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Jamaica: um pedaço da África no Caribe

O sorriso e a alegria são marcas registradas do povo jamaicano desde a infância. | foto: reprodução internet

O sorriso e a alegria são marcas registradas do povo jamaicano desde a infância. | foto: reprodução internet

Todos nós aprendemos, um dia, que os negros africanos trouxeram diversas contribuições à cultura brasileira. Lembra-se quais eram as principais? No vocabulário, palavras como babá, cachaça e fofoca. Na comida, pratos como o vatapá e o acarajé, ingredientes como o azeite de dendê e o leite de coco e, é claro a feijoada. Na música e na dança, o samba e a capoeira, misto de luta e dança. Na religião, o candomblé, e no folclore, lendas como a do Negrinho do Pastoreio. Em resumo, a cultura popular, o dia a dia do brasileiro está repleto de influências africanas.

Como em tantos outros aspectos, o mesmo acontece na Jamaica. Enquanto os europeus influenciaram a arquitetura, as formas de gestão e até os esportes, os africanos deixaram na ilha heranças semelhantes às deixadas no Brasil. Contudo, a supremacia negra na Jamaica é muito maior, chegando a 90% de ascendência africana e, desta forma, as raízes africanas parecem ainda mais evidentes, na cor da pele, no jingado, na alegria.

Uma banda tradicional de mento, o primeiro gênero musical jamaicano. | foto: reprodução internet

Uma banda tradicional de mento, o primeiro gênero musical jamaicano. | foto: reprodução internet

Tanto o inglês falado na Jamaica, quanto o patois, o dialeto local, são amplamente influenciados pelas línguas africanas. A linguagem, na Jamaica, é um assunto relacionado a classes sociais. As classes mais favorecidas, aqueles que tiveram maior acesso à educação formal, preferem se comunicar através do inglês standard; os habitantes das áreas rurais, das periferias e, especialmente os mais jovens, comunicam-se em Jamaican, ou seja, uma mistura de inglês e outras línguas que é única e característica da ilha.

Unu walk good, seen? Ya done know seh, a dem time deh … (All of you take care. As you know, we ‘ll meet again sometime …)  Isso é Jamaican! A sonoridade e a entonação das palavras, mesmo quando de raízes inglesas, são próximas das línguas africanas, assim como muitas estruturas gramaticais.

Da palavra, para a música. A primeira forma de música popular jamaicana foi o mento. Ele se utiliza basicamente de instrumentos acústicos, como o violão, o banjo, a hand drum (espécie de tambor) e a rhumba box (ou marímbula, espécie de caixote, usado com instrumento de percussão). As letras falavam do cotidiano e até da pobreza, mas com humor e pitadas de conotações sexuais. O auge do mento deu-se entre os anos 1940 e 1950, com nomes como Count Lasher, Alerth Bedassee, The Ticklers e Lord Flea. O mento influenciou ritmos mais contemporâneos, como o ska, o rockstead e o reggae.

Apresentação de kumina, dança típica jamaicana e derivada do Congo.  |  foto: reprodução internet

Apresentação de kumina, dança típica jamaicana e derivada do Congo. | foto: reprodução internet

A música leva à dança e também aos cultos religiosos. A Kumina, por exemplo, é uma expressão religiosa tipicamente jamaicana, derivada das crenças dos negros vindos do Congo. A dança é parte muito importante dos cultos que, como outras religiões africanas, envolvem a comunicação com espíritos. O Junkanoo é uma festa folclórica, com músicas e danças que lembram o carnaval brasileiro.

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Anansi é uma personagem do folclore jamaicano.

Um exemplo do folclore jamaicano são as Anansi Stories. Originadas na África, foram levadas à Jamaica pelos escravos ashanti e transmitidas oralmente, por gerações. Nas histórias,  Anansi existe como uma aranha, um homem ou uma combinação de ambos. Anansi é uma heroína diferente, é preguiçosa, inventiva e extremamente esperta. Um pouco como o nosso saci-pererê!

E para terminar de uma forma bem saborosa, vale lembrar que o ackee com saltfish, um dos pratos mais tradicionais da Jamaica, tem origens africanas. O próprio conceito de jerk tem raízes africanas, pois povos primitivos daquele país já assavam carne de porco em fogueiras feitas em buracos no chão, de forma muito similar aos primeiros jerks jamaicanos. Um continente, uma ilha e um país continental. Distantes geograficamente, mas conectados por inúmeras tradições e costumes. Como dizem os próprios jamaicanos, “Out of many, one people”.

