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foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Karina Oliani, de volta à Jamaica!

As belezas naturais da Jamaica, dentro e fora d’água, fizeram Karina Oliani retornar à ilha. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

As belezas naturais da Jamaica, dentro e fora d’água, fizeram Karina Oliani retornar à ilha. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Pois é, Karina Oliani, médica e atleta de quem falamos recentemente (Karina Oliani: na terra, na água ou no ar), aceitou o convite do Jamaica Experience e voltou à Jamaica! Não poderia ser diferente. Sempre em seu ritmo acelerado, Karina aproveitou o pouco tempo na ilha para ter experiências inusitadas.

A primeira delas foi mergulhar em Port Antonio. Mas não um simples mergulho. A 25 m de profundidade, Karina e sua equipe, o fotógrafo subaquático Kadu Pinheiro e o maquiador Edu Hyde, fizeram um editorial de moda para a renomada marca Marcia Mello. Já imaginou estar atenta a manter-se em apneia e, ao mesmo tempo, sair linda nas fotos?

O maquiador Edu Hyde retoca o batom de Karina Oliani. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

O maquiador Edu Hyde retoca o batom de Karina Oliani. | foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Karina pratica yoga na Jamaica para revitalizar as energias.

A fluidez das roupas e dos cabelos, além da intimidade com os corais coloridos demonstrada por Karina, fazem com que o editorial pareça ter sido feito com uma sereia de verdade! Além das fotos que você vê aqui, confira mais sobre os resultados no Facebook de Karina Oliani, siga-a no Twitter @KarinaOliani ou acesse a publicação da marca, na íntegra, através do link ao final desta matéria.

Ainda em Port Antonio, Karina visitou a Lagoa Azul: “a água, cor de esmeralda, é um dos cenários mais bonitos que  já vi! Tenho uma forte ligação com a água, sou mergulhadora credenciada desde os 12 anos, e poder conhecer esse lugar me deixou fascinada! E todas aquelas belezas naturais que aparecem no filme “A Lagoa Azul”? Quando vistas ao vivo, deixam qualquer um apaixonado!”, contou.

Em Negril, mais aventura! Karina também mergulhou por lá, visitou o famoso Rick’s Café e comeu no Corner Bar. Desconhecido da maioria dos turistas, o lugar é um típico bar de praia onde, segundo os locais, come-se a melhor comida da Jamaica. E sabe o que ela comeu? Conch, um molusco, primo do escargot, que, como ele, também é uma lesma e habita o interior de uma grande e bonita concha. Ah, essa Karina…

foto: Kadu Pinheiro | Jamaica Experience

Karina encantou-se com a variedade de espécies subaquáticas da ilha.

Houve um momento relax, pois Karina também precisava recarregar suas energias. Hospedou-se, então, no Jackie’s on the Reef, um spa que fica a 11 km do centro de Negril. Criado por uma nova-iorquina, que trocou a indústria da moda por este paraíso, o lugar é totalmente natural, dos tratamentos oferecidos à comida, preparada no fogão a lenha. Para que a integração à natureza seja total, lá não há TVs, computadores e telefones celulares são proibidos. Karina disse ter estranhado no início, mas depois entendeu que só assim seria possível viver intensamente a experiência.

A alegria e a hospitalidade do povo jamaicano; o pôr do sol, em Negril; o sabor pitoresco do ackee, a fruta símbolo da Jamaica. Foram tantos os momentos incríveis, que Karina Oliani foi incapaz de nos dizer do que mais gostou. Ela tem certeza, porém, de que valeu muito a pena ter aceito o convite. Karina, uma mulher que não aceita o óbvio, já incluiu a Jamaica em sua wish list. Pelo jeito, poderemos cruzar com ela em um dos cantos da ilha, ainda não descobertos pelos turistas.

Confira o editorial de moda feito na Jamaica na íntegra (págs. 110 a 137):

foto: reprodução internet

Ital food: alimento para o corpo e a alma

Alimentar-se é bem mais do que saciar a fome e satisfazer uma das necessidades básicas do ser humano. O alimento nos conecta à natureza e cura o corpo. E o corpo é um templo que, como tal, não deve ser profanado. Desta forma, todo alimento deve ser puro, natural, livre de conservantes e quaisquer outros aditivos químicos. Preferencialmente, deve vir da terra e não ser obtido a partir da morte de um animal.

