro vídeo conta sua origem e como ele se tornou um herói local, combatendo a corrupção. O segundo faz uma analogia com os músicos e artistas que deixaram a Jamaica para fazer carreira nos EUA. Já no terceiro, ele é chamado a combater uma espécie de “tornado de tubarões” que ameaça a sobrevivência de toda uma população, numa clara referência à franquia “Sharknado”, produzida pelo canal de TV americano SyFy. Diversão, crítica e um pouco de reggae.

Para quem gosta de música e de rir um bocado, há sátiras bem engraçadas de clipes da Rihanna, Lady Gaga, Maroon 5 e um bem famoso, da cantora americana Kesha. Uma boa dica para se divertir sozinho ou com os amigos.

Assista abaixo à playlist com os três episódios da websérie lançados até aqui:

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o velocista Usain Bolt posam juntos em Kingston, Jamaica. | foto: divulgação oficial da Casa Branca | Pete Souza

Barack Obama na Jamaica: Yes, they can!

Carisma: qualidade de personalidade que destaca criaturas a exercerem espontaneamente atitudes de líderes, contagiando aos que lhes são próximos.

Atualmente, na política, ninguém melhor do que o presidente dos EUA, Barack Obama, exemplifica a definição. Não importa o quanto se concorde ou não com suas ideias ou com toda a ideologia que representa. O fato é que ele encanta plateias e cultiva fãs, onde quer que vá.

A primeira-ministra da Jamaica, Portia Simpson Miller, ao lado do presidente americano, Barack Obama.  |  foto: reprodução internet

A primeira-ministra da Jamaica, Portia Simpson Miller, ao lado do presidente americano, Barack Obama.

Assim foi a passagem de Obama pela Jamaica, no último mês de abril: um grande sucesso. Especialmente de público. A ponto da primeira-ministra do país, Portia Simpson Miller, declarar o amor do povo jamaicano ao líder norte-americano. O fato de um negro alcançar um dos postos de comando mais importantes do mundo (e repetir o feito) torna-se ainda mais especial num país como a Jamaica, de maioria negra e ainda em busca de igualdade racial.

O destino final da viagem era o Panamá, onde o presidente americano participaria da Cúpula das Américas para discutir, entre outros assuntos, as mudanças nas relações entre EUA e Cuba. A parada na Jamaica teve razões  econômicas, comerciais e estratégicas. O interesse da China na região, o petróleo (barato) vindo da Venezuela e o grande fluxo de turistas americanos – alvos potenciais de uma possível ameaça terrorista – foram, certamente, alguns dos temas abordados.

Obama chegou numa quarta-feira à noite e antes de qualquer compromisso oficial visitou o Museu Bob Marley, em Kingston. Caminhando pela casa em que morou o grande ídolo do reggae, disse ainda ter todos os álbuns e declarou, posteriormente, que ir ao museu foi uma das visitas mais divertidas que fez desde que se tornou presidente. Ponto para Obama.

Fã confesso do rei do reggae, Barack Obama visita o Museu de Bob Marley em Kingston.  |  foto: reprodução internet

Fã confesso do rei do reggae, Barack Obama visita o Museu de Bob Marley em Kingston.

No dia seguinte, cumpriu uma agenda mais protocolar. Encontrou-se com a primeira-ministra Portia Simpson Miller e seguiu para a University of the West Indies. Primeiro, um encontro com líderes dos países caribenhos, depois, uma palestra para uma plateia de 350 jovens.

Para quebrar o gelo, o presidente americano saudou o público em patois, o dialeto jamaicano: “Greetings massive, wah gwaan Jamaica? (algo como “Saudações imensas, Jamaica. Como vão indo?”). Tudo bem, é pouco, não é tão difícil, mas é uma gentileza, uma interação inesperada. Ponto para Obama.

Depois do discurso, o presidente respondeu algumas perguntas, sempre de forma bastante diplomática. Na plateia, entre outros, estava Usain Bolt. Então, na hora das fotos, Obama deu uma de tiete e imitou Bolt, fazendo a pose clássica do corredor. Mais um ponto para ele.

Barack Obama é o primeiro presidente americano em exercício a visitar a Jamaica desde Ronald Reagan, em 1982. Sua simples visita não é capaz de levar embora graves problemas da sociedade jamaicana, porém, sua imagem é inspiradora. Mais do que criticar o imperialismo que ele representa, a demagogia que pratica e até o poder de sedução que exerce sobre o público, vale torcer para que muitos jamaicanos vejam em Obama um espelho e assumam a missão de fazer as mudanças necessárias. Yes, Jamaican people can!