Assista ao videoclipe de Rehab, com The Jolly Boys:

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Bem-vindo à Jamaica britânica

As crianças aprendem inglês nas escolas, língua oficial da Jamaica.  |  foto: reprodução internet

As crianças aprendem inglês nas escolas, língua oficial da Jamaica. | foto: reprodução internet

O fato de ter sido uma colônia britânica por mais de 300 anos (de 1655 a 1962) deixou muitas marcas na Jamaica. Apesar de nem todas serem positivas, é interessante notar como a vida jamaicana está impregnada de elementos que remetem à cultura britânica, seja na arquitetura, na gastronomia, na política ou nos esportes.

O primeiro aspecto é a língua. Havia os nativos da ilha, os taínos. Então, chegaram os espanhóis, que lá ficaram por 150 anos e trouxeram os negros africanos, e depois os britânicos. Da mistura de todas essas línguas, com um pouquinho de português, surgiu o patois, que é falado por boa parte da população. Contudo, a língua oficial é o inglês, o que facilita a vida dos turistas e também dos jamaicanos, mais facilmente inseridos num mundo que se comunica em inglês.

Selo britânico em homenagem à Jamaica. Foto: reprodução internet

Selo britânico em homenagem à Jamaica. Foto: reprodução internet

A Jamaica, ainda hoje, é parte do Commonwealth. Isso significa que o país pertence ao império britânico, que tem a rainha Elizabeth como chefe de Estado. O sistema de governo jamaicano é parlamentarista e baseado no sistema britânico; o executivo é composto por um governador geral (que faz o papel da rainha), um primeiro-ministro, um vice-primeiro-ministro e os ministros; o legislativo, por senadores e a câmara, e o judiciário, pela Suprema Corte e os tribunais.

Patties, muito populares na Jamaica. | foto: reprodução internet

Patties, muito populares na Jamaica. | foto: reprodução internet

A gastronomia da Jamaica também foi influenciada pelos ingleses. O gosto por cozidos de vegetais, mingaus e pudins, são alguns exemplos. Mas, certamente, a invenção dos patties (tipo de pastel muito popular na Jamaica e consumido em lanches rápidos), creditada a eles, foi o maior legado. Largamente consumidos, são tão populares quanto um hambúrguer, para os americanos.

O mais importante produto jamaicano na época da colonização inglesa era a cana-de-açúcar. Nos latifúndios, as casas-grandes, muitas delas ainda preservadas, foram construídas no estilo inglês. A Greenwood Great House e a Rose Hall Great House, que ficam em St. James, na costa norte, são dois exemplos que podem ser visitados. Em Kingston, a Devon House, mansão que pertenceu ao primeiro bilionário negro da Jamaica, George Stiebel, também é aberta à visitação e ainda abriga restaurantes e lojas de artesanato.

Outras curiosidades: o esporte mais popular da Jamaica é o cricket e, para quem pretende visitar o país é bom saber que a mão de direção é inglesa!

A mansão Devon House, ponto turístico aberta à visitação, que abriga restaurantes e lojas de artesanato.  |  foto: reprodução internet

A mansão Devon House, ponto turístico aberta à visitação, que abriga restaurantes e lojas de artesanato. | foto: reprodução internet

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Ital food: alimento para o corpo e a alma

Alimentar-se é bem mais do que saciar a fome e satisfazer uma das necessidades básicas do ser humano. O alimento nos conecta à natureza e cura o corpo. E o corpo é um templo que, como tal, não deve ser profanado. Desta forma, todo alimento deve ser puro, natural, livre de conservantes e quaisquer outros aditivos químicos. Preferencialmente, deve vir da terra e não ser obtido a partir da morte de um animal.

Os rastafáris jamaicanos são adeptos à culinária ital | foto: reprodução internet

A comunidade dos rastafáris jamaicanos é adepta à culinária ital | foto: reprodução internet

Caso você simpatize com as ideias acima, uma visão um tanto filosófica de um ato tão corriqueiro, vai se interessar pela culinária ital, a dieta adotada pelos rastafáris jamaicanos. Uma das características do dialeto rastafári é a substituição da sílaba inicial de uma palavra pelo I (eu, em inglês), possivelmente, para lembrar a integração do homem com Deus e a natureza. Por exemplo, invés de power, I-wer; invés de creation, I-reation. Como a alimentação é vital, para os rastafáris, ficou sendo ital.