Os rastafáris jamaicanos são adeptos à culinária ital | foto: reprodução internet

A comunidade dos rastafáris jamaicanos é adepta à culinária ital | foto: reprodução internet

Caso você simpatize com as ideias acima, uma visão um tanto filosófica de um ato tão corriqueiro, vai se interessar pela culinária ital, a dieta adotada pelos rastafáris jamaicanos. Uma das características do dialeto rastafári é a substituição da sílaba inicial de uma palavra pelo I (eu, em inglês), possivelmente, para lembrar a integração do homem com Deus e a natureza. Por exemplo, invés de power, I-wer; invés de creation, I-reation. Como a alimentação é vital, para os rastafáris, ficou sendo ital.

Não há dogmas no rastafarianismo e, por essa razão, as regras quanto à alimentação não são extremamente rígidas. Há rastas vegetarianos, outros que incluem peixes na dieta. O uso do sal também é variável, alguns utilizam, outros, o substituem por várias ervas aromáticas, como tomilho e manjericão, além de pimentas e especiarias. A comida não deve ser preparada em panelas de metal e o consumo de álcool e tabaco é proibido.

Um bom cozinheiro ital deve ser capaz de combinar ervas e temperos, que resultem numa comida saborosa. Além de frutas e verduras frescas, feijões e ervilhas são muito utilizados neste tipo de culinária, assim como o leite de coco, que é a base para caldos e molhos.

Para começar a se envolver mais com esta culinária natural e peculiar, nada melhor do que experimentar um de seus pratos: uma saborosa sopa! É muito saudável e extremamente energética.

Sopa ital

Tradicional sopa ital  |  foto: reprodução internet

Tradicional sopa ital | foto: reprodução internet

INGREDIENTES
1 xícara de abóbora (moranga) cortada em cubos
1/2 colher de chá de pimenta-do-reino
1 pimenta caribenha ou habanero
1 xícara de ervilhas secas (em metades)
8-10 xícaras de água
1 cebola
3 dentes de alho
3 inhames
1 batata-doce média
2 batatas
2 talos de cebolinha
6 galhos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de orégano fresco
2-3 talos de espinafre (utilizar somente as folhas)
1 cenoura
1/2 xícara de aipo
2 xícaras de leite de coco
5 quiabos
1 colher de sopa de gengibre ralado (opcional)
1 banana-da-terra (meio madura)

Ervas e legumes são a base da culinária ital  |  foto: reprodução internet

Ervas e legumes são a base da culinária ital foto: reprodução internet

MODO DE FAZER
1. Lave as ervilhas secas e coloque-as numa panela com 8 xícaras de água
2. Pique a cebolinha, o alho, a cebola e o aipo. Adicione quando as ervilhas começarem a ferver
3. Reduza para fogo baixo e cozinhe por cerca de 45 minutos, ou até que as ervilhas fiquem macias
4. Adicione a pimenta caribenha inteira, apenas para dar sabor
5. Quando as ervilhas já estiverem se desmanchando, adicione a banana-da-terra, os inhames, as batatas, a batata-doce, a cenoura e a abóbora, todos devidamente descascados e cortados em cubos (não muito pequenos, para não perderem a forma depois de cozidos)
6. Despeje o leite de coco e adicione o tomilho, a pimenta-do-reino e o orégano. Certifique-se de que há líquido suficiente na panela para cobrir tudo e, se necessário, adicione mais água ou leite de coco
7. Deixe ferver e reduza para fogo baixo
8. Tire as pontas dos quiabos, corte-os em rodelas de de mais ou menos 2 cm e adicione
9. Após 25 minutos, quando tudo deve estar cozido, adicione as folhas de espinafre cortadas em tiras de cerca de 1 cm
10. Deixe cozinhar por mais 7-10 minutos para que o espinafre dê sabor à sopa e para que ela engrosse um pouco
11. Retire a pimenta caribenha e os talos de tomilho
12. Sirva em bowls e se desejar, esprema algumas gotas de limão siciliano sobre a sopa fumegante

As ervas, temperos e especiarias conferem muito sabor a esta sopa, porém, se não abrir mão do sal, adicione-o após ter colocado o espinafre. Note que a sopa torna-se espessa quando esfria, então vale a pena reservar um pouco da água do cozimento (caldo) para adicionar posteriormente.

foto: reprodução internet

Comer, conhecer, compreender

Conhecer e experimentar a comida de um país é uma das maneiras mais interessantes e prazerosas de compreender um pouco de sua cultura e tradições.