Não há dogmas no rastafarianismo e, por essa razão, as regras quanto à alimentação não são extremamente rígidas. Há rastas vegetarianos, outros que incluem peixes na dieta. O uso do sal também é variável, alguns utilizam, outros, o substituem por várias ervas aromáticas, como tomilho e manjericão, além de pimentas e especiarias. A comida não deve ser preparada em panelas de metal e o consumo de álcool e tabaco é proibido.

Um bom cozinheiro ital deve ser capaz de combinar ervas e temperos, que resultem numa comida saborosa. Além de frutas e verduras frescas, feijões e ervilhas são muito utilizados neste tipo de culinária, assim como o leite de coco, que é a base para caldos e molhos.

Para começar a se envolver mais com esta culinária natural e peculiar, nada melhor do que experimentar um de seus pratos: uma saborosa sopa! É muito saudável e extremamente energética.

Sopa ital

Tradicional sopa ital  |  foto: reprodução internet

Tradicional sopa ital | foto: reprodução internet

INGREDIENTES
1 xícara de abóbora (moranga) cortada em cubos
1/2 colher de chá de pimenta-do-reino
1 pimenta caribenha ou habanero
1 xícara de ervilhas secas (em metades)
8-10 xícaras de água
1 cebola
3 dentes de alho
3 inhames
1 batata-doce média
2 batatas
2 talos de cebolinha
6 galhos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de orégano fresco
2-3 talos de espinafre (utilizar somente as folhas)
1 cenoura
1/2 xícara de aipo
2 xícaras de leite de coco
5 quiabos
1 colher de sopa de gengibre ralado (opcional)
1 banana-da-terra (meio madura)

Ervas e legumes são a base da culinária ital  |  foto: reprodução internet

Ervas e legumes são a base da culinária ital foto: reprodução internet

MODO DE FAZER
1. Lave as ervilhas secas e coloque-as numa panela com 8 xícaras de água
2. Pique a cebolinha, o alho, a cebola e o aipo. Adicione quando as ervilhas começarem a ferver
3. Reduza para fogo baixo e cozinhe por cerca de 45 minutos, ou até que as ervilhas fiquem macias
4. Adicione a pimenta caribenha inteira, apenas para dar sabor
5. Quando as ervilhas já estiverem se desmanchando, adicione a banana-da-terra, os inhames, as batatas, a batata-doce, a cenoura e a abóbora, todos devidamente descascados e cortados em cubos (não muito pequenos, para não perderem a forma depois de cozidos)
6. Despeje o leite de coco e adicione o tomilho, a pimenta-do-reino e o orégano. Certifique-se de que há líquido suficiente na panela para cobrir tudo e, se necessário, adicione mais água ou leite de coco
7. Deixe ferver e reduza para fogo baixo
8. Tire as pontas dos quiabos, corte-os em rodelas de de mais ou menos 2 cm e adicione
9. Após 25 minutos, quando tudo deve estar cozido, adicione as folhas de espinafre cortadas em tiras de cerca de 1 cm
10. Deixe cozinhar por mais 7-10 minutos para que o espinafre dê sabor à sopa e para que ela engrosse um pouco
11. Retire a pimenta caribenha e os talos de tomilho
12. Sirva em bowls e se desejar, esprema algumas gotas de limão siciliano sobre a sopa fumegante

As ervas, temperos e especiarias conferem muito sabor a esta sopa, porém, se não abrir mão do sal, adicione-o após ter colocado o espinafre. Note que a sopa torna-se espessa quando esfria, então vale a pena reservar um pouco da água do cozimento (caldo) para adicionar posteriormente.

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Jerk food: tão jamaicano quanto o reggae

Certos pratos remetem imediatamente a um lugar. É assim com o acarajé, na Bahia; com o bacalhau, em Portugal, e com a pasta, na Itália. Nesta mesma linha, não há nada que se associe mais à Jamaica do que o jerk. Sua origem é antiga, remete aos índios nativos e também aos escravos fugidos, que se escondiam nas montanhas.

O sabor e o preparo do jerk remetem às origens do povo jamaicano  | foto: reprodução internet

O sabor e o preparo do jerk remetem às origens do povo jamaicano  | foto: reprodução internet

Inicialmente, o jerk era um processo de conservação da carne, tradicionalmente de porco ou frango. A carne era assada em buracos na terra, onde eram feitas pequenas fogueiras. Posteriormente, a técnica evoluiu e passaram a ser utilizados antigos barris de óleo, cortados ao meio longitudinalmente. No jerk é preciso haver a defumação da carne, para que seja mantido o sabor original. Assim, são preservadas ambas as partes desses barris e adicionadas dobradiças para uni-las, de forma que a carne asse tampada e em contato com a fumaça.

Além da técnica de preparo, outro aspecto importante do jerk são os temperos. A pimenta-da-jamaica, pimentas picantes e sal são a base da maioria das receitas. A esses elementos são adicionados ervas e especiarias (às vezes mais de 30 tipos), como tomilho, alho, canela, cebolinha e noz-moscada. Os ingredientes são misturados e esfregados sobre a carne, que fica marinando por cerca de 12 horas para absorver o sabor.

Os festivais de jerk food são tradicionais na Jamaica  |  foto: reprodução internet

Os festivais de jerk food são tradicionais na Jamaica | foto: reprodução internet

Muito popular em toda Jamaica, o jerk ganhou inúmeras versões: carne bovina, lagosta, caranguejo e até tofu, em alguns restaurantes. Se preferir, há jerk stands (barraquinhas ou carrinhos) e jerk centres (pequenas lojas) por toda parte. O site jamaicajerktrail.com traz indicações com endereços em toda a ilha.

Boston Bay, que fica em Portland, no nordeste da Jamaica, é considerado o berço do jerk. Anualmente, acontece por lá o Portland Jerk Festival, que além de jerk, tem shows e muita música. Enquanto você não experimenta o jerk na própria Jamaica, que tal preparar você mesmo um jerk de frango?

Jerk de frango

Jerk de frango  |  foto: reprodução internet

Jerk de frango | foto: reprodução internet

INGREDIENTES (para 4 pessoas)
1 frango de aproximadamente 1,5 kg
8 pimentas picantes cortadas em rodelas
2 colheres de chá de tomilho
2 colheres de chá de pimenta-da-jamaica moída
8 dentes de alho picados
3 cebolas médias picadas
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de sopa de sal
2 colheres de chá de pimenta do reino moída
1/2 copo de azeite de oliva
1/2 copo de molho de soja
1 copo de suco de laranja
1/2 copo de vinagre
canela moída, gengibre ralado e noz moscada a gosto
suco de um limão

MODO DE FAZER
1. Corte o frango em 4 partes e reserve.
2. Corte a cebola, o alho e as pimentas.
3. Leve todos os ingredientes ao liquidificador para fazer o molho do jerk.
4. Esfregue parte do molho nos pedaços de frango e reserve uma parte para usar depois.
5. Deixe marinar por 8 a 12 horas na geladeira e mantenha o molho reservado também na geladeira.
6. Leve os pedaços de frango ao forno alto por 30 minutos, depois vire-os e deixe mais 30 minutos.
7. Retire do forno e termine o preparo colocando os pedaços sobre uma grelha. Vire os pedaços frequentemente e regue-os com o molho restante durante o preparo.

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Comer, conhecer, compreender

Conhecer e experimentar a comida de um país é uma das maneiras mais interessantes e prazerosas de compreender um pouco de sua cultura e tradições.

A Jamaica, assim como o Brasil, também é fruto de uma mistura de raças. Antes do descobrimento pelos espanhóis, em 1494, havia os indígenas locais, os Taínos. Os colonizadores espanhóis trouxeram escravos da África e os ingleses tomaram a ilha, em 1655. Posteriormente, indianos e chineses substituíram os escravos nas lavouras e, ainda mais adiante, chegaram libaneses e judeus.

De toda forma, a gastronomia jamaicana tem raízes mais africanas e inglesas. A maioria dos pratos têm sabor intenso, devido aos inúmeros temperos e especiarias utilizados, como o gengibre, o curry e a pimenta-da-jamaica.

A base da cozinha jamaicana é peixe, frango, carne de porco, arroz, verduras e frutas. O ackee – pequena fruta alaranjada, cujo sabor lembra a noz – e a fruta-pão – uma parente da jaca – são muito utilizados em pratos doces e salgados.