A Jamaica, assim como o Brasil, também é fruto de uma mistura de raças. Antes do descobrimento pelos espanhóis, em 1494, havia os indígenas locais, os Taínos. Os colonizadores espanhóis trouxeram escravos da África e os ingleses tomaram a ilha, em 1655. Posteriormente, indianos e chineses substituíram os escravos nas lavouras e, ainda mais adiante, chegaram libaneses e judeus.

De toda forma, a gastronomia jamaicana tem raízes mais africanas e inglesas. A maioria dos pratos têm sabor intenso, devido aos inúmeros temperos e especiarias utilizados, como o gengibre, o curry e a pimenta-da-jamaica.

A base da cozinha jamaicana é peixe, frango, carne de porco, arroz, verduras e frutas. O ackee – pequena fruta alaranjada, cujo sabor lembra a noz – e a fruta-pão – uma parente da jaca – são muito utilizados em pratos doces e salgados.

Delícia jamaicana à base de frango | foto: reprodução internet

Delícia jamaicana à base de frango | foto: reprodução internet

Um assunto à parte (e que merecerá um post específico!) é o jerk. Espécie de ‘churrasco’ local, é de origem muito antiga, possivelmente dos primeiros habitantes, em conjunto com os maroons (escravos fugitivos que se refugiaram nas montanhas).

A primeira função do jerk foi a da preservação da carne. A técnica básica consistia em secar e defumar a carne, assando-a sobre uma pequena fogueira. À época da chegada dos ingleses, foi considerada uma técnica revolucionária de conservação.

Atualmente, além dos tradicionais jerk de porco ou frango, também são facilmente encontrados aqueles de carne bovina e de cordeiro, ou mesmo feitos com peixes e camarões.

Finalmente, vale a pena conhecer a ital food, a comida dos rastafári. Muitos não utilizam sal, evitam carne vermelha ou são vegetarianos. A ital utiliza apenas alimentos puros, naturais, ou seja, agentes químicos e conservantes não são aceitos. A exemplo da comida kosher, que segue os preceitos do judaísmo, a ital segue a filosofia rastafári, de ingerir somente alimentos que aumentem a energia vital.

Para deixar o texto um pouco mais saboroso, terminamos com uma típica receita jamaicana: Brown Stew Chicken.

Cozido jamaicano de frango dourado

Jamaican Brown Stew Chicken  |  foto: reprodução internet

Jamaican Brown Stew Chicken | foto: reprodução internet

INGREDIENTES
1 frango inteiro
1 tomate grande
3 talos de cebolinha
1 cebola grande
2 dentes de alho
1 pimenta vermelha picante (tipo Habanero)
1 cenoura média
1 limão siciliano
3 talos de tomilho fresco
2 colheres de sopa de tomilho seco
1 colher de sopa de pimentão picado
1 colher de sopa de pimenta-da-jamaica ou 1/2 colher de sopa de canela moída com 1/2 colher de sopa de cravinhos da Índia moídos
2 colheres de sopa de molho de soja (shoyu)
1/2 colher de sopa de farinha de trigo
2 colheres de sopa de farinha de milho
2 xícaras de leite de coco sem açúcar
1 colher de sopa de óleo de coco

MODO DE FAZER
1. Corte o frango em pedaços e coloque numa tigela.
2. Esprema o limão siciliano sobre o frango, esfregando bem. Retire o excesso de suco.
3. Junte o tomate, a cebolinha, a cebola, o alho, a pimenta, o tomilho, o pimentão e o molho de soja. Cubra e deixe marinar por uma hora.
4. Aqueça o óleo numa panela. Remova os temperos do frango marinado e reserve a marinada para o molho.
5. Frite lentamente os pedaços de frango em óleo bem quente, até que fiquem dourados. Retire os pedaços já fritos e coloque num prato enquanto frita os demais pedaços.
6. Escorra o excesso de óleo da panela e recoloque os pedaços de frango. Despeje a marinada sobre o frango e adicione a cenoura. Cozinhe em fogo médio, mexendo por 10 minutos.
7. Misture a farinha de trigo ao leite de coco e adicione ao cozido, mexendo sempre. Abaixe o fogo e cozinhe por mais 20 minutos ou até que as cenouras fiquem macias.
8. Sirva com arroz e ervilhas.