Delícia jamaicana à base de frango | foto: reprodução internet

Delícia jamaicana à base de frango | foto: reprodução internet

Um assunto à parte (e que merecerá um post específico!) é o jerk. Espécie de ‘churrasco’ local, é de origem muito antiga, possivelmente dos primeiros habitantes, em conjunto com os maroons (escravos fugitivos que se refugiaram nas montanhas).

A primeira função do jerk foi a da preservação da carne. A técnica básica consistia em secar e defumar a carne, assando-a sobre uma pequena fogueira. À época da chegada dos ingleses, foi considerada uma técnica revolucionária de conservação.

Atualmente, além dos tradicionais jerk de porco ou frango, também são facilmente encontrados aqueles de carne bovina e de cordeiro, ou mesmo feitos com peixes e camarões.

Finalmente, vale a pena conhecer a ital food, a comida dos rastafári. Muitos não utilizam sal, evitam carne vermelha ou são vegetarianos. A ital utiliza apenas alimentos puros, naturais, ou seja, agentes químicos e conservantes não são aceitos. A exemplo da comida kosher, que segue os preceitos do judaísmo, a ital segue a filosofia rastafári, de ingerir somente alimentos que aumentem a energia vital.

Para deixar o texto um pouco mais saboroso, terminamos com uma típica receita jamaicana: Brown Stew Chicken.

Cozido jamaicano de frango dourado

Jamaican Brown Stew Chicken  |  foto: reprodução internet

Jamaican Brown Stew Chicken | foto: reprodução internet

INGREDIENTES
1 frango inteiro
1 tomate grande
3 talos de cebolinha
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 pimenta vermelha picante (tipo Habanero)
1 cenoura média
1 limão siciliano
3 talos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de tomilho seco
1 colher de sopa de pimentão picado
1 colher de sopa de pimenta-da-jamaica ou 1/2 colher de sopa de canela moída com 1/2 colher de sopa de cravinhos da Índia moídos
2 colheres de sopa de molho de soja (shoyu)
1/2 colher de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de farinha de milho
2 xícaras de leite de coco sem açúcar
1 colher de sopa de óleo de coco

MODO DE FAZER
1. Corte o frango em pedaços e coloque numa tigela.
2. Esprema o limão siciliano sobre o frango, esfregando bem. Retire o excesso de suco.
3. Junte o tomate, a cebolinha, a cebola, o alho, a pimenta, o tomilho, o pimentão e o molho de soja. Cubra e deixe marinar por uma hora.
4. Aqueça o óleo numa panela. Remova os temperos do frango marinado e reserve a marinada para o molho.
5. Frite lentamente os pedaços de frango em óleo bem quente, até que fiquem dourados. Retire os pedaços já fritos e coloque num prato enquanto frita os demais pedaços.
6. Escorra o excesso de óleo da panela e recoloque os pedaços de frango. Despeje a marinada sobre o frango e adicione a cenoura. Cozinhe em fogo médio, mexendo por 10 minutos.
7. Misture a farinha de trigo ao leite de coco e adicione ao cozido, mexendo sempre. Abaixe o fogo e cozinhe por mais 20 minutos ou até que as cenouras fiquem macias.
8. Sirva com arroz e ervilhas.

Culinária jamaicana: sabor intenso e grande variedade de temperos utilizados.  |  foto: divulgação Round Hill Hotel and Villas

Jamaica: influências, temperos e sabores

Conhecer a Jamaica também significa se entregar à culinária local, que oferece um tempero diferenciado e muito popular. A gastronomia jamaicana é uma mistura das cozinhas africana e inglesa, predominando o sabor intenso da variedade de temperos utilizados.

Embora a base de sua culinária seja saudável, com uso de peixes, aves, arroz, legumes, frutas e especiarias, a maioria dos pratos é apimentado e o mais popular deles é o “jerk food”, termo que descreve o processo de cozimento da carne de frango, porco ou peixe, que é marinada e posta para cozinhar lentamente em uma espécie de churrasqueira, que dá à carne um sabor muito especial.

O Jamaica Experience tem como objetivo principal fomentar o acesso à cultura jamaicana, e isso inclui a sua gastronomia. Em breve, você vai encontrar aqui algumas das receitas mais autênticas da cozinha da Jamaica, utilizando os ricos ingredientes desta deliciosa, porém, pouco conhecida culinária.